Romano Narrando Eu juro que às vezes eu acho que trabalhar pro Coringa é pedir pra viver no meio de novela mexicana com tiroteio no final. Porque o maluco arruma as tretas dele, e quem sobra pra limpar a bagunça somos nós. Eu tava tentando fazer tudo normalizar, ainda quando aquela confusão toda começou. A Lu, voou na Sol igual um furacão. Quando eu vi já tinha soco voando, cabelo sendo puxado, gente gritando e o pagode parando de novo. Quando a gente conseguiu separar, a prima do Coringa tava só o bagaço. Lábio aberto, cabelo todo bagunçado, cara inchando rápido, parecia que tinha passado dentro de um liquidificador. Eu respirei fundo e falei: — Carälho, olha o estado da criatura. Ela tava meio zonza, cambaleando. Então fiz o que dava pra fazer. Arrastei ela pro carro. — Anda

