Meu sangue já tava fervendo antes mesmo de entrar. Abri a porta do carro com força e desci. — Calma, Mi — o Pablo falou atrás de mim. — Calma, nada. O cheiro de cerveja, fritura e cigarro bateu na cara na mesma hora. O salão tava cheio de gente dançando, e bem no meio tinha umas velhas rebolando como se estivessem em baile de vinte anos. Foi aí que eu vi uma loira que eu nunca tinha visto antes. Alta, cabelo claro, rodando no meio delas toda animada. — Deve ser a dita cuja. — murmurei. A tal da prima. Olhei pro lado… E lá estava meu pai. Sentado numa mesa, cerveja na mão, conversando com os caras como se nada estivesse acontecendo. Como se não tivesse uma mulher em casa esperando por ele. Senti o estômago virar. Caminhei direto até o balcão. A Jura me viu na hora. — Opa, Mi

