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UM CASAMENTO ÀS CEGAS (Contrato de casamento)

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Sinopse

Anabela se vê obrigada a casar com Ryan, um homem amargo, implacável e rude.

Os adjetivos dados a Ryan se devem a pessoa que ele se tornou após um grave acidente onde ele perdeu sua visão. Ryan, que era um homem de espírito livre e aventureiro, se viu amarrado a escuridão, tendo que se tornar um homem limitado. A ideia de um casamento por contrato é um absurdo aos olhos de Ryan, mas ele se vê obrigado a aceitar o acordo graças ao incontestável poder de persuasão do seu avô que tem uma doença terminal. Será que Ryan conseguirá enxergar a Luz de Anabela através da sua escuridão? Será que em meio as suas tragédias pessoais os dois poderão enfim encontrar a felicidade? Ou as feridas nos corações desses dois os impedirão de enxergar além de suas limitações?

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Apunhalada pelas costas
Londres – Capital da Inglaterra. — Você se casará com Ryan Mitchell, está decidido — Arnold Philips, tio de Anabela, falou entrando em seu escritório, enquanto era seguido pela garota. Scarlett Philips, esposa de Arnold, e Sophia Philips, filha do casal, entraram logo em seguida. — O homem que todos dizem que vive na escuridão? — Anabela perguntou franzido o cenho. — Não seja dramática, Anabela — disse sua prima Sophia com um sorriso carregado de sarcasmo. — O homem é cego, só pode viver na escuridão. — Você sabe que a conotação tem duplo sentido, Sophia — Anabela falou se virando com um semblante de repúdio para sua prima. — Esse homem é amargo, implacável e crueI, segundo os boatos. — Como você disse, Anabela, são boatos. Nós precisamos desse acordo, temos nome, status, mas estamos falidos. — Eu achei que o mais longe que o senhor chegaria, era ter me mandado para um hospital psiquiátrico, para se ver livre de mim — Anabela falou tentando além de suas forças, não deixar que uma única lágrima saísse do seu rosto. — O que você queria que eu fizesse? Você estava definhando — Arnold falou enquanto se aproximava de um aparador, e se servia de uma dose de whisky. — Eu tinha sofrido um acidente com meu pai e minha mãe, onde só eu havia sobrevivido, após voltar do enterro do vovô — a essa altura Anabela já não tinha mais controle sobre as lágrimas. — Eu perdi as três únicas pessoas que se importavam comigo na vida. Como você queria que eu tivesse? — Você é uma ingrata, eu te trouxe para essa casa, briguei por você nos tribunais. Queriam te mandar para sua tia americana, que já tinha o quê? Quatro filhos? — Você brigou pela minha herança nos tribunais, tio, e só me trouxe para essa casa por esse motivo. Eu lamento todos os dias a decisão do júri e por contribuir com ela. Mesmo sabendo que o meu dinheiro bancou o luxo de vocês por todos esses anos, eu sempre me senti como se tivesse de favor nessa casa, e nunca consegui me encaixar aqui. Scarlett, que até então se mantinha calada ao lado do marido, deu um tap@ no rosto de Anabela, fazendo a garota desequilibrar. — Como se atreve, sua ingrata? — Scarlett bufou. — Eu estou mentindo? E são tão inconsequentes que conseguiram torrar uma fortuna de milhões. Não é atoa que o vovô havia te deserdado, tio Arnold. — Sua petulante — Arnold falou com seus dentes cerrados, acertando outro tap@ no rosto de Anabela. — Pensando bem, eu não vejo a hora de me casar com esse homem. Qualquer lugar é melhor do que ter que conviver com pessoas como vocês, que eu não quero ter o desprazer de vê nunca mais na minha vida — Anabela falou indo em direção a porta, esbarrando no ombro da sua prima com toda a sua raiva. Anabela subiu as escadas em direção ao seu quarto no sótão da casa. Lá, trancada e sentada no chão com seu corpo encostado na porta, ela pôde enfim deixar toda a lágrima cair. Anabela aos dezessete anos teria que se casar com um estranho, que na melhor das hipóteses não iria lhe agredir, ou até fazer algo pior. A garota não se conformava com a tragédia que viveu aos doze anos, perdendo seus pais. Ela não se conformava de ter sobrevivido aquele acidente, para viver daquela forma com aquelas pessoas. Enquanto Arnold brigava por ela nos tribunais, ele fez Anabela acreditar que seriam uma família. Inclusive, a fez falar para o júri que desejava morar com o tio. Com menos de um ano da tragédia com os pais de Anabela, seu tio a mandou para um hospital psiquiátrica, com a desculpa de que a garota havia ficado com sequelas pós-traumáticas por conta do acidente. Anabela ficou no hospital psiquiátrico por longos dois anos, e só após uma mudança de direção no hospital, a garota teve alta. Anabela tinha certeza de que o laudo era falso, e assim que o novo diretor chegou, ela pediu uma nova avaliação que comprovou sua sanidade mental. Como não tinha mais ninguém e nem como provar, Anabela voltou a morar com o tio, mas sairia da mansão assim que fizesse dezoito anos. Mesmo sabendo que estavam praticamente falidos, Anabela não se desencorajou. Ela recomeçaria sua vida do zero, trabalharia onde lhe oferecessem trabalho, moraria em um quarto se fosse preciso, o que não seria muito diferente da sua vida no sótão da mansão dos Philips, já que ela praticamente morava no cômodo, para ter o mínimo possível de contato com os moradores daquela casa. Anabela estava distraída em seus pensamentos, quando escutou a porta batendo. — Ana, sou eu, querida, abra — era Amélia, que trabalhava na casa a cinco anos, desde que Anabela chegou, e presenciou tudo que a garota sofreu naquela casa. Inclusive, Amélia era a única visita que Anabela tinha enquanto estava internada naquele hospital psiquiátrico. Anabela abriu a porta ainda com lágrimas nos olhos, e Amélia a abraçou. — Você ouviu, Amélia? Eles vão me obrigar a casar com uma pessoa que eu nunca vi na vida. — Eu ouvi Ana, eu ouvi. — Eles são cruéis, são as piores pessoas que eu conheço. — Eu não gosto de vê você desse jeito, Ana — Amélia falou a acolhendo em seu peito. — Quem sabe ele não é um bom homem, e vocês consigam se entender. — Mas todos falam que depois do acidente ele virou um homem amargo e intolerante. — Não deve ser fácil para ele, Ana — Amélia falou a puxando pela mão, e sentando com Anabela na cama. — Um homem rico, poderoso, que podia ter tudo que o dinheiro consegue comprar, devia viajar, se divertir, de repente se ver cego, dependendo dos outros, sem poder fazer certas coisas. — É verdade — disse Anabela. — Eu não ligo que ele não enxergue, mas esse boato dele ser difícil, está me deixando apavorada. — Ana, minha menina — Amélia falou em um suspiro. — Se eu pudesse eu ia embora dessa casa com você, e nós duas iríamos morar juntas. — Eu iria ficar muito feliz. — Infelizmente Sr. Philips é seu tutor, e você ainda tem dezessete anos. As duas permaneceram por um tempo no sótão. Por mais que Amélia tivesse tentando consolar Anabela, ela também estava temerosa do que poderia acontecer, depois que Anabela se casasse.

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