O tôrreão que cercava a mansão onde os inimigos estavam escondidos parecia um labirinto de concreto e metal. Otávio, com seu colete tático manchado de poeira e suor, respirava fundo. Os olhos atentos buscavam qualquer movimentação. Ao seu lado, Amaral e mais quatro agentes estavam prontos para agir. — É agora. Vamos cercar pelos flancos. Ninguém sai vivo daqui, ouviram? — ordenou Otávio com firmeza. O tiroteio começou assim que a primeira granada de fumaça foi lançada. O som de tiros ecoava pelo lugar. Gritos, estouros, passos correndo. Otávio liderava a linha de frente, atirando com precisão, mas uma bala certeira atingiu seu ombro, fazendo-o cair para trás com dor. — OTÁVIO! — gritou Amaral, correndo para ampará-lo. O sangue escorria, mas ele não recuava. — Eu tô bem! Continuem! Acab

