Luigi.
Senhor, como essa mulher é brava: xinga, grita, me chamando de playboy, de sem afeto, oferenda. Então só tinha uma coisa a fazer, tasquei um beijo com vontade, foi a melhor sensação do mundo. Naquele momento, percebi que o Davi tinha razão. Quero essa mulher. Ao vê-la me olhando de cima a baixo, conferindo meu material, percebi que ela ficou excitada. Então não perdi tempo.
Fico igual a um bobão observando-a partir no seu carro, olho para a minha mão com seu número de celular e penso: “Droga! Ela não disse o nome dela”.
Davi me entrega as chaves do carro e vou para casa tomar um banho e depois ir trabalhar.
Na transportadora, Davi me mostra minha sala, apresenta minha secretária, dona Emília, que estava há um bom tempo com Pedro. Ela vai ser de muita ajuda nesse momento em que estou me inteirando com a empresa. Afinal, foram quase dez anos morando em Londres em que poucas vezes eu estive no Brasil, apenas em datas comemorativas. Aperto a mão de alguns funcionários, conheço suas funções e o funcionamento da empresa. Saímos às 13h para almoçar.
No restaurante, Davi vai ao banheiro e aproveito para passar uma mensagem à minha sereia.
****
Paola.
No estacionamento da escola, ainda dentro do carro, coloco por cima do biquíni uma calça de moletom de cadarço e uma blusa. Sigo para o vestiário, tomo banho e corro para dar minha aula na quadra da escola. Dou aula para crianças do ensino fundamental e hoje vou apresentar para eles o queimado. Depois de dar quatro tempos de aulas seguidos, meu estômago ronca, hora de ir à cantina tomar um suco e comer algo. Quando estou sentada comendo, meu celular vibra com mensagens de um número desconhecido.
Luigi - Olá! Astrogilda
Eu - oi
Luigi - Ainda está trabalhando?
Eu - Alguém tem que trabalhar, Né?
Luigi - Que horas você sai do trabalho?
Eu - Só às cinco
Luigi - Vamos nos encontrar?
Eu - Poxa hoje não dá. Dia de semana é complicado.
Luigi - Então final de semana está marcado?
Não vou perder tempo, vou chamar para o luau. Eu penso.
Eu - Kkkkkkkk você vai ao luau Luigi?
Luigi - Só se for com você...
Eu - Combinado então.
Luigi - Há! Qual seu nome, Astrogilda? Ou será que devo lhe chamar de Zabat.
Eu - Kkkkkkkk Andou investigando? Mas pode me chamar de Zabat.
Fico sorrindo para o celular igual uma adolescente romântica, apaixonada, quando escuto uma voz masculina me chamando.
— Paola.
— Oi, Eduardo.
Eduardo é meu ex, filho do dono do colégio, moreno da cor do pecado, alto, com o corpo atlético e muito gostoso, mas galinha, safado e cafajeste também. Namorei com ele dois anos e tomei muita galhada.
— Que saudade. — ele me abraça.
—Também. — Respondo por educação.
— Vamos matar a saudade no luau de sábado? Passo na sua casa para te pegar? —ele pergunta.
Droga! Vou ter que mentir e odeio isso, mas, quando penso o tanto que ele já mentiu para mim, acho que ele ainda sai no lucro. Até porque tenho outros planos sórdidos com um aquaplay caliente de olhos azuis da cor do mar, que chega a molhar minha calcinha. Respiro e respondo.
— Poxa, que pena! Deixa pra próxima, tenho um compromisso.
— Se mudar de ideia, manda mensagem. — Ele fala.
— Pode deixar! — respondo.
****
Saio da escola e vou encontrar a Amanda para malhar. Assim que troco de roupa no vestiário da academia e sigo para a sala de cardio, onde ficam as esteiras, avisto um par de olhos azuis três esteiras depois da Amanda, com um sorriso cínico. Coloco as mãos na cintura e paro de frente para ele perguntando:
— Está me perseguindo? — O safado tem presença de espírito e tem a cara de p*u de responder que ele chegou primeiro, tanto na praia, quanto na academia. Sendo assim, eu que o estou perseguindo. Ele sai da esteira, vem em minha direção e fala:
— Você vai malhar assim?
— Assim como? —eu pergunto.
— Com essa saia minúscula. — Ele fala com uma cara brava.
— Primeiramente, senhor gostosão, isso é um short-saia. E outra coisa, já viu professora de educação física andar de burca?
Antes mesmo de eu terminar a frase ele estava me puxando pela mão.
— Ei! Aonde você pensa que está me levando?
— Comprar uma legging. Não é este o nome dessas calças coladas ao corpo? —ele fala com seu sotaque delicioso,ainda me puxando — Anão ser que você queira me ver de p*u duro o tempo todo? — Luigi debocha. Penso alto e sai sem querer:
— Não seria nada m*l.
— Não brinca comigo. —ele fala olhando nos meus olhos.
—Deixa eu te explicar uma coisa. Está pra nascer o homem que vai mandar em mim. Então, aquaplay...— Coloco as duas mãos no seu rosto, segurando como se fosse beijá-lo e continuo.
— Pode tirar seu cavalinho da chuva. — Selo meus lábios ao dele e dou-lhe as costas andando e rebolando ao voltar para a sala das esteiras.
***
Luigi.
Com tudo combinado com Davi, seguimos para a academia onde a sereia treina. Já estava na esteira fazia uns 20min, próximo à tal amiga que Davi tinha mencionado na praia, quando a vejo. Ela sorri e me questiona por estar seguindo-a. Eu jamais contaria a verdade, mas é claro que sim. Mas a sereia é uma mulher esperta e já percebeu as minhas reais intenções. No que se trata dela, não são nada puras.
O que realmente me incomodou foi o pequeno short-saia, ou seja lá o que for isso que ela está usando. Não cobre nada e está marcando tudo. Eu consigo ver a marca de sua calcinha, que para variar também é minúscula, fazendo com que meu p*u fique duro... "mia, questa donna è troppo calda". c****e de mulher gostosa, é uma sereia mesmo. Encantou-me com o seu feitiço e está pronta para me levar para o fundo do mar.
Minha sereia está me deixando irritado, eu a puxo pela mão para irmos até a loja da academia, para comprar uma calça. Ela me desafia deixando bem claro que não vai trocar, e para piorar sai rebolando ainda mais a seu, “bel culo". Claro que faz de propósito, fico olhando o seu gingado. Maso pior é que não estou sozinho porque, quando olho em volta, percebo que tem alguns "disgraziato" também de olho.
Dou o meu pior olhar para cada um, mas eles me ignoram e continuam olhando. Mas eu também não vou ficar observando-os olharem para ela e não fazer nada. Sigo-a como um cão de guarda. Ela está se aquecendo e se alongando, eu a puxo pela cintura e a beijo na frente de todos, mostrando que ela tem seu "machio". Minha sereia corresponde ao meu beijo de marcação de território e, quando termina, me fala.
— Satisfeito? Acha que com isso eles te respeitarão? Mas na verdade você só me fez um favor. — Ela termina de falar e se curva, elevando os braços para alongar a lateral do corpo. Sua barriguinha sequinha me faz querer levá-la dali comigo. Ela ri sabendo perfeitamente o que se passa na minha cabeça, ou pelo menos acha que sabe.
— O importante é que agora eles pensarão duas vezes antes de te olhar. Mas no que eu te ajudei? — pergunto.
— Primeiro que eles não vão mais ficar se oferecendo para me ajudar. O que sempre acontece. E segundo que as mulheres, que estão comendo você com os olhos, sabem agora que você está acompanhado. Muito obrigada, vamos para a esteira? — pergunta me levando com ela. Eu vou. E fico sacando os olhares dos caras.
De onde eu estou, saco o Davi de longe. Ele está tentando uma conversa com uma beleza de mulher. Como tem mulheres bonitas nesta academia "Dio mio".
Fico admirando o quanto a sereia tem preparo físico. Ela corre mesmo. Impressionado com o seu ritmo, eu a acompanho. Ela olha o tempo todo para a TV que passa uma reportagem sobre luta de MMA. Às vezes me olha de canto de olhos, sorri por saber que a estou observando. Ela deve mesmo me achar um i****a. O que ocorre, na verdade, é que ela me deixa inseguro, eu nunca me senti assim perto de uma mulher. A mesma sensação boa é também r**m. Porque eu não tenho controle e, como venho tentando lidar com as mudanças em minha vida, eu sinto que ela vai me desestabilizar. Nunca fui um cara de dar muita importância a ter pessoas ao meu lado. Porque, com a profissão de Julieta durante a minha infância, eu sempre fiquei em segundo plano. Eu era a bolsa que ela pegava de vez em quando para combinar com seu traje, e mais nada. E assim eu cresci. Quando ela se casou com Pedro, ele me deu carinho. Porém eu já era um menino introvertido e, sempre que podia, me isolava. Fui mudar na adolescência, com as amizades e as meninas querendo a minha atenção. Fizeram-me começar a interagir com mais frequência, mas eu nunca precisei me esforçar para tê-las ao meu lado. Era uma coisa natural disputarem-me entre elas. E agora, olhando para esta pequena loira de corpo perfeito, suando com seus passos largos na esteira, eu acho que, pela primeira vez, sinto um desejo genuíno pela companhia de uma mulher.
— Porque me olha assim? — ela pergunta ao descer da esteira e ir para o aparelho trabalhar os braços. Eu a sigo, claro.
— Estava admirando o seu condicionamento físico. — falo e dou uma encarada em suas coxas grossas.
— Sei, no meu condicionamento físico ou em meu traseiro?
— Para falar a verdade, em tudo. Gosto de ficar te olhando. Você é linda, sabia? — falo e a vejo tomar a sua água. Minha boca seca ao observar o movimento de sua garganta e jugular.
Estou parecendo um lunático olhando para essa mulher. — Que p***a é essa, Luigi? Que pensamentos mais fofos são esses. Eu falei fofo? Dio mio, eu estou mesmo ferrado, penso comigo.
O treino termina, troco mais algumas palavras com ela, despedimo-nos no estacionamento. Eu, da sereia e Davi, da tal amiga. Mas antes dou alguns beijos, é claro. Eu tenho sede dessa mulher. Que venha logo o final de semana.