viagem com amigos (2)

1559 Words
Na manhã seguinte, a casa estava com cheiro de café, pão tostado e risadas soltas no ar. A galera ia acordando aos poucos, ainda com os corpos cansados, marcas dos amassos da noite anterior, camisetas largas, cabelo bagunçado e aquele sorrisinho de quem teve uma noite inesquecível. Carla já estava sentada na mesa, de pernas cruzadas, tomando café com uma expressão debochada e um olhar afiado. — Olha, eu pensei seriamente em jogar um balde de água gelada em cada um de vocês — disse ela, dramática. — Porque sinceramente… não é porque eu sou a vela oficial que vocês têm que esfregar TANTO na minha cara! O Caio começou a rir alto, quase cuspindo o suco. — Relaxa, Carla! A culpa não é nossa se o clima tava… como posso dizer… bem quente — provocou, dando uma piscadinha para Isadora, que fingiu esconder o rosto, rindo. — Eu avisei que você ia sentir! — disse João, tirando onda, com os cabelos ainda bagunçados da noite com Renata. — Não espanta não, amiga, não espanta não — Kelly falou, com um sorriso sapeca, preparando um misto quente. — Hoje mesmo eu arrumo um surfista saradão pra você. Bronzeado, cheiroso, que saiba pegar mais que onda… — Conta comigo! — Renata disse, levantando a mão como quem faz juramento. — A gente vai caçar alguém à sua altura! Carla revirou os olhos e deu uma mordida no pão: — Ai, parem. Eu tô de boa, gente… não quero ninguém não. — Uhum, sei… — Isadora falou com deboche. — Até aparecer um tatuado com sotaque carioca falando no teu ouvido… Todos começaram a gargalhar. Leandro entrou na cozinha com Luísa no colo, fazendo palhaçada, e gritou: — Bom dia, casal oficial do prêmio “melhor pegação na fogueira”! — Ei! Esse prêmio é nosso! — gritou João, abraçando Renata por trás, e começou uma pequena “disputa” na brincadeira, onde cada casal ficava se gabando das trocas de olhares, beijos e danças quentes da noite anterior. Otávio apareceu com Kelly e já beijou a testa dela. — Se tiver prêmio pra quem dança melhor de casal, a gente leva. Kelly riu e deu uma reboladinha de leve, arrancando aplausos da mesa. O clima era leve, cheio de brincadeiras, zoeiras, afeto e amizade verdadeira. Enquanto todos tomavam o café, já estavam animados com os planos pro dia: praia, jogos, trilha e mais diversão. E Carla, mesmo sendo a "vela oficial", não parava de rir e se divertir. A verdade é que, com aquela galera, ela nem sentia falta de ninguém. Mas… quem sabe o destino não mandaria uma surpresa ainda naquele fim de semana?. O sol já brilhava forte quando o grupo chegou à praia. A areia clara queimava levemente os pés, e o mar azul parecia convidar para um mergulho. As meninas estavam simplesmente deslumbrantes — todas com biquínis lindos, sensuais, que atraíam olhares de todos os lados. Kelly usava um biquíni vinho cavado, o tecido colado no corpo bronzeado e as alças finas deixando suas curvas à mostra. Renata estava com um modelo preto de argolas douradas, com decote generoso e cintura marcada. Luísa escolheu um biquíni lilás neon, cavado e com amarrações nas laterais, valorizando ainda mais seu corpo torneado. Isadora usava um modelo verde-esmeralda tomara que caia, com a calcinha estilo fio. Carla, mesmo dizendo que não queria paquerar, arrasou com um biquíni branco de crochê, ousado, que deixava as costas praticamente nuas. Do lado dos meninos, os olhares eram inevitáveis. E os ciúmes também. Eles tentavam disfarçar com brincadeiras, mas estavam hipnotizados. — Na moral, — disse João, virando para Otávio enquanto olhava para Renata nadando — eu não tenho nem palavras. A Renata é maravilhosa. Eu demorei um ano pra chegar nela... e olha o que eu tava perdendo. Otávio riu, encostado na prancha, observando de longe a sua Kelly, que ria com as amigas na água. — Eu falava isso o tempo inteiro pra vocês. Vocês bancavam os durões, e agora tão aí, babando. — Babando mesmo, — respondeu Caio, olhando Isadora mergulhar. — Por que a gente demorou tanto, hein? Leandro, com uma latinha de cerveja na mão, completou: — Mano, eu e a Luísa então... Devíamos levar um prêmio de bananas. Três mulheres daquele nível... e a gente enrolando? Ainda bem que chegamos antes de outros chegarem, né? Os quatro gargalharam, brindando suas conquistas, todos encantados com suas meninas. Enquanto isso, as garotas nadavam e brincavam na água, rindo, se molhando e jogando água umas nas outras. Foi quando, de repente, passou um homem na areia: alto, moreno, tatuado, com uma prancha embaixo do braço, olhos claros e sorriso doce. Usava uma sunga preta baixa, mostrando o abdômen definido. — Olha ali, amiga... — sussurrou Luísa para Carla, cutucando o braço dela. — É o teu tipo. Do jeitinho que você precisa. — Vai, garota! — incentivou Kelly. — Quem sabe você não tem uma noite especial hoje, hein? Isadora e Renata riam. — Olha, menina, não dá mole não! Carla, tentando disfarçar, disse: — Ai, para! Eu sou a vela oficial, lembra? Quero paz. — Paz? Nada! — brincou Renata. — Você vai é pegar esse surfista! A gente te cobre. As meninas empurraram ela de leve, rindo e incentivando. Com uma mistura de vergonha e ousadia, Carla foi. Passou a mão no cabelo, ajeitou o biquíni e se aproximou do surfista. Eles trocaram olhares, sorrisos. Ele foi receptivo. A conversa começou tímida, mas logo os dois estavam rindo como velhos conhecidos. Enquanto isso, as meninas olhavam de longe, dando pulinhos e comemorando como se fosse gol de final de campeonato. As meninas saíram do mar como se estivessem desfilando num comercial de verão. Os cabelos molhados escorriam pelas costas, os biquínis colados desenhavam cada curva com perfeição, e os sorrisos provocantes só deixavam tudo ainda mais irresistível. Os meninos, sentados nas cangas, babavam literalmente, com os olhos vidrados como se estivessem vendo uma miragem no deserto. — Ah ... ainda bem que são todas nossas né? — disse o Otávio, com um sorriso safado, — Nem me fala, irmão — respondeu o João, olhando a Renata com um brilho nos olhos. — A minha kelly é um espetáculo. Essa mulher deveria estar em outdoor disse Otávio! — Ah, a minha Renata é de tirar o fôlego, olha isso... — completou, enquanto ela andava na direção dele, provocando. — A Isadora é minha. Minha e só minha! — disse o Caio, já ajeitando o boné e passando a língua nos lábios. — Eu fico b***a com ela, parece uma sereia. — E a Luísa, então? — comentou o Leandro, abanando o rosto com a toalha. — Gente, na moral, essa mulher me mata e me ressuscita todo dia. — A gente tá feito, hein? — riu o Otávio. — A praia tá linda, mas nenhuma delas perde pra essa paisagem. Eles riram entre si, jogando piadinhas e se cutucando, enquanto as meninas se aproximavam com sorrisos safados e andares que sabiam exatamente o que estavam causando. Era impossível disfarçar: ali tinha desejo, orgulho e uma paixão que transbordava até nos detalhes. As meninas já estavam bem perto, cada uma na frente do seu par, com sorrisos maliciosos e olhares que diziam tudo. Eles já estavam no limite, a excitação escorrendo em cada gesto, em cada suspiro contido. Renata olhou para o João com aquele brilho de quem sabe o efeito que causa e deslizou as mãos no abdômen dele, Ele engoliu seco, os olhos grudados nela, cheio de desejo Luísa deu um passo pra frente, sentado do lado do Leandro, agarrando o pescoço dele com carinho Ele sorriu safado, deslizou as mãos pelas coxas dela, apertando e sentindo o corpo quente e molhado. Isadora não perdeu tempo e se jogou no colo do Caio, abraçando ele com força e mordendo o lóbulo da orelha dele, ele Sussurrou no ouvido dela com voz rouca: — Se você sair do mar mais uma vez assim, eu juro que te agarro ali mesmo no quiosque. Isadora cerrou os dentes, tentando não deixar o calor subir demais, mas não conseguiu esconder o sorriso maroto: Já Kelly, com aquele jeitinho provocante, se jogou na canga ao lado do Otávio, tirando a água do cabelo e sorrindo de lado. Ele passou os dedos devagar pelas pernas dela, demorando em cada toque, e murmurou: — Se você soubesse o quanto eu tô me segurando... — Se segura até mais tarde — ela respondeu, mordendo uma fatia de fruta com um olhar cheio de desafio. Foi então que todos olharam para o mar e congelaram: Carla estava lá, coladinha num surfista alto, bronzeado, tatuado, com aquele sorriso safado que fazia o coração bater mais forte. Eles se beijavam intensamente, como se o resto do mundo não existisse. Kelly soltou uma gargalhada e falou: — Eu sabia! A vela da turma já virou fogueira! Ontem à noite, ouvindo a gente aqui, ela decidiu que não ia ficar só na vontade! As meninas caíram na risada, e Renata completou: — Ainda bem! Luísa abanava a canga fingindo calor: — Gente, essa praia tá pegando fogo, viu? Isadora gritou pra água: — Vai, Carla! Mostra pra ele o que é mulher quente! E entre risadas, provocações e olhares que queimavam, todos sabiam que aquela tarde ainda ia ser inesquecível.
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