A música vibrava como um soco no peito, e as luzes da balada cortavam o ar como lâminas de neon. As cinco amigas estavam no auge da diversão, rindo alto, dançando sem parar, bebendo sem culpa e com o coração leve — a vingança estava sendo servida gelada e deliciosa.
Carla, rindo, com a maquiagem impecável mesmo depois de horas de dança, olhou o celular e gritou por cima da batida eletrônica:
— Meninas, já são três e meia da manhã... tá na hora, né?
Luísa deu um gole no drink e gargalhou com deboche:
— Tá na hora p***a nenhuma! Eles que esperem! — e apontou pro copo. — Tá na hora é de mais um shot!
Renata, com os olhos brilhando de adrenalina, completou:
— Ainda nem fiquei bêbada! Eu só saio daqui cambaleando! Eles vão engolir essa com gosto!
Todas gargalharam, e Carla revirou os olhos, tentando conter o riso.
Foi quando Isadora, se apoiando no balcão do bar, levantou o copo e gritou:
— Relaxa, Carla! Isso não é mais sobre eles. Isso aqui é pela gente! Daqui eu só saio tropeçando e rindo!
— E se possível... vomitando no tapete da sala! — gritou Kelly, fazendo todas explodirem em risadas enquanto viravam mais uma rodada de gim.
Elas estavam deslumbrantes, exalando confiança, liberdade e vingança bem feita. O gosto da reviravolta era doce e inebriante. Naquela noite, elas eram o centro do mundo.
Enquanto isso, na casa dos meninos, o clima era de guerra, fúria e ciúme fervendo nas veias.
Leandro andava de um lado pro outro, com o celular colado na orelha:
— Não é possível! Eu vou ligar de novo! Cadê elas, p***a?!
— Já são quase quatro horas da manhã! Elas sumiram! — gritou Caio, batendo a mão na parede com força. — Que merda, velho! Que merda!
Otávio jogou o celular no sofá, bufando:
— A gente passou dos limites, mano... fudeu.
João se virou com raiva:
— Você acha?! Você que botou pilha nessa p***a toda! Agora olha onde a gente tá!
— Não fode, João! — retrucou Leandro. — A ideia foi de todos! Tu também tava rindo e escrevendo bilhetinho!
Otávio levantou puto, os olhos cheios de ódio:
— Cês acham que dá pra jogar a culpa toda em mim agora?! Vocês tão de s*******m?!
O clima explodiu.
Até que Marcos se colocou no meio, com o olhar firme e a voz seca:
— CHEGA. Parem com essa palhaçada.
Todos calaram.
— Elas erraram indo pra praia, mas vocês surtaram. Vieram com essa baboseira de vingança, saíram escondidos achando que estavam abalando. Agora elas tão dando o troco e vocês tão aqui, desesperados, babando de ciúme e raiva. Aguenta.
Silêncio.
— Agora vocês vão sentar o cu no sofá e esperar. Elas tão se vingando? Sim. Tão fazendo com gosto. E com razão. Vocês começaram essa merda. Eu avisei.
Os quatro ficaram mudos, roendo as unhas, cheios de ódio, raiva e ciúmes transbordando, sem conseguir parar de olhar pro relógio. O tempo parecia zombar deles.
Enquanto isso… na balada, as meninas brindavam mais uma vez, gargalhando alto, os olhos brilhando de liberdade.
— Elas tão surtando agora, certeza. — disse Luísa, rindo.
— Deixa eles sentirem o gosto do que fizeram. — respondeu Kelly. — Agora é a nossa vez de se divertir. E de se vingar com classe.
E viraram mais uma rodada.
A noite era delas. E o troco... estava só começando.
As luzes da balada já piscavam mais lentas, os copos se acumulavam no balcão e o cheiro forte de álcool e suor dominava o ambiente. As meninas riam sem parar, virando shot atrás de shot de gim, os olhos brilhando de euforia e vingança.
Kelly, com o batom borrado e a taça na mão, gritou:
— MAIS UMA RODADA, p***a!
— Vocês vão cair! — riu Carla, observando as amigas cambaleando. — Cinco e meia da manhã, e vocês m*l se aguentam em pé.
Kelly levantou o copo, encarando Carla com orgulho bêbado:
— Eu aguento mais uma!
Mal terminou de falar e desabou no chão.
— Ok, eu não aguento nada. Vambora! Tô pedindo o carro.
O carro chegou e Carla, a menos bêbada, foi colocando cada amiga dentro do carro como se fosse um jogo de empilhar bonecas bêbadas. Elas chegaram em casa pouco depois das seis da manhã, despencando de tanto rir, todas gritando dentro do carro:
— Essa noite foi do caralhhoooo!
Do lado de fora da casa, os meninos ouviram o barulho do carro e as risadas altas. Saíram um por um, com as caras fechadas de raiva e ciúmes fervendo no peito.
Carla apenas olhou e disse com calma provocativa:
— Não falem nada.
Começou a tirar as amigas do carro uma a uma. Elas estavam com vestidos curtos, maquiagem borrada, e totalmente descompensadas.
De repente, Luísa caiu no chão.
— Opa! Escorreguei!
Isadora correu para ajudar, mas caiu junto:
— Calma, amiga! Eu te ajudo!
Renata, rindo tanto que m*l respirava, apontou:
— Meu Deus, vocês estão m*l, hein!
E caiu também.
Kelly, segurando o vestido com dificuldade, avisou:
— Eu não vou abaixar. Juro por Deus, se eu abaixar esse vestido rasga.
Todas explodiram em gargalhadas, e os meninos continuavam parados, sem saber se socavam a parede ou choravam.
Marcos foi o primeiro a se mover. Se aproximou de Carla, a beijou e perguntou:
— Tá tudo bem?
— Tô sim. Não bebi muito. Só deixei elas extravasarem. Se nós cinco tivéssemos entrado bêbadas no carro, ia dar r**m.
Renata gargalhou:
— Ia mesmo! Aquele cara não parava de olhar pra mim, nem pra Kelly!
— E você acha isso bonito, Renata?! — gritou João puto.
— Claro! Olha esse vestido! Tô uma perfeição!
As meninas gritaram de tanto rir, e Kelly completou:
— Ai, quero beber mais, preciso!
— Nem mais uma gota! — esbravejou Otávio.
— Tá vendo, Carla?! Eu disse que era pra me deixar beber mais! Agora me trouxe de volta pra esse chato! — disse Kelly, apontando pro namorado.
— Chato?! Eu sou chato agora, Kelly?! — Otávio abriu os braços, incrédulo.
— Sim! Chato sim! Você só quer me prender! Me deixa beber, p***a! Daqui cinco dias eu volto a ser a nerd centrada do campus. Ser perfeitinha o tempo todo cansa pra c*****o! Agora eu quero curtir! — e caiu no chão.
Isadora, que já estava caída, a abraçou:
— Aí, nem fala, amiga. Não quero voltar pras aulas não. Aquela professora com cara de m*l comida só sabe infernizar a nossa vida.
Luísa, cambaleando, gargalhou:
— Vamos comprar um consolo pra coitada, ela tá precisando!
E vomitou em cima delas.
— p***a, LUÍSA! — gritaram Kelly e Isadora ao mesmo tempo.
— Vocês disseram que queriam chegar vomitando… bom, eu já inaugurei!
E mais uma rodada de risos histéricos tomou conta do quintal… até que o cheiro fez todas vomitarem em sequência.
Os meninos colocaram as mãos no rosto, completamente vencidos.
— Beleza, a gente errou... mas vocês passaram do ponto! Olha o estado de vocês! — disse Caio.
— Ih, lá vem o sermão… — respondeu Isadora, rindo.
Uma por uma, elas começaram:
— A gente já sabe! Tem que ser as perfeitinhas, obedecer vocês, fazer tudo certinho…
— Não pode ir sozinha, não pode isso, não pode aquilo… — completou Kelly.
— Quer saber? A gente CANSOU, p***a! — gritou.
— Isso aí! — disse Renata, vomitando de novo.
Luísa, ainda lambuzada, lamentou:
— p***a, esse vestido foi caro e olha como tô!
Kelly gargalhou e vomitou por cima de novo.
— Ai, que merda! Esse gim tá corroendo meu estômago!
— Também, a gente não comeu nada! Só bebeu! — disse Isadora.
— Eu disse que era pra tomar cerveja! Tres garrafas de gim podiam ser cinco baldes de cerveja! — completou Renata, rindo.
— p***a, aí eu estaria aqui entao! — disse Kelly, caindo denovo enquanto segurava a barriga.
As outras Tentaram ajudar ela levantar, mas todas caíram de novo.
Os meninos se aproximaram e disseram:
— Chega, né? Banho e cama!
— Blá-blá-blá… — murmurou Renata, caindo de novo.
João a levantou:
— Para de birra, olha o seu estado.
Kelly, com os olhos meio fechados, falou alto:
— Se preparem! Uma vez por mês vocês vão ver a gente assim.
— Isso! Um relacionamento não é prisão. A gente vai sair, beber, fazer o que quiser… e vocês também! — completou Isadora.
Otávio pegou Kelly no colo e sussurrou:
— Como você quiser. Agora deixa eu te dar um banho.
— Ah... pedido assim eu não resisto …
E vomitou nele.
— Iiiiih! Chuva de prata, amor! — gritaram as meninas, rindo até chorar, entrando cada uma no colo dos seus namorados, cambaleando, sujas, e completamente vingadas.