Capítulo 16

1145 Palavras
Nikolay Você só írá escapar dessa vez. Aquelas palavras continuavam ecoando na minha mente, repetidamente. Sua carne macia sob meus dedos, a maneira flexível como ela abriu os lábios e aquele gemido suave e estridente que ela soltou quando eu a prendi ali no sofá. Enquanto estava no outro quarto, meu velho amigo Putin estava morto. Eu não conseguia pensar nisso. Senão, minha garganta se fechava enquanto a raiva subia pelo meu corpo em ondas. Tentei fazê-lo parar. Tentei falar com ele, mas não havia como falar com Putin quando ele decidiu que algo estava errado. Ele me viu como um traidor e, naquele momento, eu soube que seria eu ou ele. Porra, Putin. Eu não sabia quando, mas Mikhail descobriria. Depois que voltamos para casa, Alina se aninhou no sofá e se distraiu com a TV enquanto eu andava de um lado para o outro na cozinha, bebendo vodca e tentando descobrir o que diabos faríamos. Cada gole se espalhando. Cordialmente em meu membros e o queimando me lembrando que eu ainda estava vivo. Isso era tudo o que importava. Eu parei na porta de entrada e fui visto de fora por Alina. Ela olhou fixamente inexpressivamente direto para a frente, lidando com o que aconteceu do seu próprio jeito. Eu queria poder fazer algo por ela — tocar seus lábios e tirar sua dor, ou de alguma forma remover as memórias de sua mente. Ela não precisava ver Putin morrer daquele jeito. Mas não havia nada que eu pudesse fazer. Tudo Eu fiz sem pensar no meu passado, meu futuro. Por essa garota. E Eu não sabia por que. Eu estava finalizado os goles de vodka quando avistei Alina que franziu a testa para mim. Eu olhei para ela fixamente — Precisamos conversar. — Sobre o quê? — Achei que você gostaria de assistir seus filmes favoritos. Ela me encanrou — Você está tentando parecer uma doente, apenas assistindo TV. Peguei o controle remoto e desliguei. Ela apenas suspirou como se fosse muito esforço ficar irritada. — Mikhail vai saber que matei Putin em breve. Quando ele descobrir, as coisas vão ficar muito ruins para nós. Ela sentou mais ereta. — O que ele vai fazer? — Não sei. Mas temos um dia no máximo antes deles começarem a se perguntar por que Putin não deu notícias. As pernas dela se esticaram. Olhei para elas, para os músculos magros, para a pele lisa. Queria correr meus dedos por seu comprimento e cravar minhas unhas com força até que ela arfasse e implorasse para que eu parasse. Porra, o que há comigo? Minha mão direita tremeu e eu a coloquei atrás das costas. — Não podemos fugir. Os Leones ainda estão com Aiden. Ela olhou para baixo em seu colo. — Talvez eu possa ficar escondida. — Mikhail vai apenas enviar alguém. — Então o que podemos fazer? — Ir falar com ele. Ela olhou para cima bruscamente, olhos estreitado. — O que? — Eu sei onde Mikhail mora. Eu sei como entrar naquela casa. Faremos uma visita a ele hoje à noite e explicaremos tudo. Ela abriu a boca e fechou de novo. Ela estava claramente dividida, mas eu não via como tínhamos outra escolha. Amanhã, Mikhail ficaria desconfiado, o corpo de Putin seria encontrado, e o inferno se instalaria. Não havia uma casa segura na cidade que eu poderia usar para me esconder de Mikhail e da família Starkov. Eles sabia todos meu segredos. E eu sabia dos deles. — Você não queria matar aquele homem hoje, queria? — Ela finalmente olhou para mim, olhos ferozes e raivosos. — Não, eu não queria. — Vocês eram muito amigos? — Algo assim. Nós crescemos juntos. Mikhail nos ensinou esse negócio quando éramos crianças. Ela se inclinou para frente. — Então por que diabos você o mataria por alguém como eu? Eu me inclinei para trás, sem saber como responder. Lágrimas encheram seus olhos e ela as enxugou com raiva, como se estivesse chateada por eu fazê-la chorar. Como se ela estivesse chateada porque eu salvei a vida dela. — Eu disse que te manteria segura — eu disse suavemente, com a cabeça inclinada para o lado, tentando entender por que ela parecia tão chateada. — Mas eu não entendo o porquê. Você continua matando por mim, continua indo contra sua própria família, mas para quê? Você não entende, Nikolay? Eu não valho a pena. Eu me levantei e olhei para ela, m*l conseguindo controlar minha raiva. — Você não decide isso. Seus olhos se arregalaram e ela riu. — Você não me conhece. Você não sabe o que eu fiz. — Você não pode definir o que é valioso ou não pra mim. Você quer fugir e ir embora desta cidade por conta própria? Vá em frente, você sabe onde fica a porta. Mas você ainda será minha, princesa. Mesmo se você fugir. O maxilar dela se apertou. — Não quero que você jogue tudo fora por mim. Não quero essa pressão. Nunca poderei retribuir por isso. Dei um passo em sua direção e ela se recostou no sofá. Talvez ela tenha visto o olhar em meus olhos — pura fome — ou talvez ela tenha percebido o quão vulnerável estava novamente. De qualquer forma, a raiva desapareceu, substituída pela incerteza. Ajoelhei-me na frente dela e coloquei as duas mãos em suas coxas. Abri suas pernas gentilmente e olhei-a nos olhos. — Você não me deve nada. Você não deve nada a ninguém. Você me ouviu, Alina? — Você não sabe o que eu devo. — As palavras vieram estranguladas. Apertei suas coxas com força suficiente para fazer covinhas em sua pele. Forte suficiente para causar hematomas. — Não me importa o que você fez. Você não entendeu? Eu sou um monstro e um assassino. E já fui quebrado mais vezes do que posso contar. Mas agora, tudo o que sei é que quero mantê-la segura. Quero ajudá-la a salvar seu irmão e fazer a coisa certa dessa vez em minha miserável. Não acho que você não vale nada. Estou lhe dizendo, para mim, você vale muito mais do que você jamais saberá. Seus lábios se separaram e aquela língua deliciosa, pressionou seus dentes, e seus lindos olhos se arregalaram enquanto ela mordia seu lábio inferior carnudo — mas eu me afastei, soltei suas pernas e me levantei. Meu p*u endureceu contra minhas calças enquanto eu me virava. — Vamos sair tarde hoje à noite. Durma um pouco se puder. Ela não respondeu como de costume. Você só irá escapar dessa vez. Eu quis dizer o que disse. Ela só tinha uma chance — quando eu a quiser e quando ver aquele mesmo olhar refletido de volta para mim, quando provar sua fome e sentir sua excitação escorregadia em meus dedos, eu não pararei de novo. Eu não vou me segurar, não mais.
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