As semanas se arrastavam como uma tormenta silenciosa dentro daquela casa. Rafael tentava manter a convivência o mais leve possível, mas nada quebrava o muro que Kelly havia construído ao redor de si. Ela estava ali, presente… mas distante. Fria. Indiferente. E naquela noite, ele achou que talvez, só talvez, pudesse haver uma brecha. Kelly saiu do banho com os cabelos ainda úmidos, soltos sobre os ombros. Usava apenas um sutiã delicado e um short curto de dormir. Estava linda, natural, despreocupada — mas com o olhar ainda fechado. Rafael a observou com desejo, com saudade, com culpa. Se aproximou com cuidado, e com um tom suave, murmurou: — Nossa, meu amor… você tá tão linda… Ele tocou levemente a cintura dela, os dedos deslizando como se buscassem carinho. Tentava reacender a chama,

