Quando caiu a noite pesada sobre o Chapadão, trazendo consigo um ar de tensão quase palpável. As vielas estavam desertas, exceto pelos homens armados que patrulhavam cada esquina, os olhos atentos a qualquer movimento suspeito. Bela caminhava pelo barraco, sentindo cada batida de seu coração refletir o perigo ao redor. — Bela! — chamou Alex, surgindo das sombras com o semblante fechado. — Temos que conversar. — Sobre o que? — perguntou ela, tentando esconder a inquietação. Ele aproximou-se, cruzando os braços. — Sobre tudo. Sobre você, sobre mim… sobre nós. Ela engoliu em seco, surpresa. — Nós? — repetiu, quase sem acreditar. — Sim, nós. — respondeu ele, a voz firme, mas carregada de emoção contida. — Eu não posso mais negar o que sinto. Bela sentiu o peito apertar. Cada palavra de

