Letícia Narrando Passei a manhã inteira na ONG. Desde cedo resolvendo um monte de burocracia que ninguém imagina que existe quando olha o trabalho de fora. Papelada, prestação de contas, responder e-mail, organizar agenda de atendimento, essas coisas que parecem pequenas, mas quando junta tudo vira um caos. Eu tava sentada na minha mesa revisando um documento quando meu celular vibrou. Era a Milene. Abri a mensagem. — A prima do meu pai chegou. Franzi a testa. — Já? Ela respondeu na hora. — Já. Logo depois ela mandou uma foto. Abri. Só dava pra ver um pedaço da mulher. A foto tava meio torta, claramente tirada de longe. O que mais chamava atenção era o cabelo. Loiro. Mas não era loiro comum. Era aquele loiro bem amarelo, quase dourado demais. Fiquei olhando a imagem. — Ca

