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1093 Palavras
Pedro Henrique( Morte) Sorri saindo da cada da Heloísa, e eu sabia que eu deixava ela nervosa, sabia que deixava ela com vergonha. E ela é uma mulher massa pô, bem diferente das meninas do morro. Eu admirava ela sabe, eu fiquei sabendo da trajetória dela por que a Cecília me contou por cima. Eu admirava a força que ela teve para cuidar do filho depois que o desgraçado do doador de esperma humilhou ela, e então foi embora, e mesmo assim ela teve forças para criar o filho e ajudar a mãe dela. E eu sabia que ela se virava toda para dar do bom e do melhor para o pequeno, o Arthur era uma garoto fechamento, e eu me amarrava nele, e sempre que ele me via vinha correndo me abraçar e me chamar de tio. E eu sentia um negócio bom no coração. E eu não vou negar não, eu dava em cima dela mesmo, ela é toda lindona, toda cheirosa, trabalhadora, e não deixa ninguém falar o que ela pode ou não fazer. E p***a eu fico fraco. Eu já tava ligado que ela tinha trauma de se relacionar novamente. E as vezes eu até dou uns passos para trás, por que não quero me envolver com ela e depois magoar ela. Porra, eu era do mundo. Gosto de pegar todo mundo sem me preocupar com fidelidade, eu não sou homem pra ela não sabe. [...] — Precisa de alguma coisa Zeus ? — chego na boca falando Zeus era gente boa pra c*****o, e ajudava geral, e todo mundo do morro já estava gostando dele, ele chegou aqui e melhorou muitas coisas. Ele também era amarradão na Cecília, eu já tinha sacado já, ele apenas confirmou, a Cecília é gente fina também, sempre tenta ajudar todo mundo, as vezes ela até esquece dela mesmo. Eu sabia que quando ela era criança ela era muito apegada nele. E o povo que vivia aqui a mais tempo comentava, eles tem muita sintonia sabe, fiquei de olho neles no baile, e eles tinham muita química e eu já apoio eles pra c*****o. — Não precisa não morte, eu já falei com as famílias e o MT me ajudou, pode ir pra casa e descansar, cuida dessa perna também — ele fala apontando e eu assenti me lembrando da ino Mas logo me vem na mente as baixas que teve, dois dos nossos e um morador, eu odiava essa parte taligado, a parte das mortes. Eu entrei nessa vida sem ter opção pô, a minha coroa ficou doente e sem os remédios que precisava ela iria acabar morrendo, mas também ela ficou p**a quando descobriu que eu tinha entrado para o crime. Afinal qual mãe iria querer o filho envolvido no meio do tráfico? Sendo ameaçado de morte e outras coisas. Mas eu gosto desse mundo, gosto da adrenalina correndo no sangue, a única parte r**m é você ver os seus amigos sendo mortos, e ninguém ficava na rua quando acabava as invasões, o bagulho era f**a você olhar para o lado e ver uma pessoa trabalhadora estirada no chão sem vida. Dava uma coisa r**m em pensar que poderia ser nós no lugar deles. Era f**a pra c*****o, mas como falei eu não tive muita opção, eu entrei nisso para salvar a vida da minha mãe, que graças a deus hoje em dia está muito melhor. [...] — Meu filho, obrigado senhor — minha mãe me abraça assim que chego na casa dela e eu sorri abraçando ela sentindo o terço enrolado na sua mão — Eu tô bem mãe, fica calma — suspiro sentindo o cheiro dela, e o cheiro de mãe era sem dúvidas uma das coisas que me acalma — Graças a Deus você está bem — ela sorri se afastando um pouco de mim, segurando o meu rosto com as mão e com a outra ela me benze fazendo eu sorrir — Se machucou ? Está doendo muito ? — ela pergunta toda preocupada olhando para a minha perna enfaixada — Foi apenas de raspão mãe, fica tranquila. A Heloísa fez um curativo aí — vejo a minha mãe me puxar para o sofá, fazendo eu sentar e me olhar sorrindo — A Heloísa ? Essa menina é muito boa né meu filho — minha mãe me olha fazendo eu rir — Ih, nem começa dona Cristina — dou risada me levantando indo até a cozinha escutando ela rir — Mas eu nem fiz nada, meu filho — A senhora não faz, mas ainda assim pensa — dou risada bebendo água no gargalo da garrafa vendo a minha mãe vir até mim e tacar o pano de prato na minha cara fazendo eu derrubar água na minha camiseta vendo ela rir A minha mãe e doida para eu namorar, e pra ela, a Heloísa era uma ótima opção. — Pedro Henrique, eu preciso de netinhos, daqui a pouco eu.... — Nem começa a falar de morte não mãe, pode parar com isso, você vai viver até os 100 anos e olhe lá — Deus me livre — ela se benze fazendo careta ainda com o terço na mão fazendo eu rir da cara dela Essa mulher era a minha maior força, era o meu porto seguro sabe, depois que a minha irmã morreu eu voltei a morar com ela, eu moro nos fundos do quintal e tento dar a maior assistência que posso pra ela. E foi f**a o negócio que nós passamos, a minha irmã era mais nova que eu, era toda linda e sempre andava certo pelo certo, até que um dia ela tombou com um cara nojento e ele levou ela para a sala do José e acabou que ela foi abusada até a morte. Depois que fiquei sabendo eu fiquei puto, eu já tinha um ódio mortal daquele verme, e quando me mandaram o radinho para buscar um corpo na sala dele eu fui na maior inocência, até por que ninguém me falou que era ela. Aí quando eu cheguei lá e vi ela, toda machucada e jogada no chão, sangrando e sem as roupas foi a pior cena que vi na minha vida, e até hoje eu não consigo esquecer aquela cena. Mas tudo o que ele fez ele pagou. Eu torturei ele por último para ter o prazer de ver ele morrendo. E eu sinto muita falta dela sabe, eu fazia de tudo por aquela garota, mas hoje ela está no céu me iluminando. Enquanto o José está queimando no inferno.
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