O jantar pós-casamento começou com aquele tipo de leveza forçada que só existe depois de grandes emoções. O espaço havia sido transformado com uma rapidez quase mágica. Onde antes era o cenário da cerimônia, agora havia mesas redondas cobertas por toalhas claras, arranjos baixos de flores brancas e verdes, velas espalhadas em pontos estratégicos, criando uma iluminação morna, íntima, acolhedora. O cheiro da comida se misturava ao perfume das flores e ao ar fresco da noite que começava a cair lentamente. Manuela segurava minha mão com força. Não era um aperto romântico. Era um aperto ansioso. Eu sentia o nervosismo dela correndo por baixo da pele, como uma corrente elétrica silenciosa. Ela sorria para os convidados, agradecia abraços, recebia cumprimentos, mas os olhos… os olhos buscav

