Do you know what time it is?

4525 Palavras
O boicote era óbvio. Zayn saiu mais cedo do trabalho e não avisou Liam que estava indo pra casa, para o tal jantar de aniversário de seu cunhado, o qual lembrava-se muito bem de Liam ter sido convidado. Achou que talvez saindo mais cedo, literalmente escapando dele, Payne decidiria não aparecer, pois o recado subjetivo de Zayn demonstrando que não queria a presença dele nesse jantar, já tinha ficado bem claro. Mas não. Nada daquilo serviu para que Liam desistisse, embora tenha entendido muito bem a atitude de Malik. Cerca de meia hora depois que Zayn já estava em casa, a campainha tocou e ele, que estava batendo papo com o namorado de Doniya na varanda, não ouviu. Sua irmã correu para atender a porta já sabendo que deveria mesmo ser seu convidado especial. — Liam! — Ela abriu a porta sorrindo e foi contemplada por flores que Liam tinha comprado quando decidiu novamente passar na floricultura de Harry antes de ir ao apartamento de Zayn. — Entre, por favor. — Ela continuou pegando o bonito girassol que Payne tinha em mãos, colocado numa cesta de vime que servia de vaso. — Desculpe a demora, não queria aparecer de mãos vazias. — Payne comentou sorridente e só então Doniya viu que ele tinha igualmente um presente para o namorado dela. — Imagine, Liam, não precisava de nada disso. — Ela comentou sorridente mas um pouco sem graça. — Steve! Liam está aqui! — Ela disse mais alto, falando com o namorado, que imediatamente deixou o lugar onde estava, seguido por Zayn, para cumprimentar a visita. Zayn olhou Liam parabenizar Steve e trocar algumas palavras com ele enquanto entregava uma pequena sacola preta com o que parecia ser algum perfume caro dentro. Malik tentou ficar inexpressivo, mas era impossível não demonstrar o que sentia diante de tudo aquilo, era como se um filme de tudo que aconteceu entre ele e Liam em tão pouco tempo, estivesse passando na cabeça dele. — Obrigado, Liam. — Steve dizia pegando seu presente. — Eu acho que nunca usei algo tão caro. — Ele brincou fazendo todos rirem, menos Zayn. — Espero que goste. — Liam disse educado e em seguida já grudou seus olhos em Zayn. — O jantar está quase pronto. — Doniya disse vendo que Liam e zayn apenas se olhavam. — Liam, fique a vontade, Zayn vai te fazer companhia. Steve, preciso que me ajude numa coisa aqui… — Ela concluiu puxando o namorado aniversariante para a cozinha, sem conseguir disfarçar muito que queria que seu irmão ficasse sozinho com Liam na sala. Payne não estava reparando em nada que não fosse o quanto Malik estava bonito naquela noite. A camisa azul marinho discreta combinava com o jeans escuro, mas informal, que ele vestia. Até os sapatos eram despojados, mas elegantes, Payne só conseguiu concluir que a verdade era que ele acharia Zayn atraente de qualquer maneira. Viu nos olhos de Malik que ele não parecia lá muito feliz com sua presença naquele apartamento e, por mais que se esforçasse para tentar entender toda aquela situação, era muito difícil pra ele simplesmente não ficar cada segundo mais apaixonado por aqueles olhos dourados e, ao mesmo tempo, tão tristes e desconfiados. — Por que não me esperou? — Liam perguntou chegando mais perto do outro. — Achei que viríamos juntos. — Liam, sério… — Malik respirou fundo, achando que aquilo era mesmo um abismo, mas ele não conseguia parar de olhar. — Por que está aqui? — Por que minha presença te incomoda? — Payne foi genuíno em sua dúvida. — Estamos indo bem, por que esse medo de mim? — Você já me conquistou, já me levou pra cama… — Zayn disse num tom de voz um pouco nervoso. — Não tem porque você insistir nessa aproximação. A diversão já passou, Payne. — Diversão? — Liam chegou ainda mais perto dele. — Eu já perdi a conta de quantas vezes falei pra você que não é nada disso o que estou sentindo! Eu quero ficar com você Zayn, o tempo todo, eu realmente quero você! Por que é tão difícil de acreditar? — Com seu currículo de relacionamentos… — Zayn disse num tom debochado. — Já estou sabendo que tipo você é… — E está sabendo como? — Payne estava um pouco confuso com aquela afirmação, mas ao mesmo tempo curioso. — Alice conversou comigo. — Zayn disse simplesmente, sem precisar entrar em detalhes, Liam imediatamente entendeu o que ele quis dizer com aquilo. — Você não pode estar falando sério… — Liam disse esfregando os olhos, pensando em tudo aquilo que imaginou que Alice havia dito, como de costume ela sempre exagerava e o demonizava quando contava sua versão dos fatos. Conforme deixava sua mente divagar naquilo, Payne sentia seu sangue ferver de raiva. — Eu quero dizer que me diverti muito com você, mas foi só isso, Payne. — Zayn dizia tentando demonstrar uma certa frieza, mas aquilo claramente o machucava. — Você é lindo, é engraçado, inteligente… Bom de cama… — Malik sorriu triste, mas Liam parecia não estar ouvindo nada daquilo, parecia estar concentrado em sentir muita raiva. Liam apenas respirou fundo tentando se acalmar. Certamente aquilo só poderia ser mesmo uma espécie de karma que ele estava precisando pagar, em nome de todas as vezes em que não sentiu lá muita culpa em deixar mulheres se envolverem mais do que ele poderia cumprir. e a grande ironia de tudo aquilo era que, no fim das contas, ele estava tendo seu coração apertado e despedaçado justamente por outro homem. — É isso que você quer, Zayn? — Liam perguntou olhando tão fixo nos olhos do outro, que Malik chegou a ficar com a sensação de que Payne conseguia ver até mesmo sua alma. — Quer mesmo que eu fique longe de você? — Liam, eu… — Zayn tentou no seu melhor tom político, mas sua insegurança e incerteza era óbvia. — Eu não vou ficar aqui me explicando pra você, pois se você prefere levar em conta as palavras de uma pessoa que falou com você por trinta segundos, não há nada que eu possa fazer. — Apesar de irritado com Alice, Liam não queria descontar no outro, e também percebia o cansaço mental que aquela situação toda estava lhe causando. — Se você não consegue sentir a minha verdade quando eu te toco, quando olho pra você, quando falo com você… — Payne estava praticamente declarando toda sua devoção por um Zayn Malik que chegou a sentir suas pernas tremerem. — A forma como nos damos bem na cama, nossa conexão, toda essa… Coisa que eu não sei explicar… — Payne sorriu triste e ajeitou o terno, fechando os dois botões. — Então realmente não estamos tendo os mesmos sentimentos um pelo outro. Zayn não sabia o que dizer. Estava com os lábios entreabertos, sua respiração falhava, ele sentia que o ar pesava uma tonelada. Os olhos de Liam eram realmente uma janela aberta, algo tão transparente naquele momento, que realmente ficava difícil pra ele não acreditar naquilo. — Peça desculpas à sua irmã. — Liam recomeçou diante do silêncio do outro. — Mas eu preciso ir, vou lhe dar o espaço que precisa. — Ele m*l terminou a frase e não deu tempo para que Zayn retrucasse. Depois de ter feito tanto para que Liam se afastasse, aquela era a primeira vez que ele realmente queria que ele ficasse, mas simplesmente não conseguiu dizer nada e nem se mexer do lugar. Liam sentia-se m*l por sair dali daquele jeito, mas saberia que seria pior se ficasse. Achava realmente que Zayn não gostava dele da mesma forma que ele gostava. Talvez ele estivesse mesmo precisando passar por tudo aquilo, uma espécie de punição, uma justiça divina. Claro, o entristecia saber que seu sentimento não era correspondido, muito embora o medo de Zayn fosse o grande responsável por tudo, afinal, Malik sabia que as batidas de seu coração aceleravam na simples presença de Payne. Uma confusão grande estava armada no cérebro de Zayn assim que Liam deixou o apartamento. Vontade de ir atrás dele foi a primeira coisa despertada em seu peito. x.x.x Assim que Louis chegou em casa, bateu a porta e apenas sentou-se no sofá em meio à escuridão do apartamento. Havia recebido uma mensagem de Eleanor dizendo que ela estaria na casa de Alice para um jantar apenas com suas amigas mulheres — provavelmente para falar de gravidez e filhos. Tomlinson apenas ligou uma das luminárias bonitas ao lado do sofá e permitiu-se apreciar o silêncio, já que ao menos o ambiente estava calmo, ao contrário do turbilhão de pensamentos que o estavam quase enlouquecendo. Fechou os olhos e, pela primeira vez naquele mês, desejou não precisar tanto de Harry. Desejou não pensar mais nele e simplesmente ser capaz de abrir mão daquele sentimento tão grandioso que o arrebatou de forma tão rápida e surpreendente. Ele sabia que não iria transformar aquilo num drama sem fim em sua vida, mas no fundo, só sentia uma culpa tão grande que preenchia sua existência. Não somente culpa pela traição em si, mas também por não estar demonstrando que seu filho já era amado mesmo antes de chegar. O enlouquecia por completo a ideia de ser um péssimo pai. A campainha da casa tocou o tirando daqueles devaneios. Pensou que certamente deveria ser Liam, com mais um de seus surtos noturnos por causa de Zayn ou de sua vida amorosa quase tão fracassada quanto a de Louis. Ele levantou-se do sofá e abriu a porta bastante surpreso com o que viu. — Boa noite, Louis. — Ouvir pessoalmente a voz de Harry Styles era algo que lhe provocava tantos sentimentos que ele nem sabia direito por onde começar. Toda aquela confusão de sua cabeça havia cessado, o silêncio era até mesmo perturbador. — Entre. — Louis respondeu num sussurro, como se tivesse esquecido de como usar as palavras propriamente. Um pouco sem jeito e constrangido, Harry Styles entrou no apartamento e Louis só então percebeu que ele carregava uma pequena sacola branca em uma das mãos, acompanhado de duas tulipas amarelas amarradas com um laço do mesmo tom das pétalas. Os dois trocaram olhares por alguns segundos, tentando fazer não parecer estranho, mas Louis m*l conseguia conter seus olhos azuis fixos em Harry, deixando claro sua vontade de abraçá-lo, de tê-lo em seus braços e nunca mais soltar. Styles, por sua vez, sentia que tinha sido uma péssima ideia estar ali, sentia-se tão triste por ter aquela certeza de não poder ter nunca mais o homem que amava beijando seus lábios. — Desculpe vir sem avisar. — Harry começou a dizer pra quebrar o silêncio constrangedor entre eles. — Eu achei que iria encontrar apenas a Eleanor em casa. — Ela está com algumas amigas. — Louis respirou fundo ao ouvir aquelas palavras. Esperava ouvir que Harry tinha vindo procurá-lo, mas não foi exatamente o que ele disse. Tomlinson suspirou, passou uma das mãos pelo rosto e finalmente tirou os olhos de Harry. — Sente-se, acredito que ela vá voltar logo, fique a vontade se quiser esperar. — Ele disse a última frase apontando para o sofá. — Não, tudo bem. — Harry pegou as tulipas com uma das mãos e apenas colocou no móvel perto da porta. — Eu vim trazer à ela um presente para o bebê. Alice me convidou para o chá de bebês, mas não acho que seja apropriado que eu venha. — Ele concluiu com um sorriso fraco, um pouco desconcertado. — Não precisa se preocupar com isso, Eleanor adora você… — Louis disse sorrindo com um canto da boca, pensando que era mesmo impossível não gostar daquele homem. — É exatamente por isso que eu não quero vir. — Styles respondeu ficando sério e olhando Louis com um tom desaprovador, como se realmente mostrasse o quanto sua interpretação do assunto era diferente. Enquanto que para Louis era uma vantagem que Eleanor gostasse de Harry, para Styles, aquilo potencializava sua culpa por amar Louis. Harry finalmente estendeu a mão na direção de Louis e entregou a pequena sacole branca que carregava. Foi só então que Tomlinson percebeu o emblema de alguma loja de roupas de bebê e, pelo peso, parecia mesmo se tratar de alguma roupinha para recém-nascido. Educadamente, Louis aceitou e agradeceu ao presente de maneira quase inaudível, tirou o pijaminha branco com ursinhos amarelos de dentro percebendo que aquelas duas peças de roupa quase cabiam totalmente em uma de suas mãos. Louis sorriu o olhar para aquilo e, pela primeira vez, deu-se conta de que em alguns meses, um ser humano gerado por ele caberia dentro daquelas minúsculas calças cheias de botões, para algo que seria incessante por um bom tempo: a troca de fraldas. — Diga à ela que espero que goste. — Harry disse enterrando as mãos nos bolsos do jeans e maquiando um sorriso terno, era até bonito ver Louis olhando para aquelas roupas e não ficando mais com tanto medo. — Até mais. — Ele concluiu já andando até a porta e preparando-se para sair. — Harry… — Louis o chamou naquele tom de voz que fazia Styles tremer dos pés à cabeça. Colocou o presente cuidadosamente em cima do sofá e andou até ele, impendindo-o de sair dali. — Fique mais um pouco… — Eu e você sabemos que não é uma boa ideia. — Harry disse num sussurro, controlando-se para não encarar Louis, pois sabia que não conseguiria resistir àqueles olhos. — Eu sinto sua falta, Hazza… — Louis disse enquanto dava passos, aproximando-se ainda mais de Harry, mesmo que ele estivesse de costas. — Sinto falta de conversar com você… De te abraçar, sentir você perto… Você não sente a minha falta? — Tomlinson perguntou sem ter certeza se queria saber a resposta. — Cada segundo da minha existência eu sinto sua falta, Louis. — Harry disse honesto, mesmo prometendo a si mesmo que mentiria se fosse preciso, apenas para não dar esperanças para aquele relacionamento continuar. Ele finalmente virou-se de frente para o outro. — O problema nunca foi falta de amor, e você sabe disso… Eu te amo, Louis, eu te amo com toda a essência da minha vida, mas isso não é o suficiente para… — Styles foi interrompido pelo completamente inevitável beijo de Louis em seus lábios. Faziam poucos dias, mas parecia uma eternidade. Styles sabia que poderia resistir a qualquer tentação, menos àquela. Ele correspondeu o beijo de Louis e o abraçou um pouco resistente no começo, mas os braços dele simplesmente circularam o seu pescoço, tornando impossível não corresponder na mesma intensidade. Suas línguas estavam em perfeita sincronia e, apesar de sentirem uma falta absurda um do outro, o beijo era calmo, tranquilo, perfeitamente encaixado e, Louis Tomlinson na ponta dos pés, lembrava mesmo alguém que sentia-se literalmente flutuando, mas seguro, sabendo que havia alguém ali para amparar sua queda, mesmo que ele não desse sinais de que iria a lugar algum. Ambos sabiam que o que estavam fazendo não deveria acontecer, mas eles não tinham controle de nada quando estavam juntos. Louis não estava pensando direito quando arrastou Styles para o quarto sem encontrar resistência nenhuma dele quanto àquilo. Rapidamente, ambos tiraram suas roupas e já estavam deitados na cama do quarto do casal, aos beijos e completamente excitados. Diferente da primeira vez, Harry estava totalmente tranquilo quanto à decisão de Louis de gostar daquilo ou não, pois ele claramente tinha tomado gosto pela coisa. Louis mantinha os olhos fechados como se achasse mesmo que aquilo era um sonho que acabaria caso ele os abrisse. Harry beijava o pescoço do outro, descia com a boca por seu peito e barriga, até chegar em seu m****o e, sem pudor nenhum, começou a chupá-lo com vontade, colocando seus braços por baixo dos joelhos dobrados de Louis, querendo mais controle sobre aquilo e percebendo que Louis estava cedendo sem nenhuma objeção, especialmente pela forma clara como ele gemia com aquilo. Percebendo que aquela sensação de perigo, de serem pegos no flagra a qualquer momento, também demandava uma certa pressa, o que tornava tudo mais excitante para ambos. Louis nunca pensou que aquele tipo de situação realmente fosse excitar Harry daquela forma, pois parecia o exato tipo oposto de coisa que ele faria, mas ele escalou seu corpo de volta e novamente beijava sua boca enquanto posicionava-se para entrar dentro de Louis sem muita calma. — A gente não está com tempo… — Harry dizia baixinho, ofegante, percebendo que foi a primeira vez que Louis abriu os olhos. Tomlinson respirou fundo e preparou-se para recebê-lo embora soubesse que iria doer. — Então me desculpe por isso desde já… — Styles completou a frase e, novamente, colou seus lábios nos de Louis no momento em que o penetrou de uma vez, abafando um grito que sabia que Louis daria. Harry tinha que admitir que aqueles gemidos de dor abafados do outro lhe davam prazer e, por mais que soubesse que iria melhorar, não diminuiu o ritmo — era inexplicável pra ele pensar no quanto ele fazia questão absoluta de ouvir Louis gemer seu nome enquanto estava sendo fodido bem ali, no lugar menos apropriado possível. — Harry, vai devagar… — Louis pediu, num tom de voz sofrido. — Eu não consigo me controlar quando estou com você. — Harry respondeu perto do ouvido dele, deixando Louis cada vez mais aceso. — Você é tão gostoso… — Styles tinha a voz cheia de luxúria. — Tão apertado… — Ele sentiu Louis puxá-lo pelos cabelos, enquanto mordia sua orelha. — Eu gosto quando você está assim… Tão entregue a mim, tão meu… Quando estou dentro de você, sinto que é onde eu devo estar… Harry conseguiu de fato não apenas relaxar Louis, mas também deixá-lo febril com tudo aquilo. Ele movimentava-se mais rápido, ergueu seu corpo e o quadril de Louis, segurando-o firme pelas coxas. Tomlinson conseguia ver todos os músculos marcados no peito, na barriga e nos braços de Styles enquanto ele o fodia como nunca antes ele tinha pensado que alguém faria. Ele passou a se masturbar só de ter aquela visão e aquela sensação. Não demorou muito para que Harry gozasse dentro dele, urrando de prazer, como se não fizesse aquilo há vários dias e, então, ao perceber Harry no ápice de seu prazer, foi o suficiente para fazer Louis também gozar, deixando escorrer seu líquido perolado em toda a extensão se sua barriga. Harry, completamente sem fôlego, jogou-se na cama ao lado de Louis, sentindo seus cabelos suados na raiz. Ele respirou fundo, cobriu o rosto com uma das mãos e também percebeu sua pele molhada, assim como o peito de Louis ao seu lado, que subia e descia conforme ele respirava fundo. Os dois se olharam por alguns segundos e, Louis, mesmo confuso e sem saber direito como organizar certos sentimentos, sorriu para Styles que não se conteve e retribuiu. — Eu realmente preciso ir embora. — Harry disse sentando-se na cama, sentindo Louis levantar-se e tocar seus ombros e costas. — Eu também te amo, Hazza. — Ele disse num sussurro, fazendo Harry apenas respirar fundo, sabendo que aquilo era uma bênção e uma maldição. — Nós vamos dar um jeito, certo? Não me abandone… — Louis, claramente não é hora de falarmos sobre isso. — Harry disse levantando-se e ficando ao lado da cama olhando para um Louis ainda em êxtase, com os olhos brilhando e um sorriso maroto brotando dos lábios. — Eu não quero fugir disso… Eu sei que pode funcionar, mas não desse jeito… Você precisa contar pra Eleanor. — Harry, ela está grávida e… — Louis começou a ficar preocupado com a seriedade do assunto. Igualmente levantou-se da cama e ficou perto de Styles. — Eu sei, eu sei. — Harry disse respirando fundo e passando a catar suas roupas pelo chão do quarto. — Leve o tempo que precisar, não quero pressionar. — Ele completou e Louis prestava a máxima atenção. — Mas isso… — Ele disse referindo-se ao sexo. — Não vai mais acontecer até que você não seja um homem solteiro. — Harry! — Louis pensou em protestar, mas realmente não havia argumento pra aquilo. — A situação já é r**m, Louis, e eu mesmo ainda não estou cem por cento seguro dessa decisão… — Ele explicava com calma enquanto a vestia a boxer branca e o jeans preto. — Não torne as coisas mais difíceis, por favor… Trabalhe comigo nisso! — Tudo bem, tudo bem. — Louis respirou fundo concordando antes que Styles acabasse voltando atrás. Aquilo era um avanço, não era momento para um possível retrocesso. — Mas não se afaste… — Não vou… — Harry sorriu segurando no rosto do outro após colocar a camiseta preta sobre o próprio ombro. — Eu só quero fazer as coisas direito, Louis, eu não quero que seja assim. — Eu não quero que pense que eu não concordo com você, mas é só que… Hazza… — Louis não sabia nem mais o que dizer para explicar àquele homem o quanto ele significava em sua vida. — Você não sabe o que eu passei esses dias longe de você, achando que você realmente não queria mais saber de mim… — Eu não estava exatamente numa colônia de férias também, Lou. — Harry sorriu, achando adorável o jeito ligeiramente infantil do outro se expressar. — Eu quero acreditar que vai dar tudo certo, mas precisamos colocar as coisas no caminho para que isso aconteça. Nada que começa errado termina bem. — Eu sei. — Louis concordou e, apesar do peso que sentia em ter que praticamente resolver o problema, já que era ele quem deveria começar a tomar decisões por ali, por um segundo ele voltou sua mente ao mundo onde apenas ele e Styles existiam e o observou prender os cabelos bagunçados em um coque. — Eu te amo, certo? — Harry disse já completamente vestido, dando um selinho rápido em Louis. — Mas eu realmente preciso ir. — Eu te amo também. — Louis disse segurando uma das mãos dele, apenas soltando aos poucos, conforme ele se aproximava da porta do quarto para deixar o cômodo. Assim que Harry deixou o apartamento, Louis foi tomar banho, começando a ponderar sobre tudo que estava acontecendo em sua vida, sabendo que existia uma mudança grande pela frente, mas ao mesmo tempo tinha agora essa segurança do amor de Styles, que era a única coisa que importava pra ele. Tomou um banho demorado, como se depois de tanto tempo, finalmente começasse a sentir-se novamente ele mesmo, sem precisar afogar-se numa garrafa de uísque. Quando saiu de toalha do banheiro da suíte do casal, deu de cara com Eleanor entrando no quarto. — Oi, amor. — Ela disse sorridente. — Vi tulipas na sala e uma roupinha de bebê. — Ela comentou dando um beijo no marido. — Harry? — É… — Louis disse sem graça, com um sorriso nervoso. — Como sabe? — Ah Lou… — Ela riu ajeitando o pijaminha de bebê que havia pego na sala e colocando em cima da cômoda do quarto do casal. — Quem mais teria o cuidado de trazer flores sem pólen para uma mulher grávida? Obviamente que só poderia ser ele! — Ela comentou e Louis sorriu de canto. Realmente só Harry era detalhista o suficiente para lembrar de um detalhe como aquele. — É, ele esteve aqui por… Alguns minutos. — Louis disse inseguro, odiava mentira, mas certamente aquela não era a hora de falar sobre o assunto. — Por que a cama está assim? — Eleanor perguntou franzindo o cenho ao ver a cama do casal completamente bagunçada. — Ahn… — Louis arregalou os olhos e sentiu o rosto ficar quente. — Eu estava deitado antes do Harry chegar. Lendo algumas coisas. — Ele era realmente um péssimo mentiroso. — E por que essas roupas todas espalhadas no chão, Louis? — Ela disse olhando para o terno de Louis jogado de qualquer jeito. — Eu estava cansado, querida, me desculpe, eu vou arrumar tudo. — Louis disse carinhoso, realmente com medo de pensar que Eleanor poderia descobrir algo daquele jeito. — Vá tomar um banho, relaxe, depois podemos assistir um filme juntos. — Tudo bem. — Ela pareceu gostar da ideia e, apesar de Louis estar apenas querendo desviar do assunto, ela não pareceu perceber. — Estou realmente um pouco enjoada de tanto falar de gravidez. — Ela brincou e, rindo, entrou no banheiro. Louis rapidamente arrumou o quarto e pensou que, de fato, não ia ter jeito fácil de falar sobre aquilo, até porque sua cara de p*u já estava se tornando objeto de estudo, pois não tinha mais limites. x.x.x Liam tinha parado de se enganar há mais de meia hora: ele não iria dormir e já tinha aceitado que teria um dia extremamente longo na manhã seguinte. Três horas da manhã e ele resolveu deixar a cama e ir para a cozinha apenas para abrir a geladeira e descobrir que não tinha nada além de bebida e comida pré-pronta. Seu suspiro de decepção foi seguido pela porta da geladeira sendo fechada e, em seguida, batidas na porta, preenchendo o silêncio absoluto da sala. Claramente a pessoa preferiu não tocar a campainha, era um pouco antiquado simplesmente bater na porta daquela forma tão leve. Payne percebeu que talvez, quem quer que fosse, não tinha certeza se deveria estar ali. Aos poucos, ele andou até a porta para abrir, mesmo que estivesse apenas de samba-canção de seda azul. Ele não sabia exatamente o que esperar da presença de Zayn Malik em sua porta as três horas da manhã, muito menos o que dizer além de perguntar o óbvio: que c*****o ele estava fazendo ali. — Desculpe, eu achei que você não fosse atender. — Zayn disse assustado, olhando para Liam como se realmente esperasse que ele não abrisse a porta. — Sabe que horas são? — Liam perguntou curioso e Zayn apenas riu, como se de todas as estranhezas da situação, aquela fosse a que mais havia chamado atenção de Payne. — Desculpe por isso. — Zayn respondeu relaxando os ombros e colocando as mãos nos bolsos da calça social. Liam ficou em silêncio apenas percebendo que a feição de Zayn definia muito bem singularidade daquela situação. Ele apenas esperou que Malik dissesse alguma coisa, mas ele permaneceu calado, os dois se olhavam como se pudesse pular aquela parte da situação e ficar apenas com os bons momentos. Para Liam, não havia problemas em simplesmente fazer aquilo, mas claramente Zayn precisava daquilo mais do que qualquer coisa. — Entre. — Liam disse por fim, abrindo mais a porta e deixando não apenas Zayn passar, mas aparentemente permitia também que uma pessoa entrasse em sua vida mais do que jamais havia permitido antes.
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