MARCUS ALBIERI
Um casamento nunca foi algo que desejei.
Eu aceitei a união com Hadassa Alecastro porque fazia sentido. Era um contrato vantajoso entre as duas famílias mais poderosas da nossa cidade. Simples. Racional. Como tudo na minha vida sempre foi. Não havia amor envolvido, e eu deixei isso claro desde o início. Mas, por alguma razão que nunca compreendi, Hadassa insistiu em agir como se fôssemos um casal de verdade.
Ela queria carinho, atenção, alguma ilusão romântica que eu nunca estive disposto a oferecer. Claro que eu não deixei de dar a ela jóias e presentes nos dias importantes. Não sou um homem c***l — pelo menos, não sem motivo. Mas não vejo necessidade de fingir sentimentos que não existem.
Meu mundo é controlado por números, ações, acordos milionários. Emoções são distrações que vão me tirar da linha. Eu tive apenas uma noite com Hady e Deus… como ela era fria. E virgem. Odeio virgens. Nunca sabem o que fazer. Nunca aguentam o suficiente “porque está doendo.”
Se dependesse de mim, eu jamais teria assinado aqueles papéis, muito menos dividido meu sobrenome com uma mulher que eu não escolhi. Mas negócios são negócios, e quando meu pai colocou o contrato na minha frente, aceitei sem questionar. A fusão entre a Albieri Corporation e os empreendimentos Alecastro consolidaria um império que perduraria por gerações. A única exigência? Um casamento simbólico para selar o compromisso entre as duas famílias.
Eu não sou um homem que mistura sentimentos com decisões estratégicas. Então eu disse sim.
E Hadassa Alecastro se tornou minha esposa.
E nunca fiz questão de fingir.
Enquanto Hadassa esperava sozinha na suíte do nosso apartamento luxuoso, provavelmente preparando alguma comemoração i****a pelo nosso primeiro ano de casados, eu estava afundado entre as coxas de Ana, minha assistente e amante há anos.
Agora, sentado no meu escritório, revisando um contrato multimilionário, a lembrança da noite passada fez meu p*u ficar duro imediatamente. O cheiro de sexo ainda parecia impregnado na minha pele.
— Você me deixou destruída ontem à noite, chefe… — A voz manhosa e rouca de Ana me arrancou dos meus pensamentos. Ergui os olhos e a vi encostada na porta do escritório, com um sorriso presunçoso nos lábios vermelhos e uma expressão satisfeita. Sua saia lápis abraçava cada curva de suas coxas, e os saltos faziam com que suas pernas parecessem ainda mais longas.
— Você conseguiu dormir? — perguntei sem muita emoção, desviando o olhar de sua silhueta refletida no vidro atrás de mim.
Ana riu baixo, caminhando até minha mesa com passos lentos, — Muito pouco. Mas valeu a pena. — Seus dedos deslizaram sobre o tampo de vidro, e seus olhos castanhos estavam cheios de malícia quando ela se inclinou um pouco mais, me deixando ver sua lingerie branca, como se quisesse que eu lembrasse exatamente como o corpo dela havia se encaixado ao meu na noite anterior.
Eu fechei a pasta de documentos, me recostando na cadeira. — Você deveria descansar. Foi uma noite interessante.
Ana arqueou uma sobrancelha. — Interessante? Eu ainda estou com marcas do que você fez comigo. — Ela puxou levemente a gola da blusa de seda, revelando um hematoma arroxeado em sua clavícula.
Minha mandíbula se contraiu de leve. — Você provocou. Sabe o que acontece quando faz isso.
Ela mordeu o lábio, divertindo-se com a lembrança, então eu a puxei para o meu colo e ela deu um gritinho, — Ontem você estava diferente. Mais selvagem. Algum motivo especial?
Eu poderia dizer a verdade. Poderia admitir que, enquanto Hadassa esperava, tola e ingênua, eu estava fodendo Ana em um hotel de luxo, segurando seus pulsos acima da cabeça enquanto ela gemia meu nome. Me deliciando com sua b****a doce.
Mas Ana já sabia.
Ela sempre soube que minha esposa era apenas um obstáculo conveniente entre mim e o que eu realmente queria.
— Eu estava de bom humor. — Deslizei as mãos por suas coxas cobertas pela meia-calça fina fazendo ela gemer baixo, — E você sabe como eu gosto de comemorar datas importantes.
Ana soltou um riso baixo e manhoso. — Você não tem vergonha, tem?
Dei de ombros, erguendo minha mão nas pernas dela. Ela passou os braços ao redor do meu pescoço, os lábios a centímetros dos meus. — Vergonha é um conceito relativo, baby. — Meus dedos deslizaram pelo zíper da sua saia, apenas para abrir e provocar.
Ela suspirou, os olhos brilhando de excitação, — Se Hadassa soubesse…
Minha expressão se manteve impassível. — Se ela soubesse era um problema dela. Não nosso. — Arrastei a língua para dentro da boca de Ana, beijando seus lábios e descendo para o peito, ela abriu dois botões da camisa de seda, o suficiente para liberar o acesso a eles.
Ana gemeu quando minha língua deslizou pela pele quente de seu colo, explorando os vales e curvas expostas pela camisa aberta. Eu senti suas unhas cravando levemente em minha nuca, me incentivando como se eu precisasse de qualquer incentivo.
Ela sempre foi assim, voraz, atrevida, sabendo exatamente como me provocar e tirar o que queria de mim.
— Droga, Marcus… — Ana arfou quando mordi de leve sua clavícula antes de beijar o mesmo ponto, saboreando a maciez da sua pele. — Você sabe que temos uma reunião em vinte minutos, certo?
— Eu sou o dono desta empresa. — Murmurei contra seu peito, deslizando as mãos por suas coxas até alcançar a barra da saia, puxando-a para cima, um pouco mais. Eu precisava de acesso rápido a calcinha dela. — Se eu quiser atrasar, eu atraso.
Ela riu, inclinando a cabeça para o lado para me dar mais acesso, o cabelo castanho escuro escorrendo pelos ombros. — E eu sou sua assistente. Tenho que garantir que você mantenha sua agenda.
— Você nunca se importou com isso quando eu te colocava de joelhos nesse mesmo escritório e te fazia beber do meu p*u.
Os olhos dela brilharam, e um sorrisinho divertido surgiu em seus lábios pintados de vermelho.
— Justo.
Deslizei a ponta do nariz pela curva de seus s***s antes de puxar a camisa um pouco mais para o lado, expondo o tecido fino do sutiã de renda preta. Meus dedos traçaram a borda da peça, sentindo o arrepio na pele dela sob meu toque. Ana estremeceu em meu colo, rebolando sua b***a mais contra mim.
Eu adorava isso nela. Sua entrega. Sua ousadia. O jeito que não recuava, que nunca fingia ser algo que não era. Ana sabia exatamente o tipo de homem que eu sou, e ao contrário de Hadassa, nunca tentou mudar isso.
— Você está tão apressado hoje… — Ela provocou, deslizando os dedos pela minha mandíbula até chegar à minha boca, tocando meus lábios com a ponta da unha.
Mordi levemente a ponta do dedo dela antes de puxar sua cintura, fazendo com que sentisse exatamente o quanto eu estava pronto para arrancar o resto das suas roupas. — Acho que só estou inspirado.
Ana mordeu o lábio, as bochechas levemente coradas. — Hadassa não merece mesmo sua fidelidade, não é?
Me afastei apenas o suficiente para olhar dentro dos olhos dela, segurando firme sua cintura, — Hadassa nunca foi minha esposa de verdade. — Minha voz saiu firme, sem hesitação. — Ela é só um nome em um contrato. Você sabe que eu prefiro você.
Ana sorriu, satisfeita, antes de puxar minha gravata, colando nossos lábios mais uma vez.
Porque no fim das contas, Hadassa Alecastro nunca significou nada para mim.