O cheiro invadiu a sala, aquele café forte, passado na hora. coisa de casa de mãe mesmo. Olhei no relógio por cima do ombro do Sandro. — Carälho, já é madrugada? Meu irmão riu. — Aqui o tempo voa, né? E voa mesmo. Quando eu vi, já tava ali, sentado, conversando, rindo, lembrando, como se nunca tivesse saído. Peguei a xícara, dei um gole devagar, sentindo aquele calor descer. Foi quando me veio uma parada na cabeça. — Mãe. — falei, olhando pra ela — e a Solange, da tia Rita? Foi como se eu tivesse acendido um pavio. Minha mãe mudou na hora. O rosto fechou. — Aquela desgraçada? Arregalei o olho, sem esperar aquela reação. — Aquilo é uma 171 — ela continuou, sem dó nenhuma — roubou o ex-marido da sua irmã, fez inferno na vida de Alexia, até ela se separar, tentou dar golpe no s

