Marta me olhava como se eu fosse um completo estranho, um monstro que tinha acabado de brotar do chão daquela sala de jantar que antes exalava apenas jantares caros. O pavor nos olhos dela era palpável, e por um segundo de lucidez, eu vi a dúvida cruzando aquela mente de aristocrata do crime. Ela percebeu que o "bom menino", o caçula injustiçado, tinha dentes de serra, e que eles estavam prontos para morder quem quer que estivesse por perto. — Do que você está falando, Breno? — ela sussurrou, a voz falhando, quase inaudível. — Você está falando em... em assassinar o seu próprio irmão? O sangue do seu sangue? O homem que, mesmo sendo frio, manteve essa casa de pé por dois anos? Eu senti o peso do que eu tinha acabado de falar. Mesmo para um psicopata em potencial como eu, declarar uma sen

