cap 03 o pior é que eu quis

2659 Words
Jade. . . Voltei para casa pois eu estava completamente exausta, meu corpo todo doía. Infelizmente a Júlia e a Malu sumiram, me deixando completamente sozinha. Voltei vacilandoe tropeçando em alguns degraus mas acabei conseguindo chegar. Olhei para o outro lado da rua e me assustei com a imagem que se formou. GT me olhava sério, ele estava sem camisa, seu peito subia e descia rapidamente, o suor descia pelo seu abdômen demonstrando que ele não estava nada sóbrio. Tratei de entrar antes que algo demais acontecesse. As luzes já estavam apagadas, Rosa já dormia. Tomei um banho relaxante, coloquei meu babydoll e subi parao meu quarto. Caí na cama e adormeci em meio a tantos pensamentos. *** Acordei super tarde, eu estava com uma dor de cabeça horrível, minha cabeça latejava. Fiz minhas higienes, tomei um remédio e troquei de roupa optando por um vestido florido e uma rasteirinha. Desci cheia de fome, aliás, eu não comia nada desde que eu saí para o baile. Encontrei Rosa assistindo televisão. - Bom dia. - Bocejo. - Boa tarde, dorminhoca. - Sorriu. - Pelo visto se divertiu né? Estou de olho. Nem tanto assim, eu esperava m divertir mais. - Ri. - O que tem para comer? - Aí você decide se vai querer tomar café ou almoçar. - Diz fitando a televisão. Caminho até a cozinha faço um misto quente na chapa e como bebendo um suco de laranja. Subo para o meu quarto e olho minhas redes sociais, vejo que tenho um novo e-mail. _Parabéns!!!! Você foi aceita na Jack modas. Pedimos para você comparecer na loja para saber mais informações. Jack Modas oficial. Começo a pular e gritar. Eu tinha mandado meu currículo semana passada para uma loja de roupas aqui na Rocinha, mas nunca pus muita fé, havia muitas pessoas querendo esse cargo. -O que aconteceu Jade? - Rosa perguntou assustada. - Eu fui aceita na Jack modas, eu tenho um emprego. - Gritei e ela riu. - Parabéns filhota. - Me abraça e beija minha testa. - Vou ir até lá ver algumas coisas. - Digo e ela assenti. Sai de casa e fui direto para a lojinha que era muito perto da minha casa, na verdade eram duas vielas depois. Oi, eu vim saber do emprego como vendedora. - Pergunto. Ah claro. - Diz uma mulher ruiva. - Vou te dar esse papel para preencher. - Tudo bem. *** Graças a Deus ocorreu tudo bem e eu começo na segunda feira de 13:00 da tarde ás 18:00 da noite. O salário é mediano mas dá para eu ajudar Rosa com algumas coisas e ainda sobra uma graninha para mim. Cheguei em casa e subi para o meu quarto. Me assustei encontrando Caio sentado na minha cama. - Eai. - Beija minha bochecha. - Oi Caio.. O que houve? - Pergunto curiosa. -Vim te mandar um papo. - Suspira.- Cara, eu acho melhor você parar de ir ao baile, lá não é lugar para ti. - Diz. Que não é lugar para mim eu sei mas porque você diz isso? - Só obedece. - Diz e sai do meu quarto. Confesso que fiquei bastante indignada, poxa, eu não sou mais uma criança né? Já passou da minha idade de ser mandada. . . . Gabriel. . . Acordei com uma larica danada. Fiz minha higiene e pus somente uma cueca e uma bermuda, saí do barraco fui para casa da minha tia. Bom, minha mãe é sim viva mas aquela lá é uma v***a, me largou quando eu tinha apenas sete anoS para ficar com um filho da p**a metido a rico. Desde então minha tia cuidou de mim como se eu tivesse saído dela, ela é a única que eu demonstro carinho, a única mulher importante na minha vida. Peguei minha moto e parei em frente a casa da minha Tia Sandra. - Bom dia tia. - Beijei sua testa. - Oi meu amor. - Sorrio docemente.-Vai querer almoçar? - Assinto. Vejo minha priminha Lara assistindo um desenho qualquer, pego ela no colo e encho seu rostinho de beijos fazendo a mesma gargalhar. - Você está muito grande. - Digo para a neném de apenas nove meses. - Oi primo. - Joana, minha prima, beija minha bochecha. - lai pirralha. - Digo e ela faz bico. - Saí dessa, tu só é dois anos mais velho que eu i****a. - Rimos. Almocei com minha tia e logo depois fui para boca agitar algumas coisas pendentes. O dever me chamava. -Qual é GT. - Caio faz um toque bandido comigo. - RR ta incomodando de noVO... RR era um aliado meu mas ele passou a perna em mim. Estava desviando OS armamentos e as drogas do meu morro para o morro dele. Nisso eu Vi que ele nã era exatamente um "parceiro". Depois de tudo que ele me fez, ainda descobri que ele tinha posto um X9 aqui nO meu morro e a partir daí passamos a ser facções rivais. Infelizmente nunca tive oportunidade de matar esse desgraçado com minhas próprias mãos. - Ameaça de matar a p**a dele, só ameaça, se ele continuar mete bala nela. - Digo e entro para minha sala. . . Jade. . . Já era 20:30 da noite e eu tinha acabado de estudar para física, amanhã eu teria uma prova importante. Jantei com a Rosa e depois peguei o meu celular, fui olhar minhas mensagens. Júlia: Oi amiga, vem aqui em casa, estou de folga hoje. Jade: Tá bom..daqui a 5 minutos estou aí. Pus uma legginge uma blusa de bolinhas, calcei meus chinelos e soltei meu cabelo. - Rosa.tô indo na Júlia. - Grito e ouço ela gritar um "Ta bom". Caminhei até a casa da Júlia em passos rápidose logo me vi em frente a sua casa. Dei aproximadamente três toques na porta, ninguém me respondeu, estranhei. Senti uma respiração batendo contra O meu pescoço, meu coração acelerou. Mordi os lábios e me virei. Aqueles olhos castanhos eram uma imensidão, me intimidavam, me penetraram e liam a minha alma. Siihh. - Pôs seu dedo indicador sobre os lábios fazendo sinal de silêncio. Engoli seco e ele levou a palma de sua mão até minha boca, fazendo eu arregalar os olhos. - Socorro. - Grito mas sua mã0 abafa a minha vOz. - Entra.. - Murmurou se referindo ao carro. Senti meus olhos lacrimejarem e acabei entrando. - O que você vai fazer comigo? - Pergunto. - Vamos combinar o seguinte. - Me encarou. - Você só vai falar quando eu pedir, tranquilo?- Assenti. Naquela momento eu não podia dizer nada, estava no carro com o comandante da Rocinha, sabe lá Deus o que ele poderia fazer comigo. Andamos de carro por cerca de dez minutos. Tinhamos saído da comunidade. Assim que ele estacionou, não pude conter o meu choro, eu estava com medo, muito medo. Saímos do carro e eu o segui até um barraco. Ele ligou a luz e me encarou. - Queria conversar contigo. - GT disse calmamente e logo em seguida passou a língua sobre seus lábios carnudos. Acompanhei cada movimento seu atenta. - É? Mas... Mas Conversar o que? - Arquiei minha sobrancelha. - Eu fiz algo? - Isso que eu quero saber, novinha, tu fez? -Como assim fiz algo? Eu não tenho nada haver com você e nem com nada que você se envolve! Eu apenas moro aqui nessa comunidade desde nova. - Mas o teu olhar para cima de mim na noite do baile foi estranho para caralho. - Balançou a cabeça. Que olhar? - Tu tá ligada que tu me encarou sérinha! E esse olhar eu conheço... - Riu irônico. - Olhar de quem tá devendo! Eu acho que tu tá ficando louco! - Falei sem pensar. Logo me arrependi ao encara-lo. Gabriel segurou meu ombro e me empurrou contra a parede fria daquele barraco. Engoli seco e olhei dentros dos seus olhos. Não conseguia decifrar Sua expressãoe isso me deixava mais apavorada. - Fala logo c*****o, tu é X9? - O que? - Foi o RR né? Aquele filho da puta... - Ele socou a parede me fazendo fechar OS olhos. - Olha, eu, eu não sei o que te fez pensar isso... Realmente não sei! Mas eu não tenho nada haver com nada, pode perguntar para qualquer um af! - Mordi os lábios. - Eu nunca me sujeitaria a uma coisa dessas! -E comno eu faço para acreditar er voce? - Sinceramente, você só tem a minha palavra. - Engoli seco. - Eu te olhei porque.. Porque eu me interessei por você. - Murmurei com os olhos fechados. Levantei minha cabeça ao ouvir a sua risadinha. - Tá falando sério? - Perguntou e eu mordi os lábios assentindo. - Sim. Eu sinceramente não me entendi. Não fazia idéia do porquê eu havia falado aquilo para ele! Se eu contasse para as meninas elas nunca iriam acreditar, provavelmente achariam que eu estava drogada ou bêbada. Mas era a primeira vez que eu me sentia confortável com alguém para dizer o que eu realmente tinha sentido. Nunca na vida consegui dizer isso para um cara. - Falei com o CL naquele dia para te mandar para o meu barraco... - Deu de ombros. - Mas ele disse que tu era diferente. - Ele poderia ter falado comigo! - Tu aceitaria? - Sei lá! Acho que não... Você estava Com uma cara bem fechada. - Tu tem algo com ele? Não entendi o motivo da preocupação dele. - Fomos criados juntos só. Tenho muito carinho por ele e acredito que ele também tenha por mimn. - Hum. - Posso ir embora? - Ele balançou a cabeça negativamente. - Porquê? - Perguntei mas logo em seguida fui surpreendida ao sentir os seus lábios nos meus. De início eu não retribui o beijo, mas quando senti suas mãos grandes apertarem minha cintura firmemente, correspondi. GT imprenssou seu corpo contra o meu na parede me fazendo ficar completamente sem ar. Levantei OS meus braçoS e em um movimento rápido ele tirou minha blusa, me fazendo ficar apenas de sutiã. Eu não sabia o que estava fazendo e muito menos no problema que isso poderia me causar. Afastei nossos lábios eo encarei. - Calma... E, eu... eu sou virgem!- Murmurei. - Se tu tá querendo isso não tem porquê pararmos. - Ele disse e por incrível que pareça, acabei assentindo. GT passou suas mãos noS meus braços até chegar na minha cintura lentamente, me causando um certo arrepio no corpo todo. Meus lábios encontrararam os seuS novamnente. Me tremi toda ao sentir ele abrir o fecho do meu sutiã. Num movimento rápido, ele me pegou no colo e caminhou comigo até um quarto pequeno. Deitei na camae encarei ele tirando cada peça de sua roupa, ficando apenas de cueca. Por incrível que pareça, eu apenas senti desejo por aquele homemeo queria logo dentro de mim. Cada parte de seu Corpo me dava água na boca. Medo? Eu simplismente não sentia. O desejo e o libido havia tomado conta de mim por completa. Sem muitas delongas, ele subiu em cima de mim e chupou o meu pescoço, gemi baixinho arranhando suas costas. GT manteve seu olhos sobre mim e desceu distribuindo beijos e lambidas por todo o meu corpo. Eu não sabia explicar a sensação de senti-lo beijar minha virilha, eu apenas queria ele entre minha pernas logo. - Fala para mim o que tu quer! - Ele disse como em um sussurro. - Não... - Mordi os lábios e ele subiu beijos pela minha i********e. - Me chupa logo GT! Minha frase foi o incentivo para ele cair de boca na minha i********e, arregalei os olhos e apertei o travesseiro que estava ao meu lado. Era algo surreal, me deixava nas nuvens mas ao mesmo tempo me fazia querer mais e mais. Cada movimento da língua de GI, fazia minha intimidade latejar. Depois de alguns minutos, eu cheguei ao meu ápice. Meu corpo todo tremeu e eu senti o líquido chegar. Suspirei ofegante. GT tirou sua cueca liberando seu membro, era grande e cheio de veias. Lambi os lábios vendo ele chegar cada vez mais perto. Ele se encaixou entre as minhas pernas e encarou minha boca. - Vai devagar, por favor... - Murmurei e fechei os olhos ao sentir ele me invadir devagar. A dor era extremamente suportável. Gabriel se movimentava dentro de mim de uma forma lenta e gostosa, depois de alguns minutos eu fui me acostumando e ele começou a ir mais rápido. Nós dois suávamos muito,o calor daquele quarto passou a ser insuportável. O prazer me invadiu e a única coisa que se ouvia dentro daquele barraco eram os meus gemidos altos e contínuos. Joguei a cabeça para trás e mordi meus lábios. Gostosa do c*****o!!!! p***a. - GT disse. Entrelacei minhas pernas na sua cintura, grudando nossos corpos completamente. Nossas bocas se encaixavam de uma forma perfeita e a única coisa que eu queria é que aquele momento não acabasse nunca. *** Gabriel deitou em cima de mim e eu senti nossos liquidos se misturarem dentro de mim. Depois de alguns segundos ele se levantou sério sem dizer absolutamente nada e nem olhar minha cara. Passei a mão sobre o rosto nervosa, é sério que ele me trataria assim depois de tirar minha virgindade? Alguns minutos depois ele apareceu apenas com uma toalha enrolada na cintura. Ele arquiou a sobrancelha me olhando. Você ainda tá aqui? - Perguntou e eu engoli seco. -É que eu pensei que... - Me interrompeu. - Você não tem que pensar nada não, mina, a gente fudeu mas nada mais que isso! - Tudo bem... Eu poderia tomar umn banho pelo menos? - Ele assentiu. - Segunda porta a esquerda. Levantei devagar da cama, senti minha intimidade latejar ao roçar minhas cOxa uma na outra. Fechei meus olbos e apertei minhas mãos. Peguei minha roupas que estavam no chão e caminhei devagar até o banheiro. Fechei a porta e abri o chuveiro, logo entrei de baixo do mesmo e não me contive ao derramar as minhas lágrimas. Onde eu estava com a cabeça? Como pude me deixar levar dessa forma? Minha virgindade sempre foi algo que presei, era algo extremamente importante para mim. Eu havia prometido para mim mesma que perderia ela com uma pessoa que me amasse incondicionalmente. É incrível como um plano pode ir para o ralo em questão de tempo. Depois de um tempo, saí do chuveiro, me enxuguei e vesti minha roupa. Quando saí do banheiro não havia mais sinal de GT, apenas peguei meu celular e saí daquele barraco. Pedi informação de onde eu estava para uma moça que morava na casa ao lado. Ela me falou o ponto mais prÓximo e eu peguei um ônibus até a comunidade. Quando cheguei no pé do morro, avistei de longe CL. Ele acenou e caminhou até a minha direção. - Eai irmãzinha! - Sorriu, forcei um Sorriso. - Que cara é essa? - Nada... - Murmurei e ele me olhou estranho. Logo ele desceu seu olhar para o meu pescoço e arregalou os olhos. - Qual foi Jade? Quem fez isso contigo caralho? - Isso o que? Ninguém cara... Eu hein! - Foi o Gabriel né? c*****o eu sabia que ele não ia te deixar em paz desde o baile. p***a, eu avisei a ele. - Ele disse com a mão na cabeça. Suspirei fundo. - Relaxa, Caio. Eu quis.. - Apertei os lábios. - Pior de tudo é isso, eu quis... E depois ele me tratou feito um lixo! - Meus olhos lacrimejaram. - Vem cá. - Caio disse e me puxOu pelo braço me envolvendo em um abraço apertado. - Eu sei o quanto tu era chata com esses bagulho, sinto muito. - Eu assenti. Obrigada. - Saí de seu abraço. - Posso ir para sua casa? Tenho medo da Rosa ver essas marcas... - Claro! . . .
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