Foram horas de tensão e estresse, minha nona passou m*l na hora que o caixão foi colocado no jazigo da família. Mas, por fim, o médico e a enfermeira lidaram com a situação sem problemas mais graves. Ainda tive que suportar as cenas da minha mãe, posando de viúva. Por mais que eles não fossem pessoas que discutiam ou se ofendiam, o relacionamento era frio. Pedro sabia que minha mãe gostava da posição social que estar casada com ele lhe permitia usufruir, não tinha expectativas que ela o amasse e também não a amava. E foi assim por anos de convivência, apenas convivência.
Chegando em casa, só quero um banho e cama. Nem tive uma noite decente de sono. Viajei por horas e, desde que cheguei, não parei. Não vejo ninguém, subo sem dar mais explicações.
Quando saio do banho, encontro a Aline deitada na minha cama, nua. Nem penso duas vezes, preciso relaxar e dormir. Coloco um preservativo e a tomo de quatro, eu penetro com força e rápido. Desde a tarde, ela vem me provocando. Até no velório, quando sai para tomar um ar no jardim do salão, onde o Pedro estava sendo velado, ela me tentou. Claro que, em respeito a ele, não faria nada no local. Mas, por ela, teríamos fodido ali mesmo na varanda. Aline não tem vergonha na cara. Mas agora já passou o estresse e estoco com força em sua b***a grande e gostosa. Ela tem o quadril típico das mulheres negras brasileiras, largos, e a cintura fina. Com a mão, eu estimulo seu c******s, ela começa a gemer um pouco mais alto, dou-lhe um tapa na b***a, e a faço se calar. Ela gosta, teve vezes dela me pedir para pegar o meu chinelo e bater nela. Eu achei muito bom e fiz com gosto. Sempre gostei de umas palmadas e ingredientes a mais. Depois de algumas estocadas eu encho a camisinha do meu líquido, ela goza que chega a escorrer nas pernas. Antes de terminar, eu a viro de frente e tomo seus s***s na minha boca e introduzo dois dedos em sua v****a. Ela dança nos meus dedos procurando seu prazer e goza novamente, sem pudor. Eu gosto do quanto ela é safada. Além dela gostar de sexo, é noiva. Imagino que o policial que a espera em casa deve ter muito trabalho com esta mulher gostosa.
No dia seguinte, acordo com o Davi invadindo meu quarto.
— Acorda, irmão, temos que ir para a biblioteca. O tabelião já chegou e quer ler logo o testamento. Eles estão todos à sua espera. — ele me fala. Ainda sonolento, levanto-me e vou para o chuveiro.
Quinze minutos depois, passo pela porta da biblioteca onde acontece a leitura do testamento.
Assim que o tabelião e o advogado se pronunciam, minha mãe faz um Carnaval. Ela grita horrores deixando todos pasmos com seu comportamento. Como explicou na carta que anona me entregou, o Pedro deixou eu e ela como seus herdeiros dos 17% de suas ações da empresa. Porém, a minha mãe não esperava que eu fosse beneficiado por disposição testamentária, ou seja, herdeiro em testamento, e que Antonella me nomeasse presidente da empresa. Segundo o advogado, Messias, deixou claro, Julieta terá a mesma vida confortável que teve até hoje. Ela gritou vários desaforos à minha pessoa, não me poupou das suas ofensas por ser seu filho. Era a vontade do Pedro, eu farei isso por ele. Sempre me teve como um filho, é a minha hora de honrar a confiança e o carinho dedicados a mim. Depois de tantos falatórios e tudo acertado, ficou acordado que assumirei a empresa amanhã.
Eu subo para o meu quarto. Davi me segue.
— Luigi, amanhã nós nos encontramos na Prainha para você matar as saudades das ondas brasileiras e relaxar depois de tudo. A sua mãe me impressionou. Quase que ela te socou quando o tabelião revelou que você é herdeiro do Pedro também. Agora tenho certeza que sua mãe nunca o deixou te adotar para não ter que dividir nada com você. Porém não contava que o Pedro, um homem que não demostrava muito afeto, fosse lhe considerar como filho, — ele fala e ri.
— Ela extrapolou mesmo. Mas a Julieta precisa aprender que as coisas serão diferentes daqui por diante. Eu estou dando as ordens, ela que trate de aceitar. Pedro me fez prometer que cuidaria de tudo e é o que vou fazer.
— Mas esteja ciente que ela não será a sua aliada. — ele me fala.
— Ela quem sabe. Não serei eu a convencê-la que será melhor aceitar as coisas como ele decretou. Julieta sempre esbanjou o quanto quis, ele nunca a proibiu. Mas agora, se gastar todo o seu valor creditado em sua conta de uma só vez, passará o resto dos dias sem nada, até o próximo crédito. E já vá se preparando, teremos uma guerra todos os meses. — falo consciente da mãe que tenho.
Por todo o dia, a Julieta nem me procurou, saiu e só voltou no final da noite. Minha nona me disse para não deixar me levar por sua ambição e nem pelo seu desprezo. Ela não merece nem o que o filho deixou para ela. Por um lado, nona tem razão. Minha mãe não é cordial com ninguém. Eu reparei a forma como ela trata os empregados da casa e isso me irritou muito. Amanhã será um novo dia e, antes de assumir responsabilidades e decretar guerra a Julieta, eu vou para o lugar que me traz paz: o mar.
Saio do suntuoso condomínio fechado onde morarei daqui por diante. O Itanhangá é um bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro e faz parte da Barra da Tijuca, do lado de São Conrado. Uso um dos carros do Pedro, uma Ranger Rover Evoque, preta, de luxo. Agora é meu. Percorro a orla da Barra e do Recreio que deve ter uns 6 quilômetros mais ou menos. Tenho um deslumbre ao olhar para baixo e ver a imensidão do mar e a areia. Já tem alguns surfistas que também aproveitam a manhã para se recarregarem para um dia de desafios.
— Que bom que já chegou, mano. Vamos nos preparar. Eu trouxe a sua prancha que estava lá em casa. — Davi me fala. Eu deixo meus equipamentos na casa dele porque sempre pegamos onda juntos.
— Beleza — eu respondo.
Sentado com o Davi na areia, coloco o papo em dia, pois são vários anos morando em outro país. Eu via pouco o meu amigo, somente quando eu voltava para as festas de finais de ano. Eu e ele estudamos o ensino fundamental e médio juntos. Seu pai tem um dos maiores escritórios de advocacia do Rio de Janeiro. Dr. Davi, meu melhor amigo e advogado, está ajudando muito nessa nova etapa da minha vida. O escritório do seu pai é o responsável jurídico da transportadora Di Salvi.
Quando estamos combinando o que vamos fazer assim que chegarmos à transportadora, surge, como uma miragem, uma deusa, uma sereia, ou seja lá como posso chamar aquela bela mulher. Loira, compacta, perfeita. Ela vem caminhando com aquelas coxas grossas bem torneadas com uma prancha debaixo do braço, vestindo apenas a parte de baixo do John, cumprimenta uma galera na areia perto da gente e, quando chega mais perto, fala:
— Aloha! — E eu, como um babaca sem fala, não consigo responder. Apenas balanço a cabeça. A deusa passa por nós com aquela b***a perfeita, durinha, em formato de coração, para na nossa frente olhando o mar, passa parafina na prancha, agacha-se fazendo seu alongamento, abre as pernas, move o tronco de um lado para o outro. Nisso, meu p*u já está duro como pedra. Jesus! Que visão.
— Davi! Brô, fala alguma coisa ou, então, chama uma ambulância, que estou tendo um ataque cardíaco. — Davi ri.
— Conheço só de vista, chamam-na de Zabat. Está sempre aqui surfando neste horário. Eu já a vi na academia também, com uma morena que é meu sonho de consumo. Elas só andam juntas, pra cima e pra baixo.
— Cara! Vamos hoje mesmo nos matricular nessa academia. Essa mulher tem que ser minha. Isso é fato! — Davi gargalha.
— Italiano, tu ainda nem chegou e já quer se amarrar.
— Quem falou em se amarrar?
— Há! Tu está igual cachorro louco babando na mulher. — Davi fala.
Ela entra na água, eu levanto, pego a minha prancha e vou atrás. Davi grita:
— Ei doido, vai aonde sem se aquecer?
— Pode ter certeza, irmão, que estou aquecido. Sou quase um vulcão em erupção.
Já na água, sentado na minha prancha, fico olhando, um pouco afastado dela. Então, tenho a brilhante ideia de entrar na onda dela para ser notado.


Pulo da cama antes do celular despertar. O tempo está nublado, mas isso não é problema para surfista. Hoje minha primeira aula é só às dez horas da manhã, então, tenho um tempinho para aproveitar as ondas. Surfar é um vício.
Na cozinha, meus avós estão sentados tomando café e papeando, beijo os dois e meu avô pergunta:
— A senhorita não acha que está muito sumida de casa? Ontem sua mãe reclamou que não tem visto você.
— Poxa, vô! Eu acordo cedo e durmo cedo, ela só chega tarde do trabalho e realmente não temos nos encontrado, mesmo morando na mesma casa. Por exemplo, vou sair agora e ela está dormindo e quando ela chega, quem está dormindo sou eu.
— Tudo bem, filha, mas faz um esforço, sua mãe sente sua falta. — meu avô fala.
Não quero arrumar confusão logo cedo, pois conheço bem a minha mãe e sei o quanto ela pode ser dramática quando quer. Seria uma ótima atriz de novela mexicana. Então, respondo ao meu avô:
— Eu sei, vô! Deixa um beijo para ela e prometo que hoje vou tentar esperar acordada. — Despeço-me deles e saio.
Ganho as ruas, colocando o som bem alto no carro. Amo dirigir cantando, aprendi com a minha best Amanda.
Estaciono o carro, olho-me no retrovisor, passo protetor labial e protetor solar no rosto, desligo o som do carro, retiro a prancha do rack, guardo a camisinha da prancha no carro. Vou caminhando até o quiosque, com minha prancha debaixo do braço, cumprimento Amadeu e peço pra guardar minhas chaves. Na areia, vejo um grupinho conhecido, dou Aloha para todos e percebo dois carinhas, um pouco mais afastados, sentados, conversando. Suas pranchas estão fincadas na areia. Eu conheço apenas um deles, o outro parece desconhecido. Acho que nunca o vi por aqui. Nesta hora, geralmente, é todo mundo conhecido. Mesmo assim, cumprimento os dois também.
Faço meu ritual, passo parafina na Principessa e confiro se as quilhas estão bem apertadas. Eu me alongo, coloco a parte de cima do meu John, aproximo-me do mar, coloco a mão na água e me benzo agradecendo, saudando, o mar e pedindo proteção. Feito o ritual de sempre, hora de remar e chegar ao outside, que é depois da arrebentação. Sento na minha prancha e confiro que tem uma galera na água. Mesmo com o tempo r**m, os viciados não perdem um dia, assim como eu.
Espero a melhor série, então, eu pego uma, duas, três ondas e, de repente, quando estou descendo na onda, vem um i*****l, um haole (não frequentador), e fura a minha onda. Eu e ele tomamos uma vaca (também conhecido como caixote). Rapidamente, eu solto meu leash (corda que prende a prancha ao surfista), para deixar a prancha ir e o estrago não ser pior. Vou rolando igual roupa na máquina de lavar. Quando consigo levantar, estou na parte onde fica aquela espuma, fico de pé e lá está o i*****l me olhando.
Grito, p**a da vida.
— Tá maluco, aquaplay!!! — É assim que chamam o surfista metido a playboy. — Não viu que eu estava na sua frente? A onda era minha. Esqueceu ou não sabe as regras?
— Desculpa, sereia, sou novo aqui, acho que estou precisando de uma professora para me dar aulas de surf, uma assim como você. Não me apresentei, sou Luigi. — Ele estica a mão, eu bufo, não aperto a mão dele e saio resmungando.
— Sabe rezar? Acho bom saber, pois, se algo tiver acontecido à minha Principessa, eu acabo com você. — falo pegando minha prancha e conferindo.
— Calma. Calma! Se algo aconteceu, eu pago. — ele fala.
— É um playboy mesmo, não entende nada de afeto. — Faço uma cara bem brava para ele.
— Nossa, sereia, você é bem marrentinha. Está me deixando louco. — ele fala.
— Não enche, babaca! — Eu vou caminhando com minha prancha debaixo do braço.
— Ei, espera! Você não falou seu nome.
— Astrogilda. — falo,
caminhando e olhando por cima do ombro, com cara de brava, porém rindo mentalmente.
Ele dá uma gargalhada gostosa, mostrando seus dentes lindamente brancos e perfeitos. Um sorriso de matar. É aí que eu paro, dou uma olhada nele de cima a baixo. Nossa Senhora das periquitas assanhadas, que calor! Que abdome, que volume. Ô Dio santo! Ele repara e pergunta.
— Gostou do material? Quer experimentar, Astrogilda? Sou todo seu, posso ser exclusivamente seu. Deixa eu te mostrar.
Ele se aproxima igual a uma fera observando sua presa. Sinceramente, eu não sei o que aconteceu, pois foi tudo muito rápido. Ele pressiona os meus lábios com força, beijo desentupidor de pia, cheio de desejo, meus pelos ficaram arrepiados, o corpo todo mole. Se ele não estivesse segurando meu pescoço e minha cintura, eu teria caído de b***a na areia, de tão mole que aquele ser maligno me deixou. Quando paramos para respirar, ele foi o primeiro a falar, pois eu ainda estava fora de órbita.
— Agora que já somos íntimos, vai me falar o seu nome? —
Minha ficha caiu, minha mente começou a clarear.
— Você só entrou na minha onda para chamar minha atenção.
— Então, eu consegui. — ele respondeu com um sorriso.
— Seu safado!
— Prefiro gostoso! — fala e sorri.
— Está bem, aquaplay, gostoso. — Sorrio. — Hoje você deu sorte, conseguiu um beijo. — falo.
— Sorte? Não. Isso é o destino conspirando a nosso favor.
— Olha só, seu convencido, tu tá mais pra oferenda que Iemanjá devolveu e, se eu fosse você, voltava para o mar, oferenda. Ao contrário do playboyzinho, eu preciso trabalhar. Passar bem.
Chego ao quiosque, lavo a prancha, retiro o John, jogo uma água no corpo. Peço a chave do carro para o Amadeu, vou caminhando para o carro e, quando olho, deparo-me com o playboyzinho.
— Está de s*******m, vai ficar seguindo meus passos? — pergunto irritada, mas excitada.
Coloco a minha prancha no rack, ele ajuda a prender, termino. Ele me agarra de novo, fico espremida contra o carro, sinto sua ereção. O beijo é delicioso.
— Sereia, eu estou encantado, dá seu telefone?— penso uns segundos e, aí, ocorre-me a música que Naira Azevedo e Ivete cantam juntas.
"Avisa que eu cheguei
Que a gente vive apenas uma vez
Então, se arrisca, beija, acerta, erra
O amor não vem com estrela na testa
Se deu certo, bem
Se não deu certo, ótimo
Próximo, próximo"
—Tudo bem. — Abro o porta-malas do carro e pego minha bolsa. Ele fica me olhando. Pego a caneta e escrevo meu celular na mão dele. Luigi olha e fala;
— Não está me dando o número errado, não, né?
— Putz! Por que não pensei nisso antes? — Sorrio.
Tornamos a nos beijar, ele cheira meu pescoço, fazendo arrepiar cada pelo.
— Chega! Preciso ir trabalhar. —
Entro no carro, Luigi bate a porta com um sorriso safado de canto de boca. Dou ré e sigo para o trabalho. Olho o retrovisor e ele está parado me olhando, ainda sorrindo. Balanço a cabeça e dou uma gargalhada alta.