Vinte e quatro

1376 Palavras
Chocolate suíço com chantilly e algumas declarações. - Winifred está uma fera com você, e se eu estivesse no seu lugar, não mexeria com ela. - Eu não tenho um pingo de medo daquela loira azeda, acredite. - encaro Josie que apesar de ser uma péssima companhia, era uma ótima ajudante. - Eu estou falando sério, Anne. Talvez você pudesse escutar ao menos uma palavra minha, sei que não nos damos bem mas a Winnie tem bastante experiência em se reerguer. - Também estou falando sério Josie, não tenho medo dela, além de tudo, eu não pedi para ela tirar as outras garotas do grupo, ela fez porque quis. - As influenciou a te defender, acha mesmo que não sabemos? Você com certeza fez a mente delas para ficar do seu lado - ela diz com ironia. - Eu não fiz isso, jamais faria. Principalmente porque, não acho necessário. Tenho princípios, isso foi o que fez com que elas viessem até mim. - Você é muito s*******o Anne. - Cala a boca e trabalha - Margot entra na cozinha - eu sou a gerente aqui Josie, e seu comportamento está me deixando irritada. - Tudo isso é medo de perder o Billy, Margot? - Josie revira os olhos - pegue meus restos, eu não me importo. Margot ficava com as bochechas vermelhas quando estava prestes a fazer uma loucura, mas eu, certamente não a deixaria fazer isso. Tinha acabado de ser promovida, não era possível que ia perder o cargo só porque não suportou as irritantes tentativas de Josie de nos tirar do sério. Isso só podia ser um castigo, um castigo depois que o Sr. Flyn pagou uma detetização e descobriu que nunca houve sequer uma barata aqui dentro. - Venha, Mag - puxo a ruiva para fora da cozinha - sei que ela está tentando fazê-la ficar com raiva mas dar razão a ela não vai adiantar. - Eu não aguento essa pressão, o tempo todo ela fica tentando ler nossos lábios, não é possível que ela seja tão inconveniente. - Respire fundo tudo dará certo. O sino da lanchonete toca e vejo Gilbert, ele estava com um sorriso tão lindo, que quase não contive o coração que por pouco não pulou para fora. - Seu cliente chegou, Anne - Margot caçoa - vá antes que a loira oxigenada venha. Caminho rapidamente até o balcão. O local em que ele já estava acostumado a sentar. Ele me entrega uma florzinha, amarela, pequena e delicada. - Não consegui deixar de pegar essa florzinha - ele confessa - lembrei de você no momento em que a vi e meu coração faltou saltar. - É linda, obrigada. Ele coloca uma mecha de meu cabelo atrás da orelha, e no mesmo instante põe a delicada flor no mesmo lado. - Perfeita - ele sussurra, encarando-me. Cada parte do meu corpo entra em chamas. Eu precisava dizer a ele que eu estava gostando de tudo que estava acontecendo. - O que deseja, Blythe? - dou um passo para trás assim que vejo que o Sr. Flyn chegou. - Um suco de laranja, por favor. Todos os dias ele fazia o mesmo pedido, será que não enjoava do suco de laranja? Saio para fazer o suco e sinto o celular vibrando em meu bolso. Dou uma bisbilhotada rápida e não aguento a ansiedade em responder. @naoseievc Como estão sendo os dias da pessoa mais perfeita de todo o universo? @cordeliafornow Estão sendo como todos os outros, garoto misterioso... Por onde andou? @naoseievc Estava aproveitando minha vida como um mero mortal, infelizmente sem você. @cordeliafornow E permanecerá assim, até que você ao menos me dê uma dica... @naoseievc Qual o tipo de dica? @cordeliafornow Em que colégio você estuda? @naoseievc Quem disse que eu estudo? @cordeliafornow Suas atitudes. @naoseievc Você é um pouco grosseira, mas tudo bem. Eu estudo no colégio local de Avonlea. - O que? - dou um grito alto. Olho para o lado e Gilbert abaixa o celular e fica me olhando curioso. - Não foi nada, eu estava espremendo a laranja - minto. Margot sai da cozinha e me olha. - O que foi isso? - O garoto misterioso estuda no mesmo colégio que nós Mag. Ela desvia o olhar para Blythe, como se indicasse que fosse ele. - Deixe-me ver - ela pega o celular - ele estava no celular até agora, digo o Gilbert e deixou de mexer na hora que você gritou. - Você acha possível ser ele? - Sim - ela diz - mas não seja por isso, pergunte. - Eu não vou fazer isso. - Vai sim, agora - ela diz me empurrando - eu limpo aqui, vai logo. Caminho até Gilbert insegura. E se não fosse ele? Eu diria repentinamente que eu estava conversando com um garoto estranho? Que beijei na festa a fantasia? Precisava ser discreta na pergunta. Meu Deus, como seria discreta? Tudo que eu não sei é ser discreta. d***a. Assim que paro em sua frente e entrego o suco, vejo que seus olhos estão semicerrados para mim e seu lábio contorna um sorriso sem dentes. - Está tudo bem? - Você é o, não sei e você? Ele engasga com o suco. - Do que está falando Anne? - ele começa a dar risada - tem certeza que está bem? - Sim, eu estou bem, eu só estava com um pensamento meio doido - confesso. Sua reação me deixou uma única certeza, definitivamente o garoto não era ele. E se fosse, ele diria e você a mulher gato por isso sabe quem sou eu. Mas depois que eu desconversei, ele se manteve neutro, só falou algo quando viu Rick Galle cruzando a porta da lanchonete com um senhor. - Desgraçado - soltou. - Ué, por que? - Você não vê como ele olha para você? - Gilbert diz com ciúmes. - Eu o conheci hoje. - E ele já é um problema - sua voz é durona. - Não, ele não é um problema, não para mim, Blythe. - aperto sutilmente sua mão - principalmente eu compreendendo que estou... - Está? - seu olhar muda e um novo sorriso nasce em seus lábios. - Apaixonada por você. - Anne - o Sr. Flyn grita - deixe nosso garoto propaganda um pouco e venha atender. - Espere - Gilbert impede - você tem certeza disso? - Sim Blythe, eu tenho certeza disso. Saio apressada para atender Rick e o senhor que estava o acompanhando. Por um momento, odiando o fato de Gilbert não ter dito que também estava apaixonado por mim. Talvez ele não estava. Talvez não quisesse me magoar. Talvez somente não conseguiu dizer, ficou surpreso. Talvez ele ainda nutria sentimentos por Winifred. Talvez eu fosse só mais uma. - Como vai Anne? - Rick me tira de meus devaneios. - Bem... Bem... E os senhores? - Bem - eles respondem em conjunto. - E esse é... - desvio os olhos para o Sr. que está me olhando sem nenhuma descrição. - Esse é o meu padrinho. - É um prazer conhecê-lo, Sr... - John, meu nome é John. Meu coração treme, sinto um nó se formar na ponta do estômago, mas permaneço quieta. Não seria possível que dentre todos os John's do mundo, esse a minha frente de alguma maneira pudesse ser mais do que o padrinho de Rick Galle. Respiro fundo, e com a voz um pouco trêmula por supor tal absurdo, continuo: - É um prazer conhecê-lo - sorrio - o que vão querer? - Dois Milk shakes - dizem - o meu de chocolate com creme de nozes - diz Rick. - O meu de chocolate suíço. Chocolate suíço era o meu preferido, só que com chantilly. - Com chantilly - ele completa. Puta m***a, ele não disse isso. Evito olhá-lo diretamente. Minhas mãos estão soando, meu corpo respondendo de uma forma estranha aquela coincidência. E se não fosse só uma coincidência? - Pode já passar o cartão? - Posso sim. - pego a máquina no bolso e ele me entrega o cartão, não aguento e olho o sobrenome antes de encaixar o mesmo na maquininha. Não seja Linderman, não seja Linderman. Encaro o cartão: John Linderman. WTF? . . .
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