O tempo não para. Ele apenas observa. E naquele instante, parado no altar improvisado daquele espaço que parecia existir fora do mundo real, eu tive a nítida sensação de que o tempo estava me observando de braços cruzados, esperando para ver o que eu faria. O celular vibrou na minha mão. Olhei. Era Manuela. Leo, a Sophia ainda não chegou. O voo atrasou, vi pela internet, ela não responde. Eu não sei o que fazer. Falta tão pouco. Li a mensagem uma vez. Depois outra. E mais uma. Meu peito apertou de um jeito estranho, profundo. Não era medo de casar. Nunca foi. Era medo de ferir alguém que ela amava — medo de começar algo tão grande já carregando uma ausência. Digitei com cuidado, como quem pisa em vidro fino. Meu amor, respira. Nós esperamos o quanto der. Se não der… a gente dec

