Passaram-se alguns meses. A rotina parecia em paz, os dias seguiam leves e, aos olhos dos outros, Kelly e Rafael estavam bem. Sorrisos aqui, carinhos ali. Fins de semana em casa, viagens rápidas, almoços em família. Mas algo, devagarinho, começou a mudar. Rafael, com aquele jeito doce e calculado, começou a reaparecer. Não era como antes — pelo menos não na superfície. Agora ele era sutil. E esse era o verdadeiro perigo. Kelly, que agora trabalhava no escritório com Renata — sua melhor amiga e sócia — passava boa parte dos dias envolvida em reuniões, projetos, viagens curtas. E Rafael, como quem se preocupava, começou a mandar mensagens com frequência exagerada: “Chegou bem?” “Vai demorar pra voltar hoje?” “Quem estava naquela reunião com você?” “Você postou foto com Renata… mas só

