A madrugada caiu pesada. A tempestade que se formava lá fora parecia ecoar o que acontecia dentro do hospital. O céu escuro era cortado por relâmpagos silenciosos, enquanto no corredor frio e iluminado artificialmente, Otávio caminhava de um lado para o outro, os olhos fixos na porta do quarto de Kelly. Keyla rezava baixinho no sofá, com as mãos entrelaçadas, tentando não chorar. Lá dentro, o ambiente era tenso. Kelly estava sedada parcialmente para aliviar a dor intensa que sentia na barriga. A equipe médica monitorava seus sinais vitais a cada segundo, ajustando doses, tentando equilibrar os batimentos, a pressão, a oxigenação. — Saturação caindo... — anunciou uma das enfermeiras. — Subam o oxigênio... vamos com calma... estabilizem os batimentos, ela ainda tá lutando — disse a médica

