A viagem entre amigos

1696 Words
O fim de semana chegou e com ele a tão esperada viagem para a praia. Depois de muito planejar, os oito amigos alugaram uma casa grande, arejada, com piscina, varanda e bem pertinho do mar. O clima não podia estar melhor: sol, brisa leve e a animação de um grupo que só queria relaxar e se divertir. Chegaram de carro, com as malas no porta-malas e os corações prontos pra viver dias incríveis. Kelly desceu abraçada com Otávio, os dois rindo por qualquer coisa boba. Renata ajeitava o chapéu na cabeça, enquanto João, sorrateiramente, já soltava elogios. — Esse chapéu te deixou com cara de modelo de revista de verão. — ele disse, olhando com aquele sorriso de canto de boca. — Ah, para... — Renata respondeu, tentando disfarçar a risadinha, mas já corando. Isadora descia do carro quando Caio, carregando duas mochilas, comentou: — Tá preparada pra perder no vôlei hoje? — Eu? Nunca! Mas posso te ensinar a jogar, se quiser — respondeu ela com um olhar desafiador, e os dois se encararam com um sorrisinho malicioso. Luísa, por sua vez, arrumava os travesseiros no sofá da sala quando Leandro se aproximou com um copo d'água. — Dizem que a dona da organização merece um brinde — ele disse, estendendo o copo. — Que bom que você reconhece quem manda aqui — respondeu ela, com um sorriso firme e charmoso. Enquanto isso, Carla já chegou com seu jeito livre e debochado. Observando as trocas de olhares e flertes ao redor, soltou: — Ai, gente… vou ser a vela assumida dessa viagem mesmo, viu? Prefiro seguir na minha paz e deixar vocês trocando saliva. Vou pegar sol, comer bem e rir de vocês. Todos caíram na gargalhada. — E vai rir mesmo, porque a gente vai dar motivo! — disse Otávio, rindo alto. A primeira noite foi marcada por churrasco na varanda, música tocando na caixinha de som, conversas jogadas fora e muitos brindes com cerveja e refrigerante. Kelly estava sentada no colo de Otávio, deitada no peito dele, rindo das histórias malucas que Caio contava. Carla dançava com Isadora, enquanto João tentava ensinar Renata a fazer uma batida de morango. Luísa e Leandro ficaram um tempão conversando perto da piscina, enquanto trocavam risadas discretas. A energia era leve, íntima e cheia de possibilidades. Ali, naquela casa à beira-mar, o grupo se sentia como uma família — e entre a liberdade de Carla, os flertes que surgiam e o amor que se reconstruía entre Kelly e Otávio, era como se o tempo tivesse parado para dar lugar à felicidade simples e verdadeira. O dia amanheceu com o sol invadindo os quartos pela fresta das cortinas, o som do mar ao fundo e o cheiro de café fresco vindo da cozinha. Kelly e Otávio foram os primeiros a acordar, ainda abraçados, sorrindo um para o outro como se o mundo estivesse, finalmente, em paz. Um beijo lento, um carinho preguiçoso, e logo estavam prontos para mais um dia perfeito com os amigos. Depois do café da manhã coletivo — com direito a pão na chapa, ovos mexidos e muita zoeira —, todos desceram para a praia. Levaram cadeiras, guarda-sóis, caixas de som, e formaram aquele típico acampamento de jovens livres e felizes. Brincadeiras na água, vôlei de areia, fotos engraçadas e olhares discretos se cruzando por todos os lados. Num momento mais afastado, Isadora e Caio ficaram sentados juntos sob o guarda-sol, rindo baixinho de alguma bobagem. E, num instante de silêncio, ele se aproximou e deu um beijo nela. Suave, escondido, cheio de expectativa. Eles olharam pros lados, riram feito cúmplices, e voltaram a conversar como se nada tivesse acontecido — mas o brilho no olhar dos dois não deixava mentir. Já Leandro e Luísa não fizeram questão de esconder. No meio de uma conversa animada com todo o grupo, ele puxou Luísa pela cintura e tascou um beijo apaixonado nela, na frente de todo mundo. Um beijão de tirar o fôlego, daqueles de cena de filme. — Opa!!! — gritou João, rindo alto. — Olha como ele agarra ela! — Eitaaa, o clima esquentou! — brincou Carla, com sua cerveja na mão. — A Luísa vai sair com os lábios anestesiados! — zoou Caio, e todos gargalharam alto. A noite chegou com mais intensidade ainda. Uma fogueira foi acesa no quintal da casa, e as bebidas começaram a circular com força. Cerveja gelada, muito gin com frutas, risadas soltas e aquela sensação deliciosa de liberdade. As meninas se juntaram ao redor da fogueira, dançando entre si, sensuais, leves, provocantes — Kelly rodava os quadris em sintonia com a música, Isadora e Luísa riam ao tentar coreografias, enquanto Renata deixava os cabelos soltos voarem com o vento e o calor das chamas. Os meninos assistiam encantados, cada um hipnotizado por sua musa da noite. Otávio não tirava os olhos de Kelly, com um sorriso bobo no rosto. Caio mordia os lábios ao ver Isadora dançando de olhos fechados. Leandro se aproximava cada vez mais de Luísa, segurando a mão dela enquanto a puxava pra mais perto. E então, no meio daquele clima quente, João se levantou, atravessou o quintal e foi direto até Renata. Sem dizer nada, apenas a puxou pela cintura e beijou seus lábios com firmeza e desejo. — Ihhhhhh! — gritaram todos ao redor. — A noite vai ser quente, hein? — Carla brincou, dançando com sua taça de gin na mão. — Tô dizendo, só eu que vou dormir tranquila nessa casa! Risos, gritos e aplausos preencheram o ar. E a música seguiu, a fogueira estalando, os corpos suando e dançando em sincronia, as mãos se encontrando, os olhares se aprofundando. Naquela noite, a felicidade explodiu em forma de liberdade, sensualidade e amor jovem. Era o tipo de memória que nenhum deles jamais esqueceria. A madrugada caiu quente, mesmo com a brisa do mar tocando suavemente os corpos aquecidos. Um a um, os casais foram se dispersando pela casa grande alugada, carregando nos olhos o desejo represado e os sorrisos cúmplices. Otávio e Kelly foram os primeiros a subir. Ele segurava sua cintura enquanto subiam as escadas, e quando entraram no quarto, fecharam a porta e se encararam por um instante. Kelly tirou a blusa devagar, como se estivesse se despindo também das mágoas do passado. Otávio se aproximou, roçando os dedos por sua cintura, os olhos fixos nos dela. — Você tá cada dia mais linda — sussurrou ele, encostando a testa na dela. — E você é o meu lar — respondeu, antes de puxá-lo pela nuca e beijá-lo com intensidade. Na cama, os dois se exploraram como se fosse a primeira vez. As mãos dele deslizavam pelas curvas dela com fome e ternura. A língua dele encontrou o ponto mais sensível entre suas pernas, fazendo-a gemer baixinho, puxando os lençóis. As posições mudavam conforme o ritmo do desejo — de frente, de lado, de costas, cada investida mais profunda e molhada que a outra. No final, ela deitada sobre o peito dele, acariciando seu abdômen, os dois ofegantes, apaixonados e saciados. Luísa e Leandro estavam no quarto ao lado. Ela tirava a maquiagem na frente do espelho enquanto ele encostava na porta, observando-a com um sorriso malandro. — Não precisa tirar isso tudo, eu gosto desse seu jeitinho bagunçado — disse ele, se aproximando por trás, segurando sua cintura. Luísa riu, virando-se de frente, puxando-o pela camisa. — Então vem ver de perto. Se beijaram com urgência, os corpos colados. Leandro a levantou e a colocou sobre a cômoda, abrindo sua blusa e beijando seus s***s com vontade. Ela enlaçou as pernas na cintura dele, puxando-o mais pra perto. Quando chegaram à cama, Luísa tomou o controle, montando sobre ele, rebolando devagar, os olhos nos dele. Gemidos graves dele se misturavam aos sussurros dela. Foram várias posições, até que dormiram abraçados, exaustos e sorridentes. Caio e Isadora estavam mais tímidos. No quarto do fundo, deitaram-se primeiro apenas de conchinha, rindo sobre o beijo roubado mais cedo. — Você beija bem demais — ela disse, com a voz manhosa. — Só porque você me deixa nervoso — ele confessou, acariciando os cabelos dela. O beijo começou ali, lento e doce. A mão dele percorreu o corpo dela com cuidado, abrindo espaço, sentindo cada parte. Isadora gemeu baixinho quando ele a tocou com os dedos entre as pernas, e logo ela retribuiu, puxando sua cueca devagar, provocante. A primeira vez deles foi lenta, com olhares, sorrisos e toques suaves. Caio a penetrava devagar, observando cada expressão dela, respeitando cada movimento. Terminaram ofegantes, abraçados, com o corpo colado, e os corações acelerados. João e Renata, por outro lado, foram pura intensidade. Desde o beijo na fogueira, já subiram pro quarto com pressa. Ela se jogou na cama, rindo, e ele tirou a camiseta no meio do quarto, jogando longe. — Você não sabe o quanto eu queria fazer isso há semanas — ele falou, já se ajoelhando aos pés da cama e tirando o short dela com os dentes. Renata jogou a cabeça pra trás, rindo e gemendo. João foi direto ao ponto, usando a língua com maestria, fazendo Renata se contorcer de prazer. Depois, ele subiu pelo corpo dela, beijando tudo, e a penetrou com força, segurando seus pulsos acima da cabeça. Mudaram de posição, ela por cima, depois de lado, depois de bruços. Era desejo acumulado e agora liberado com gosto. No fim, caíram juntos na cama, suados, rindo e trocando selinhos. Carla, por sua vez, estava na varanda, com uma taça de gin na mão, ouvindo música no fone e vendo as estrelas. — Ainda bem que sou solteira. Eu me basto — disse em voz alta, rindo sozinha, depois gritando pra dentro da casa: — Se alguém gritar de novo, vou bater na porta com balde de água gelada! E os gemidos começaram a sair pelos quartos. Carla riu tanto que quase derrubou a taça, rolando de rir sozinha com a paz dela. A madrugada terminou com a casa em silêncio, exceto pelos sussurros de amor entre os casais, os corpos enlaçados, e os corações leves. Era só o começo de um fim de semana inesquecível.
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