Kelly chegou em casa e encontrou o apartamento vazio. O silêncio dizia muito. Rafael ainda não tinha chegado. Ela respirou fundo, foi direto para o banho, tentando não pensar demais. A água quente caiu sobre seu corpo, relaxando os músculos e acalmando um pouco o coração. Depois, vestiu uma camisola confortável, deitou-se na cama e, sem perceber, adormeceu ali mesmo, com a televisão ligada em algum programa qualquer. Horas depois, Rafael entrou em casa. Largou a pasta no sofá da sala, tirou os sapatos e foi até o quarto. Ao encontrar Kelly dormindo, não resistiu. Sorriu levemente e se inclinou, deixando um beijo carinhoso na testa dela. — Ainda com os olhos fechados, ela murmurou: — São que horas? — Onze da noite... — respondeu ele, com a voz baixa. — Tá... — disse ela, ainda sem abrir

