Capítulo 9 - Fuga

916 Palavras
pov. Anthony Quando Leticia acordou quase matou o Eduardo afogado, seria engraçado se não precisássemos dele para escapar, ela estava assustada porque foi atacada enquanto lutava. Deixei que Gabriel explicasse a ela tudo que aconteceu e como iriamos sair daqui, o mapa estava a minha frente e eu analisava cada espaço devagar para ter certeza sobre as rotas que tomaríamos. - Você fica fofo concentrado. - ergui o meu olhar para ela que mantinha um sorriso doce nos labios carnudos, retribuí e empurrei o óculos contra o rosto novamente. - São as rotas? - São, a mais fácil é sair pelos fundos e seguir a floresta mas, estariamos distante da estrada para o Ponto de Encontro. - suspirei focando no mapa, o mais fácil nem sempre é o melhor. - A mais difícil é? - ela perguntou sentando ao meu lado, o nervosismo se apoderou de mim e eu tive que me controlar para não gaguejar em sua frente. Era estranho como eu conseguia ficar tão próximo antes e agora sinto como se meu rosto estivesse fervendo. - B-bom, a mais difícil é sair pela porta da frente e atravessar o vilarejo até a outra extremidade da floresta e seguirmos viagem. - não era difícil, era quase impossível. Tinham incontáveis soldados vigiando todos os cantos. - Poderiamos contornar a floresta, é mais demorado mas não tão arriscado quanto sair pela porta da frente. - esse líder poderia ser mais inteligente e ter feito a maldita casa do outro lado, cara s*******o. - É uma opção boa. Você está bem? - era difícil não ficar preocupado com ela mesmo sendo tão poderosa e independente eu queria protege-la e sempre faria de tudo para ver esse sorriso doce que desmancha meu coração. - Eu estou sim, o Eduardo falou que foi apenas uma pancada. Não imaginava que o Felipe seria capaz de fazer isso, me sinto uma i****a. - tomei uma coragem que eu não tinha e segurei sua mão entre as minhas fazendo carinho em sua pele macia com o polegar. - Você não é uma i****a, todos acreditamos nele. Nunca mais diga isso, ta bem? Vamos sair daqui e encontrar o Tavarres. - porque da próxima vez que eu me encontrar com o Felipe vai ser para mata-lo. O pequeno ponto de escuridão se agitou dentro de mim, eu queria muito o sangue dele em minhas mãos. Ela sorriu sem jeito e eu retribuí, faria qualquer coisa por esse sorriso, qualquer coisa. - Está bem. - apertei um pouco sua mão para que sentisse confiança em mim, Gabriel se aproximou em seguida junto a Eduardo, chegou a hora. - É agora ou nunca. - murmurou Gabriel espiando da única janela da casa. Assenti e segui para os fundos onde havia uma pequena e estreita porta feita apenas para passar alimentos. Foi difícil passar por aquela "f***a" que eles chamam de porta, Leticia teve mais facilidade por ser magra, sem contar que o Eduardo ficou entalado por cerca de vinte minutos. Gabriel foi na frente subindo na primeira árvore resistente que encontrou, A visão do topo não era muito privilegiada e a atenção para não cair tinha que ser redobrada. No meio do caminho Eduardo tomou a frente habituado a andar por aqui ele sabia o caminho mais rápido para contornar a floresta. - Minha barriga ainda dói. - Edu murmurava quase o tempo inteiro, retirar ele da porta não foi tarefa fácil. - Eu falei para sair de lado. - resmunguei perdendo a paciência, não era mentira eu realmente tinha dito para que ele passasse de lado na porta e o i****a tentou se virar na hora errada. - Vocês vão reclamar o caminho todo? - Gabriel jogou alguns galhos na minha cabeça e reclamou chateado. - Vamos acabar chamando atenção. - Não vamos chamar tanta atenção assim, essa parte é deserta e ninguém consegue andar por aqui. - aquilo realmente chamou a minha atenção. - Porque não? - foi a vez de Leticia se pronunciar lembrando a todos da sua presença em nosso meio, não que de para esquecer esses cachos em meio a três patetas. - A terra que serpenteia por baixo das árvores é lama, andar por aqui é a a mesma coisa de caminhar para a morte. A lama prende você como se estivesse viva, ninguém se atreve a pisar ai em baixo. - se antes eu tinha medo de cair agora provavelmente eu estava apavorado. O sol não nos castigava tanto por causa das folhas mas o calor nos obrigou a parar no meio do caminho para descansar, não tinhamos como trazer suprimentos e pegar as motos estava fora de rota e de questão, ninguém se atreveria a ser notado. Suspirei pesado encarando cada um presente, estamos fodidos se não sairmos daqui até escurecer, a ideia de contornar a floresta mesmo sendo a mais longa era a menos perigosa mas nada nos afastava da terra batida até chegar próximo a Arcaria. - Anto? Vamos? - a voz dela me despertou e rapidamente me pus de pé sobre o galho a encarando, pronto para seguirmos em frente um barulho me chamou atenção, alguém estava se aproximando sobre as árvores. A tensão cortou o ar deixando todos estáticos, alguém nos seguiu e tudo que planejamos foi por água a baixo, eu estava pronto para entrar em uma briga caso precisasse. Decidimos esperar em silêncio por quem quer que seja e a cada minuto ia ficando mais esmagador a sensação de ser descoberto.
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