Coringa Narrando — Püta que pariu… Minha filha entrou igual um furacão. Olhou pra mim, olhou não, me fuzilou. Nem falou comigo. Já foi direto no balcão da Jura. Eu fiquei só observando de longe. Ela encostou no balcão e falou alguma coisa que eu não ouvi direito por causa da música. Mas dava pra ver pela cara da Jura que não era coisa boa. Depois eu ouvi. — Tá na hora de fechar! A música tava alta, mas mesmo assim deu pra escutar o tom dela. Eu passei a mão no rosto. — Começou. A Jura tentou falar alguma coisa, mas a Milene repetiu mais alto. — Já tá tarde. Tá incomodando! Eu fiquei olhando. Ela tava pistola. A Jura acabou desligando o som. O bar inteiro começou a reclamar. Eu já sabia que aquilo ia dar mërda, conheço a minha filha. Milene já veio pra cima de mim, querend

