CAPÍTULO 12

2816 Palavras
Depois do pequeno encontro de negócios com Harry, Louis não demorou muito a ligar para Stan e começar a falar tudo o que havia descoberto. Os vários beijos que trocavam na boate não duraram até que o local começasse a funcionar normalmente e as pessoas começassem a chegar para aproveitar a noite. Portanto, o Tomlinson apenas foi para um lado, enquanto o Styles ia para outro. Cada um viver a sua vida, com a diferença de que Harry seguia a sua sorridentemente, lambendo os lábios pela breve sensação de que estava a poucos centímetros de sentir seu diabinho francês de uma forma mais literal. No dia seguinte, uma segunda-feira de clima um pouco mais ameno e com vida, William se levantou cedo e cantarolando trechos enleados de músicas diferentes e aleatórias, num bom humor fora do normal. Tomou um banho gelado pela primeira vez em quase cinco meses de frio intenso e vigoroso, e conseguiu fritar ovos sem que deixasse os mesmos queimar. Até parecia um belo e produtivo dia se, ao ligar o motor do carro, ele não voltasse às órbitas e se lembrasse do seu próximo destino: Trabalhar. Trabalhar num casarão cheirando a produtos químicos e com quadros medonhos o cercando por todos os cantos, incluindo a desconfiança de Niall Horan e as provocações sexuais de Harry Styles. Ainda dentro do carro e de frente para o casarão, William pulou para o banco de trás e trocou seu terno formal por uma camisa de malha branca, além de passar a usar uma calça jeans apertada. Tais roupas lhe conferiam um visual mais Louis Tomlinson, deixando suas tatuagens à mostra e os bíceps não tão marcantes.  Ele pegou sua maleta com o próprio computador dentro e andou até a porta, sendo recebido por Liam, que parecia miseravelmente acabado de tanto sono, as olheiras tão fundas quanto seus olhos escuros e sem brilho.  — Nós já arrumamos um lugar fixo para você, Tomlinson. — Ele anunciou, guiando o de olhos azuis pela escadaria que dava para o infinito corredor do segundo andar. Louis estava ligeiramente nervoso e ansioso por aquilo. Não queria ter pesadelos ao ficar na cozinha química — opção que logo foi descartada, já que a mesma se estabelecia no primeiro andar e eles já haviam passado por ela —, ou ao ficar trancado numa sala com a pressão insuportável de Niall. Quanto ao Styles, Louis não fazia a mínima ideia de onde ele costumava ficar. Mas, de fato, também não ficaria muito feliz em dividir espaço com o gângster. Ainda na interminável escada que dava voltas e voltas por todos os cantos, eles já passavam pelo final do segundo andar, prestes a entrar no terceiro. Louis ficou abismado. Ele ficaria no último andar?  O que teria ali, Louis não sabia. O fato do mesmo ter um corredor curto e apenas duas portas já lhe causava um ar de mistério perturbador. As paredes eram cada vez mais cobertas por quadros escuros e mirabolantes, certamente roubados, conforme Liam o guiava até uma das duas portas. Abrindo a primeira, tudo o que William viu resumia-se a um pequeno escritório; porém, de arquitetura muito charmosa. Ele definitivamente se erguia no topo do casarão, com uma grande mesa de centro repleta de apetrechos, duas cadeiras de couro em cada extremo da mesma. O piso não tinha sequer um vestígio de poeira, e tudo era estrategicamente decorado e organizado em tons neutros emadeirados. Ao fundo, Louis conseguia enxergar uma sacada com cortinas que voavam de um lado para o outro por conta da ventania. Mas o detalhe que mais lhe atraiu a atenção foi o fato de uma das cadeiras esconder alguém por detrás dela. Ela se mexia de um lado para o outro, alta e robusta, e, por um momento, o coração de Louis acelerou. Olhando para trás, Liam já havia desaparecido. Ele podia apostar que estava sozinho com Harry Styles. — Eu e os meninos estávamos discutindo sobre você. Depois de várias e várias objeções, decidimos que não teria lugar melhor para você colaborar, senão ao meu lado. Quem mais ficaria de olho em você, afinal? — Aquele era o famoso timbre rouco e lento que Louis tanto odiava. — Além disso, nós daríamos uma bela dupla, você não acha? Em resposta, o de olhos azuis revirou os olhos disfarçadamente e andou com preguiça até a outra cadeira, de frente para o Styles. Sentou-se cruzando as pernas e colocou o notebook na mesa, cruzando os dedos quando Harry virou sua cadeira até que estivesse totalmente de frente para o menor, mostrando o quão lindo ele continuava a ser, a cada dia mais. Louis odiava ter de admitir isso, mas os cabelos presos numa bandana escura e a regata preta que expunha todas as suas infinitas tatuagens não o deixavam mentir. Engoliu em seco e mordeu os lábios. Com certeza, trabalhar ao lado do seu principal alvo seria a melhor resposta para tudo o que ele precisava descobrir.  — Você é esperto, curioso, objetivo... Eu sou completamente direto no que quero e ajo na primeira oportunidade que tenho. Se juntarmos as peças, nos tornaremos invencíveis. — Tenho certeza que sim, Sr. Styles. — Louis pronunciou as últimas palavras com desconforto. Ele desviou os olhos do figurão que ainda o olhava indecifrável e mordendo os lábios de modo que trouxesse o piercing dourado do lábio inferior junto aos dentes.  — Gosto da sua determinação. Assim como você, espero que isso — ele percorreu com a mão o espaço entre os dois — não seja um problema para a harmonia do espaço. Louis engoliu em seco. Tentando não se mostrar fraco ao que tinha acabado de ouvir, se remexeu na cadeira até que estivesse com as costas totalmente apoiadas no assento. Deixou as duas mãos fechadas na mesa e finalmente encarou os olhos verdes, esperando que Harry lhe desse ordens. Afinal, Louis estava, tecnicamente, trabalhando para ele. Estava fazendo a sua parte como braço direito de alguém que, na verdade, era quem ele mais queria destruir. Portanto, Harry girou na cadeira, ficando de costas novamente. Os dedos de sua mão estavam ainda mais cheios de anéis. Além disso, Louis notou novas tatuagens enquanto o gângster abria certa cortina vermelha que escondia um grande mapa rabiscado com canetas de diferentes cores, círculos marcando países, e linhas tortas ligando um continente a outro. De cara, WIlliam percebeu que se tratava de um mapa de tráfico. Algo que consistia num globo planificado, o que não é novidade, com marcações das rotas que eles traçavam para comercializar drogas, quadros ou até pessoas. Tudo o que renderia um bom dinheiro a Harry. Aquele mapa era de extrema importância para a missão de Louis. Se ele conseguisse descobrir o principal ponto no meio de todos aqueles círculos, estaria tudo feito. Se as coisas fossem simples, bastaria tirar foto e mandar para Stan, pois o FBI certamente tomaria conta de achar os traficantes em cada canto marcado. Mas era claro que aquele pedaço de papel era tão somente uma cópia do mapa original, sem os pontos mais cruciais. Harry era esperto o bastante para deixar essa passar, e os borrões de palavras apagadas denunciavam o feito. Então, os posteriores minutos entre os dois se passaram com, basicamente, Harry explicando o que era o tal mapa. Louis sabia de cor como funcionava, para que servia e o quanto significava, por isso apenas assentia e fingia prestar atenção. Se não fosse pela voz grave e inebriante do Styles, ele já teria dormido. — A principal rota sai da Bolívia, Colômbia e do Peru com destino à Europa, passando pelo oeste da África. O problema é que existe um espaço muito grande do Peru até a Europa. Nós poderíamos explorar esse espaço. — Styles dizia num tom baixo e concentrado, os olhos verdes estreitos, mas vidrados no mapa conforme sua caneta esferográfica era mordida bem na tampa, ora passando pelo piercing, ora delineando seus lábios fartos e rosados.  Louis estava dando demasiada atenção a esses detalhes. Ele balançou a cabeça em negação e roubou a caneta das mãos de Harry, antes que enlouquecesse. Franziu a testa enquanto pensava, até circular um país no mapa e por isso acabar chamando a atenção do Styles. — Brasil e um ponto débil dele, que são os rios de fronteira. Lá tudo passa livremente, cruza o oceano em barcos e contêineres, e chega até os consumidores europeus. É claro que outras organizações já pensaram nisso. Eu só estou roubando a ideia pra você. — Para Harry, aquilo soava como uma declaração de amor. Ele sorriu torto e fechou o mapa, deixando um Louis confuso e plantado na cadeira com a maior cara de decepção possível.  William queria saber mais.  — É algo a se estudar, sim. Você manda bem, Tomlinson. — Oui...? — Bom... — Harry se voltou para a mesa, indiferente a Louis, como se tivesse coisas mais importantes a fazer. — Já acabamos por hoje. — Então é isso? — O de olhos azuis disse em tom de deboche, se levantando da cadeira até que estivesse a centímetros do homem maior. — O que vou fazer daqui para frente é te dizer onde comercializar, te explicar o porquê e ir embora? — É prudente da minha parte que seja apenas isso. Eu te uso como ferramenta para o que eu preciso saber, até que você cresça e seja útil para outras partes do negócio. Até que eu me sinta seguro para isso. — Seus dedos frios percorreram de forma lenta todos os traços delicados e finos do rosto de Louis, causando-lhe arrepios. — Mas não se sinta usado. Se quiser trabalhar numa gangue, é assim que as coisas irão acontecer. Entendido? Os pés de William pisaram em falso quando ele tentou se afastar, fazendo com que o mesmo tropeçasse e só não caísse por causa dos braços firmes e tatuados que lhe seguraram logo em seguida. O corpo musculoso do maior estava a centímetros do menor. Com a força admirável das mãos de Harry, o corpo de Louis ia sendo empurrado para trás, até que não houvesse mais saída. Era um emaranhado de Harry, Louis e a grande mesa cheia de papeladas. — Mon Dieu, Harry! — Louis ofegou ao que a respiração quente do gângster batia com exatidão em seu pescoço sensível. — Acho que sei me levantar sem a sua ajuda. Com licença? — Não. — Disse simples. — Você só sai quando eu te liberar. Num estalar de dedos, Harry atacava a boca macia e quente de Louis com o mesmo pudor e movimentos certeiros de sempre, deixando que suas línguas apenas aperfeiçoassem aquela sensação eletrizante entre os dois, sempre quando seus lábios se tocavam e misturavam-se em algo direto, agressivo e muito gostoso. Conforme o beijo se tornava mais e mais profundo, Harry passava as mãos precisamente por debaixo da camisa branca, quase transparente de Louis, explorando sua barriga bem definida e sentindo o suor que nada mais era o resultado do calor que crescia entre os dois. A ponta dos dedos do gângster parecia fatal à pele lisa e sensível de William, o que não poderia deixar de causar um gemido agudo e prazeroso por parte de Louis, naquele momento tão vulnerável. Ao final de tudo, em resposta aos toques, ele se entregava ainda mais ao beijo, deslizava as mãos livres pela nuca e cachos de Harry, controlando os movimentos da maneira que mais desejasse. Para a surpresa do gângster, seria uma luta pelo controle. Cansado do espaço que ainda os separava, Harry não demorou muito a deslizar dos m*****s sensíveis do menor até a curvatura de sua cintura, levantando-o pela farta b***a, até que o mesmo estivesse sentado sobre a mesa e com as pernas enlaçadas ao redor dos quadris finos do Styles. Com uma das mãos livres, ele jogou toda a papelada que ocupava o espaço do móvel e voltou a atenção ao seu diabinho francês, tirando-lhe a camisa extremamente desnecessária àquele ponto. — Posso? — Louis assentiu desesperadamente, tombando a cabeça para o lado conforme Harry buscava acesso para que distribuísse beijos molhados por toda aquela extensão tão sensível. — Você é um problema tão grande, Louis. Tem noção disso?  E então, ele deitou Louis por inteiro na mesa, fazendo força em um de seus joelhos para que pudesse se curvar em direção ao corpo entregue e parcialmente vestido do menor, começando uma trilha de beijos lentos e arrepiantes desde a sua clavícula até a linha V  linda e tentadora, cada vez mais evidente conforme Harry abaixava a calça e boxer alheia. Louis arqueou as costas e não pôde evitar o som agudo que reverberou de sua boca, assim que o de olhos verdes pegou seu m****o com uma das mãos. O metal gélido dos anéis levava o policial à loucura, mas também tinha o poder de acordá-lo para a vida. Naquele momento, ele quis voltar atrás em tudo o que estava acontecendo nos últimos cinco minutos. Tentou afastar as mãos de Harry com as suas, tentou até mesmo se mover em meio a todo aquele prazer, mas tudo o que recebeu em troca foi outra provocação, e, por consequência, outro gemido. — Loueh, pare de se segurar. Vamos... Você pode gritar meu nome se quiser. Ninguém além de nós vai ouvir. — Harry começou com movimentos lentos a partir da base do m****o do policial, pouco a pouco percorrendo toda a extensão até que chegasse à glande, onde o mesmo massageou lentamente, fazendo Louis abafar um grito com as próprias mãos. Ele se negava a obedecer o gângster. — Sonhei tanto com isso depois daquela noite no natal. Com você entregue a mim. Toda essa arrogância se transformando em puro prazer, por mim. Ele aumentou a velocidade dos movimentos, procurando mais uma vez a glande inchada com o polegar, dessa vez já sentindo a umidade do pré-g**o em seu dedo. Harry sorriu. Sem perder mais tempo, quando o menor estava prestes a soltar outro gemido, Harry atacou seus lábios e o beijou numa intensidade quase ritmada com a velocidade em que masturbava seu diabinho francês. — Tomlinson... Não vejo a hora de ouvir você gemer assim enquanto eu te fodo. — Sussurrou sensualmente no ouvido do moreno, logo depois sentindo o p*u do mesmo pulsar em suas mãos. — Merde. Har... E-eu preciso ir... Ah! — Foi interrompido pela sensação delirante da ponta da língua do maior contra a sua glande, chupando-a sem pressa e com cuidado, todo o desejo de Harry sendo colocado naquele gesto tão obsceno, mas que fazia Louis revirar os olhos de tanto prazer. Sua língua era hábil, descendo e subindo com maestria, até que o Tomlinson tentasse afastá-lo com as mãos, puxando seus cachos e fazendo a bandana cair conforme isso. — p***a. H-Harry... Pare... Eu nem ao menos te deixaria me f***r.  Harry parou tudo para encará-lo com descrença, sabendo que Louis m*l conseguia mentir para si mesmo. Continuou o provocando, dessa vez com a boca abrangendo toda a extensão do m****o razoavelmente grande, descendo lentamente e masturbando o que seus lábios quentes e fartos não cobriam, apenas para castigá-lo pela mentira descarada.  Em outra ocasião e com qualquer outra pessoa, Harry teria se entediado por fazer todo o trabalho sem receber nada em troca. Mas com Louis Tomlinson era diferente. Seus gemidos frágeis e quase quebrados, a maneira como se arqueava e contorcia-se por qualquer toque do gângster, os olhos de felino fechados em puro contentamento... Isso já era o suficiente para que Harry ficasse duro feito pedra, prestes a ter um dos seus melhores orgasmos sem nem mesmo ter sido tocado. — Goza pra mim, Lou. Olhando nos meus olhos. — Louis negou, sorrindo de canto. — Por favor. — E assim Louis vez, gozando na boca do Styles com a visão do mesmo chupando seu p*u lentamente, incansavelmente, seus olhos verdes dilatando-se conforme os azuis de Louis se acendiam em puro deleite, e ele finalmente gritava de prazer. Seus dedos agarrando os cachos de Harry como se fossem sua única sustentação no momento. Harry gozou no mesmo instante, sujando toda a sua cueca com a ajuda de Louis, que agarrou seus quadris com as coxas, causando um atrito delicioso entre a própria b***a e o p*u inchado e coberto do Styles. Ofegante, o de olhos verdes distribuiu beijos por toda a coxa de William, até que chegasse à boca, beijando-a intensamente. Lentamente e com o som do tic tac do relógio registrando os minutos valiosos em que passaram ali, Louis pulou da mesa e procurou suas roupas jogadas em diferentes cantos do escritório. Recebendo a ajuda inesperada do gângster, achou a calça e a camisa. William fechou a cara. Como sua mãe diria: a culpa vinha depois do ato m*l pensado. Aliás, ele m*l conseguia olhar nos olhos de Harry sem que seu corpo estremecesse de raiva. — Não adianta fingir que não gostou. Eu vi tudo... — Levantou o rosto do menor com a ponta dos dedos sobre o seu queixo, forçando o contato entre o azul e o verde, e logo depois selou ambos os lábios. — Agora sim, Louis, você já pode ir. O problema era se Louis, de fato, conseguiria ir embora. Estava lânguido e, mais que isso, irritado como nunca. Se sentindo vencido.  Àquele ponto, já não se sabia mais quem era a caça, e quem era o caçador.
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