CAPÍTULO 06

1138 Words
ALONSO PASINI Assim que acaba a música, Layla pega na minha mão e me guia até a famiglia. Conforme andamos, percebo olhares curiosos, já que nenhum Pasini gosta de se mostrar em público com mulheres antes do casamento. Observo todos sentados. As senhoras sorriem para nós e os senhores estão sérios, como sempre, porém contentes com minha escolha. Ficando em pé, abraço a moça por trás. Estamos parecendo um casal de namorados, e apesar de achar isso estranho, tenho que admitir que é boa a sensação de ter alguém e pertencer a essa pessoa. Está tudo muito bem. Layla é engraçada e nós rimos muito com ela. Adoro seu modo zombeteiro de um jeito inocente. Até quando nos conta algo sério, faz todos rirem. Ela cruza e descruza as pernas, dando pulinhos, enquanto eu estou duro feito uma rocha. — Pare quietinha! Ou vai perder a virgindade ainda hoje. — alertei-a. Ela olha nos meus olhos e sorri. — Quero ver só essa ousadia quando tiver que falar com os senhores da Beijo da Morte. — Ri. — É, Alonso Pasini... Se me comer, vai ter que assumir isso para as duas máfias, a sua e a minha. É aí que a porca torce o r**o. — disse desconsoladamente. Suspiro, pensando que não terei como esconder do Matteo e do Douglas a m***a que fiz. Se quero Layla, terei que contar tudo. Eu não respondo nada e ela se cala, voltando a se remexer. — Estou de p*u duro. Pare quieta, p***a! — Eu já percebi. Acontece que estou quase fazendo xixi na calcinha. — confessou de forma acanhada. — Vá no banheiro! Eu vou junto. — avisei. — Não pode. — afirmou abismada. — Posso saber porque quer ir sozinha ao banheiro? O que pretende fazer lá sozinha? — Estou certo de que ela desperta bem mais do que t***o e ciúme em mim. — Você tem suas leis e eu tenho as minhas. Uma mulher da minha máfia só pode aceitar a companhia do homem que deseja se ele já pediu a mão dela à sua famiglia. E, pelo que eu saiba, nem sequer pretende namorar comigo. — Amanhã conversaremos sobre isso. Agora, vá até lá acompanhada de uma senhora! — Olho para elas em busca de ajuda e Darlene se põe de pé. — Eu vou com você, amiga. — ela falou animada. — Então, vamos logo! — Layla pediu apressadamente. — O c****e! — exclamei. Darlene passa por mim e eu agarro seu pescoço, apertando-o até estralar. Logo vejo as senhoras entrarem em pânico e ela esbugalhar os olhos. Enquanto isso, os senhores riem e as írises de Layla se enchem de lágrimas. — Não mate minha amiga! — ela pediu chorosa. — A sua amiga tem um p*u no meio das pernas, e p*u nenhum chega perto do que é meu. — falei sem pensar. Layla faz cara f**a. — Acontece que não sou um objeto. Sou uma mulher, e de respeito. — Percebi isso assim que a conheci e hoje, quando dançou para mim. — falei sem pensar outra vez. Layla demonstra arrependimento por ter dançado para mim ou comigo e eu solto Darlene, olhando para a pequena em minha frente. — Desculpe! — Indignado, olho para os senhores cuspirem os conhaques, pelo susto de me ouvirem pedir desculpa. — Depois conversaremos. — afirmou chateada. — Vou junto. — repeti. — Sei me cuidar. Ela segue até o banheiro e eu vou atrás dela. Puxo-a para o meu gabinete assim que entramos lá. — Vai no meu banheiro. — Eu gesticulo para a porta e ela entra lá. Acendo um charuto e, depois de alguns minutos, vejo-a novamente. Eu tento abraçá-la, mas a baixinha se esquiva de mim e sai porta a fora. Suspiro, sabendo que ela está zangada pelo que ouviu. Não poder tocá-la me causa uma sensação h******l e dói no meu peito. Saio dos meus devaneios quando ouço um barulho na porta. Ao averiguar o que aconteceu, constato Layla sendo empurrada. Ela está brava, discutindo com alguns homens. — Seus canalhas! — xingou. — Você é uma v********a. Todos sabem que Alonso Pasini só leva para o gabinete as vadias dele. — Solte-me! — pediu exasperada. — O que está acontecendo aqui? — perguntei irritado. — Esses homens acham que sou sua v***a e tentaram erguer meu vestido. — Chora. Eu a tomo nos braços e faço um sinal para os meus homens, que formam um círculo ao redor dos futuros defuntos. — Não sou v***a. Eu dancei para o capo porque estou apaixonada. — declarou. Ouvir isso me deixa atordoado. Já escutei algo do tipo de várias mulheres, só que tudo muda por ter vindo dela. Quando não respondo nada, ela me olha com mágoa. Sei que a baixinha esperava ouvir o mesmo de mim, mas acontece que não sei se, apesar do que estou sentindo, seria capaz de enganá-la até dar um fim na porcaria do noivado. — Vou levá-la até as senhoras. Espere-me lá, com elas! Vou cuidar desses idiotas. Ela olha em meus olhos. Adoro isso. — Alonso, vai m***r eles? — perguntou curiosa. — Vou. — limitei minha resposta. A pequena se cala e eu a acompanho até as senhoras. Ela se senta e não olha mais para mim. Depois me afasto, deixando todos ali, e os senhores logo vem atrás de mim, querendo saber o que aconteceu. Após dar uma explicação rápida, ouço Fred dizer o que pensa. — Quando matei por ciúme, era porque eu sabia dentro de mim que nunca permitiria que outro tocasse em Kalita. E, olhe como estou: casado e feliz. Assuma a Layla! Quando ela souber da Nivea, a c****a mexicana já estará morta ou, ao menos, seu paizinho já estará em nossas mãos. Só não demore para lhe tornar sua! Não se esqueça que a Beijo da Morte desaparece e aparece sempre, e que ela é um deles. Se a garota desaparecer por um tempo, quem vai se arrepender por não ter assumido um compromisso será você. — O que quer dizer? — Desconfio que ele saiba de algo a mais. — Quando uma mulher da máfia deles perde a virgindade, tem que se comprometer. Eles a mantém perto do escolhido. Ao contrário da Kalita, que não foi criada sob os costumes deles, Layla precisa ser pedida em casamento aos mais velhos. Ao contrário da nossa máfia, eles chegam a obrigar a mulher a aceitar o casamento, como fazem com os homens. É como a maioria das organizações fazem. — Quer dizer que se Alonso for o primeiro, eles terão que lhe conceder a mão dela? — Eric questionou, sem entender. — “Se” não. — afirmei, esmagando os punhos. — Serei o primeiro e único. — Sigo meu caminho, deixando todos para trás.
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