— Amor… eu vou te levar pro apartamento onde cuidei de você, lembra? Lá é seguro. Você vai ficar lá com as crianças, tá? O Sombra e o Peixoto vão estar lá com você. Eles não vão deixar ninguém chegar perto de vocês, eu juro. Kelly respirou fundo, os olhos marejados. Não disse nada… apenas encostou o rosto no dele, buscando aquele último calor, aquele último refúgio. — Otávio… — ela sussurrou, com a voz trêmula — por favor, volta vivo. Volta vivo, por favor… Eu preciso de você. Eu… eu não vou conseguir cuidar dos nossos quatro filhos sozinha… Por favor. Otávio fechou os olhos por um segundo, tentando conter o nó na garganta. Então, puxou-a com carinho, encostou os lábios na testa dela e murmurou com toda a sua alma: — Eu vou voltar vivo, meu amor. Eu vou voltar pra você. Só… por favor…

