— Bora — falei seco. Ela veio andando atrás de mim, meio mancando, meio dramatizando. Entramos no carro e eu dei partida. No caminho inteiro ela não calou a boca. — Cadê o Alexandre? Respirei fundo. — Ele já sabe. — Mas ele vem? Olhei pra frente dirigindo. — Não sei. Alguns segundos depois ela perguntou de novo. — Romano, onde tá o Alê? Mano, minha vontade era responder que ele tava no meu ovo. Mas segurei. Fiquei quieto. Ela começou a ficar nervosa. — Ele precisa saber o que fizeram comigo. Balancei a cabeça de leve. Mäl sabia ela que ele já sabia de tudo. Chegamos na boca poucos minutos depois. O movimento tava normal. Vapores espalhados, música baixa vindo de algum canto, gente conversando. Mas na frente do beco já tava quem eu esperava. Franklin. Ele tava encosta

