12 - Coringa

1059 Words

Coringa Narrando Romano tava com essa ideia na cabeça desde cedo. — Vamos fazer uma resenha só os de fé — ele falou. — Coisa pequena, fechada. Bora pegar as coisas no mercado. Olhei pra ele com aquela cara de poucos amigos. — Irmão, eu sou homem de rua, de morro, de comando. Não de mercado. Ele riu. — Para de onda, Coringa. Bora logo. Não teve jeito. Fui. A gente entrou no mercado empurrando o carrinho, pegando carne boa, picanha, linguiça, frango, umas bebidas, saco de carvão. Coisa simples, mas bem feita. Romano tava tranquilo, eu meio deslocado naquele ambiente de gente comum empurrando carrinho, escolhendo papel higiênico. Até que do nada tudo mudou. Romano largou o carrinho por um segundo e saiu empurrando de novo, xingando baixo. — Carälho — ele murmurou. — Que foi, pörr

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