CAPÍTULO 24

1200 Palavras
Lyra Vons. Acho que Flávio me bateu muito esta semana. Tenho treinado mesmo que o corte no meu braço não tenha cicatrizado completamente, é uma merda, mas tenho que admitir que melhorei muito e meu corpo está começando a se sentir um pouco mais tonificado, forte e resistente. Os Dravins estão me evitando, tento ignorar isso, mas me afeta, alegando que não deveria me importar que eles não estejam me dando um minuto de atenção. A única coisa que me conforta é que Ares está aqui e parece que nos tornamos grandes amigos. Um dos homens dos Dravins se aproxima, onde Flávio e eu estamos praticando na academia. Vários de seus homens praticam em outros lugares e alguns somente se exercitam. — Senhorita, os chefes estão esperando por você no escritório. Eu bufo, mas sigo o cara que veio me buscar. Eles me ignoram por uma semana, mas se quiserem me ver agora, lindos. Subo as escadas de mármore, tenho que admitir que perdi os primeiros dias que estivemos nesta casa, é gigantesca. Chegando ao que parece ser o escritório de Kael, ele está sentado atrás de sua mesa com cada um de seus irmãos de cada lado atrás dele, como se Jak e Orion sempre o tivessem coberto e apoiado. — Eles me disseram que estão perguntando sobre mim. — Preciso que você responda algumas perguntas, Lyra. Orion me guia até a mesa bem no meio da sala com uma pilha de papéis espalhados ao redor e começa a me explicar tudo o que descobriram sobre os negócios do Higor. Aparentemente, os negócios que eu conhecia eram os mais superficiais que eu tinha. Ele está envolvido em algo muito maior e, aparentemente, tem a ajuda do André correias. Eles estão trabalhando em algo muito maior que nós ainda não conseguimos descobrir. Meu pai está conseguindo tirar mais poder das cidades que os Correias administram e aparentemente ele está conseguindo administrar negócios em outro país graças ao fato de que há alguém por trás dele ajudando-o nesse processo, já que Higor está proibido de entrar na Dubai. O que faria muito sentido, estava se mostrando muito fácil desmantelar as relações de Higor com os Dravins, o que significa estarmos somente tocando a superfície, e enquanto pensávamos estarmos derrotando, ele estava subindo na hierarquia do negócio Correias e fazendo seu nome em seus territórios. O que não entendo é o que André tem a ver com tudo isso. Por que, se meu pai é tão poderoso quanto parece, ele deve dinheiro a alguém tão insignificante quanto André? Que papel André desempenha em tudo isso? Minha cabeça começa a girar com todas as informações que Orion me mostra. — Faria sentido para mim ter alguém dentro de Dubai, meu pai está proibido de entrar após ter um conflito com um m****o importante da Bravos, embora somente ele tenha sido expulso e não o resto da família, então eu poderia entrar em Dubai assim como mamãe fez — eu explico — Embora eu não consiga descobrir quem poderia ter contatos suficientes para entrar lá e administrar os negócios de Higor. — Seu pai tem problemas com a Bravos? — Orion pergunta. — Ele teve, há algum tempo, os Bravos sempre foram liderados pelos Duarte e meu pai teve uma altercação com um deles, era de se esperar que a Bravos defendesse seu povo, então eles decidiram de ambos os lados que meu pai deixaria Dubai e decidiu continuar seus negócios em outro solo. — Isso faz algum sentido, o que eu não entendo é o que uma americana bonita como sua mãe estava fazendo querendo vincular sua vida à de um gângster como Higor — Jak questiona. — Minha mãe estava em intercâmbio estudando, por isso meu sobrenome é Montez. Eu falo russo devido à língua do meu pai que seduziu minha mãe, sendo atraído por sua beleza e intelecto. Era como o troféu dele. Eu reclamo antes de continuar. — Higor a seduziu, ela parece ter visto a sede de amor que minha mãe, que estava fugindo comigo, teve depois que o homem que a engravidou a abandonou. Sozinho, num país desconhecido. Seu pai lhe apresentou uma imagem distorcida do que é o amor e do que ele realmente é, iludindo-a e envolvendo-a em todas as suas falsidades. — Eu explico — Quando minha mãe descobriu toda a verdade sobre Higor, já era muito tarde para retroceder, então ela optou por seguir meu pai, mesmo sabendo que isso a condenava. Os três irmãos analisam a história, então Kael se levanta da cadeira com uma pasta nas mãos e se aproxima da mesa, deixando cair a pasta bem na minha frente. — Um dos caras que atacou nossos clubes por ordem de Correias foi capturado pelos meus homens e Jak se divertiu com ele, tirando informações dele — explica. — Ele nos deu o nome do cara que está ajudando seu pai. Deveria ser uma denominação com legado em Dubai para conduzir as atividades de Higor naquela localidade, sem gerar entraves com os Duartes e os Bravos. Assim, quando a pessoa mencionou um indivíduo chamado Alex Lins, isso fez sentido, pois ele conseguiria administrar os negócios sem que os Duartes interferissem com o pacto insensato que possuem com seu pai. O tratado dos Duartes com Higor determina que somente ele seria exilado em Dubai, mas, pelo contrário, seus herdeiros poderiam pisar em solo americano e continuar administrando seus negócios enquanto ambas as famílias não se relacionassem, caso contrário, a fúria dos Bravos seria desencadeada contra todos os Lins. Então, Lyra, quem é Alex Lins? Alex Lins Alex Lins. Alex. O nome grita algo na minha memória, embora eu não me lembre do quê. Tenho lembranças dos meus pais discutindo sobre um certo Alex, da minha mãe implorando ao meu pai para deixá-la vê-lo. Memórias da minha mãe chorando com uma fotografia que ela guardava em uma caixinha escondida em um dos assoalhos do seu quarto para que o pai não descobrisse que ela a tinha. Lembro-me do nome dele sendo mencionado nos negócios do meu pai, de seus homens falando sobre como ele prosperou em seu treinamento, mas não consigo associar um rosto ao nome dele. E eu não sabia que esse Alex era um Lins. — Não sei quem é esse Alex, embora eu me lembre do nome dele em algumas conversas dos meus pais. A mãe frequentemente chorava e solicitava ao pai que a permitisse vê-lo, apesar de eu não compreender completamente o motivo — Duvido — O único Lins que eu conhecia era o irmão do meu pai, André Lins, e sua esposa Fabiana Lins. Ambos foram assassinados pelo meu pai quando ele tentou se estabelecer na América. — Tem que haver algo, Lyra, pensa — Kael insiste. — Não me lembro, lembro de ouvir o nome, mas não me lembro. Naquela época, eu passava mais tempo trancada naquele quarto i****a do que em qualquer outro lugar da casa. Papai me entregou para André quando eu tinha quinze anos e foi quando conheci Aline — embora eu continue pensando que a caixa da mamãe pode ter todas as respostas que preciso — embora eu saiba onde poderíamos procurar. ‍ ‍
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