As meninas se levantaram com aquele ar de missão em grupo.
— “Bom, agora é com vocês, viu?” disse Renata, rindo.
— “Escolham aí um filme que vocês querem assistir enquanto a gente vai fazer o almoço.” completou Luiza, pegando a Kelly pela mão.
— “Mas ó... depois a gente volta pra sessão de terror, tá?” avisou Isadora com um sorrisinho m*****o.
Os meninos vibraram com a liberdade temporária e logo começaram a discutir qual seria o escolhido.
— “Tropa de Elite, p***a!” gritou João animado.
— “Esse é brabo demais! Bota aí!” completou Otávio já se ajeitando no sofá.
Enquanto isso, as meninas seguiram animadas pra cozinha, conversando e rindo.
— “Vamos fazer aquele filé de frango à milanesa?” sugeriu Kelly e Carla.
— “Com purê de batata, arroz branco e salada?” completou Renata já pegando os ingredientes.
— “E pra sobremesa… pavê!” disse Luiza.
— “De chocolate?”
— “E de maracujá com chocolate também!” respondeu Isadora, já separando os potes.
Na sala, os meninos já estavam entregues ao filme, vibrando com cada cena de ação.
— “Pede pra sair! Pede pra sair!” gritou joao imitando o Capitão Nascimento.
Enquanto isso, na cozinha, o cheiro bom já tomava conta da casa. As meninas preparavam tudo com capricho, trocando risadas e de olho na próxima zoeira pra hora do almoço.
o Tropa de Elite rolava solto na TV, os meninos estavam simplesmente possuídos pelo espírito do Batalhão de Operações Policiais Especiais.
Otávio se levantou do sofá com o dedo em riste, peito estufado, e soltou a imitação clássica:
— “Pede pra sair! Pede pra sair!
_ Coloca na conta do Papa!”
Todos caíram na gargalhada, até baterem palma.
— “Você tá de s*******m comigo, recruta?” continuou Otávio, já encenando como se fosse o próprio Capitão Nascimento.
Na hora que apareceu a cena em que o Capitão fala “Meu filho, eu posso revistar sua casa”, Otávio não perdeu tempo. Virou direto pro João:
— “Ô João, meu filho... eu posso revistar sua casa?” com aquela cara séria que não durou nem dois segundos, porque todo mundo explodiu de rir.
As meninas, da cozinha, só observavam aquilo de longe enquanto mexiam o purê e temperavam a salada.
— “Eles são demais, viu?” disse Luiza com um sorriso.
— “Se divertem mais que criança!” comentou Renata.
— “Ah, o Otávio ama esse filme,” disse Kelly, rindo enquanto olhava pela porta da cozinha.
E aí foi a vez do Leandro brilhar. Quando cercaram o Baiano...
— “Na cara... NA CARA NÃO!pô NA CARA NÃO Pra não estragar o velório!”
Mais gargalhadas. João caiu no chão de tanto rir,Caio se engasgou com o refrigerante, e até o Marcos, que era o mais quieto, estava se dobrando no canto do sofá.
A alegria era tanta que até o purê quase desandou de tanto que as meninas se distraiam com as palhaçadas da sala.
— "Agora bota aquele da colombiana! Vamo seguir no ritmo!"
Filme novo na tela. Primeiras cenas de ação e tensão, todo mundo vidrado. Foi aí que João soltou alto:
— "Porra... a mulher é braba!"
— "A mulher é braba, filho!" completou Otávio, totalmente envolvido.
De repente, Kelly chegou por trás do sofá, abaixou-se, beijou o pescoço do Otávio e sussurrou com um sorriso malicioso:
— "Eu sou mais."
Otávio, sem perder tempo, virou pra ela e falou rindo:
— "Porra... pior que é verdade."
E já puxou ela pra um beijo daqueles de parar o tempo.
O pessoal ficou em choque por um segundo e depois explodiu em zoeiras:
— "Eita!"
— "Alguém dá pause nesse casal aí!"
— "Tão querendo fazer parte do filme é?"
— "Gente..." disse Luiza rindo, com as mãos na cintura.
— "Hora de pausar o filme pra gente almoçar, né?"
os rapazes pausaram o filme e foram direto pra mesa, com os olhos brilhando pelo cheiro maravilhoso que vinha da cozinha.
Na mesa estava servido um banquete: filé de frango à milanesa douradinho, acompanhado de purê de batata cremoso com molho branco por cima, arroz branco soltinho, uma salada de alface bem temperadinha, e duas opções de pavê na sobremesa: chocolate e maracujá com pedacinhos crocantes de chocolate por cima.
Otávio foi o primeiro a comentar, pegando um pedaço do frango:
— “Na moral, esse milanesa aqui tá no ponto, crocante por fora e macio por dentro. Parece que foi feito com carinho de mãe!”
As meninas sorriram satisfeitas, e Luiza respondeu:
— “A gente caprichou mesmo, né meninas?”
Kelly riu e completou:
— “Não falei que eles iam se apaixonar pela comida?”
Leandro já com a boca cheia do purê disse, quase emocionado:
— “Esse purê de batata com molho branco tá surreal. Derrete na boca! E esse molhinho… vocês jogaram noz-moscada? Porque tá gourmet demais!”
As meninas se entreolharam, orgulhosas, e Isadora respondeu:
— “Jogamos, sim. Sabia que vocês iam reparar!”
João apontou pro arroz:
— “Agora esse arroz branco... tá soltinho, no grau! Não gruda um grão no outro. É talento, viu?”
Marcos completou, experimentando a salada:
— “E essa saladinha? Refrescante, leve, bem temperada. Casou direitinho com o frango. Tá tudo equilibrado aqui, digno de restaurante cinco estrelas.”
As meninas riam cada vez mais.
Caio, já olhando os pavês na travessa, murmurou:
— “E ainda tem pavê… de chocolate e de maracujá com crocante por cima? Não é possível, vocês são chefs disfarçadas!”
Otávio, com os olhos arregalados, pegou uma colherada do pavê de chocolate e disse:
— “Mano do céu, esse aqui… tá cremoso, geladinho, doce na medida. Eu podia viver de pavê!”
Leandro, pegando o de maracujá, comentou:
— “Esse aqui tá com o azedinho perfeito, e esse crocante aqui em cima… vocês usaram o quê?”
Renata riu:
— “Segredo de chef!”
Todos gargalharam enquanto comiam, repetindo o prato e enchendo os olhos com cada colherada da sobremesa.
João brincou:
— “Se for assim todo final de semana, vou virar fã do filme e da comida!”
Enquanto todos ainda saboreavam a sobremesa e se enchiam de elogios, as meninas se entreolharam, rindo, e Kelly soltou:
— “Isso aí é só fome. Vocês estavam era morrendo de fome, por isso estão elogiando tanto.”
Renata completou com um sorriso maroto:
— “Exatamente, qualquer coisa quente e com sal já deixaria vocês assim!”
Os meninos riram, mas Otávio respondeu de boca cheia:
— “Pode ser a fome também… mas vocês capricharam, capricharam pra valer. Tá tudo delicioso!”
Caio assentiu com a cabeça, passando o guardanapo nos lábios:
— “Isso aqui não é só fome não, é talento mesmo.”
Luiza apontou o dedo, brincando:
— “Ó, não se acostumem não, tá? Isso é só pra vocês saberem que a gente sabe cozinhar. Saber, a gente sabe… a gente só não faz sempre, né?”
Isadora riu:
— “Exatamente! Não confundam habilidade com obrigação!”
Os caras se entreolharam, desconfiados, e Leandro soltou:
— “Hum... sei não. Tão com esse discurso de quem tá querendo sair pra jantar amanhã.”
João, com aquele tom debochado de sempre, reforçou:
— “Típico de quem tá armando alguma coisa.
Marcos, rindo, provocou:
— “Vocês não disseram que queriam passar o dia todo no cinema?”
As meninas, em perfeita sintonia, responderam uma por uma, como se já tivessem combinado:
— Kelly: “Sim, hoje a gente quer o dia inteiro no cinema.”
— Renata: “Mas amanhã… a gente quer jantar fora!”
— Isadora: “Bem bonitinho, bem arrumadinho, nada de lanche!”
— Luiza: “Então já podem pensar com carinho, tá? Um restaurante legal, reservar direitinho e preparar o cartão.”
Todos caíram na gargalhada, e Otávio ergueu as mãos, rendido:
— “Já entendi! Um almoço incrível hoje… e uma conta gorda amanhã. Tá justo!”
João completou com um sorriso:
— “Quem mandou a gente se apaixonar por chefes e rainhas do drama ao mesmo tempo?”
A mesa ficou só risadas e brincadeiras, com aquele clima leve, de amizade e parceria que só grupos unidos conseguem ter.