O primo

1268 Palavras
Na manhã seguinte, Ryan acordou primeiro, e percebeu que dormia de conchinha com Anabela, e que suas mãos estavam entrelaçadas. A princípio ele sorriu, fazia tempo que não dormia assim com alguém, e o cheiro dos cabelos de Anabela estavam deixando ele inebriado. "Como eu vou sair daqui sem acordar ela?". Ele pensou e começou a se mover aos poucos. Como se já não estivesse difícil o suficiente para Ryan se desvencilhar de Anabela naquela cama, assim que se mexeu, ele sentiu que seu m****o respondeu ao fato dos corpos deles estarem tão próximos. — Merd@ — ele sussurrou irritado. Anabela, que já havia acordado desde que ele tentou se soltar pela primeira vez, se manteve imóvel, fingindo que estava dormindo. — Eu sei que já acordou, Anabela — o rapaz falou impaciente. — a única vantagem em não enxergar, é que os seus outros sentidos ficam apurados. Ela vendo que havia sido descoberta, e soltando as mãos dele, se virou para ele. — Bom dia. — Bom dia — ele falou e em seguida apontou para baixo em direção ao seu membr0, sabendo que ela havia percebido, pois se mexeu assim que notou o volume. — Isso é uma ereção matinal comum. Ele sabia que não tinha sido uma ereção matinal, mas não admitiria que tinha ficado e******o por estar perto dela. — Tudo bem — Anabela falou se levantando, indo em direção ao banheiro. Antes de fechar a porta, ela parou, virando para ele. — Ryan. — Oi — ele falou também se levantando. — Obrigada por ter ficado. — De nada. Anabela se trancou no banheiro, e olhou para o espelho sorrindo. Nem ela sabia exatamente o porquê daquela expressão no seu rosto. Mas o que ela sabia era que a sensação de ter dormido abraçada a Ryan tinha sido muito boa. Anabela nunca tinha dormido abraçada a um homem, ela nem mesmo havia beijado um homem. Ela despertou o interesse em alguns garotos na escola, mas achava todos muito infantis. E como não tinha vida social, não ia a balada e nem a bares por conta da sua idade, seu primeiro beijo nunca aconteceu. Um garoto da escola tentou ser mais ousado, se trancando em uma das salas, ao vê que Anabela estava lá sozinha. Mas ela percebendo o que o b****a estava tentando fazer, deixou ele achar que iria conseguir o que queria, e quando os dois estavam bem próximos, Anabela deu uma joelhada no meio das pernas do garoto, que caiu de dor no chão. Em seguida ela saiu tranquilamente da sala, deixando o garoto trancando. Depois desse episódio, e juntando com o fato de descobrirem através da sua prima Sophia, que Anabela tinha estado em um hospital psiquiátrico, as pessoas passaram a ter medo de mexer com ela, o que para Anabela foi ótimo, porque ela pôde ficar em paz, sem ser incomodada. *** Ryan ao sair do quarto de Anabela, foi direto para o seu quarto, e entrando no banheiro, ficou debaixo do chuveiro por um longo período, até que sua ereção diminuísse. No café da manhã, Ryan e Anabela estavam nitidamente desconfortáveis, e Ethan percebeu. — O que foi aquilo? — Ethan perguntou assim que ele e Ryan entraram no escritório. — Aquilo o que? — Aquela tensão entre você e a sua esposa? Não se faça de desentendido. — Eu dormi com ela — Ryan falou só depois se dando conta do que aquilo aparentou. — Você o que? — Ethan perguntou para ver se havia entendido direito. — Não é o que você está pensando — Ryan esclareceu. — Ela teve um pesadelo, e se debatia e chorava muito. Eu fui até o quanto dela, e quando ela acordou, ainda estava chorando e muito nervosa, e pediu que eu ficasse lá. — E aí? — E aí que eu fiquei. — Não é isso que eu estou perguntando. — Foi só isso — Ryan falou omitindo o fato de ter acordado abraçado a Anabela, e principalmente o fato de ter sentido uma ereção por estar muito próximo a ela. — Você parece está mais leve, o que sentiu ficando mais próximo dela? — Ethan perguntou com um sorriso. — O cheiro dela é incrível, o cabelo dela parece um algodão de tão macio, e a pele dela parece um pêssego. Ethan ficou satisfeito com o que ouviu, percebendo que seu amigo poderia enfim está se abrindo novamente. — Como você sabe sobre a maciez da pele e do cabelo dela? — o amigo perguntou a Ryan com uma sobrancelha arqueada. — Porque quando ela acordou nervosa e chorando, ela me abraçou e eu tive que acalmar ela. — Entendi — Ethan falou com os lábios retos, segurando para não rir. — Por que você não tenta uma aproximação? — Esqueceu que ela está aqui por causa de um contrato? — E dai? Essa garota não tem nada a vê com a Emily. — Ethan falou fazendo o corpo de Ryan endurecer. — Você não pode se condenar por conta do acidente, e pelo fato da Emily não prestar. As pessoas são diferentes, Ryan. — E dai que ela não está aqui por vontade própria, esqueceu? — Ela te disse isso? — Ethan perguntou. — Não precisa Ethan, ela é só uma menina. Obviamente está aqui unicamente pelos milhões que foram parar na conta da família dela. — Uma menina que parece bem mais madura do que muitas mulheres mais velhas — Ethan retrucou. — E outra coisa, o olhar dela para você é diferente. — Não viaja — Ryan falou enquanto se apoiava na cadeira. — E vamos encerra esse assunto, que temos muito trabalho. *** A tarde, Jacob Green, um primo de Ryan por parte de mãe, estava próximo a Berkshire, e insistiu que queria vê o primo. Ryan resistiu, pois o motivo de ter ido morar na casa de campo, era justamente para se livrar de visitas indesejáveis. Porém, Jacob insistiu, deixando Ryan sem argumentos para negar. Não demorou muito, e Jacob já estava passando com seu carro, pelos grandes portões que davam acesso a mansão. — Ethan, como vai? — disse Jacob entusiasmado, entrando na sala principal. — Vou bem Jacob, e você? — Ethan respondeu não tão entusiasmado. — Primo — Jacob foi em direção a Ryan, que chegava na sala e o abraçou, apesar de Ryan ter ficado imóvel. — Como vai, Jacob? — Melhor agora, primo — o rapaz falou se sentando, após vê que Margareth chegava com uma bandeja com chás e biscoitos.— Você sumiu. — Prefiro ficar mais recluso ultimamente. — Soube que se casou — a afirmação do primo fez com que o pomo-de-adão de Ryan subisse e descesse rapidamente. — Como soube? — Mamãe e sua mãe conversam sempre. — Claro — Ryan falou não estando nenhum pouco surpreso. — E então, quando vou conhecer? — Ela está... — antes que Ryan pudesse terminar de falar, se ouviu passos vindos da escada. Um silêncio tomou conta da sala, os olhos de Jacob se voltaram para Anabela, que só então percebeu que tinha visita, ficando constrangida. — Boa tarde — ela falou com uma voz tímida. — Me desculpem, eu não queria atrapalhar. — Como vai? Sou Jacob Green, primo do Ryan — o homem falou apertando a mão de Anabela. — Anabela Philips — a garota respondeu. — Anabela Mitchell, não se esqueça, querida — Ryan a corrigiu prontamente. — Me desculpe, é o hábito — ela respondeu indo se sentar ao lado de Ryan, ao perceber que o olhar de Jacob estava firme sobre ela.
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