Jade. . .
Voltei para casa pois eu estava
completamente exausta, meu corpo
todo doía. Infelizmente a Júlia e a Malu
sumiram, me deixando completamente
sozinha. Voltei vacilandoe tropeçando
em alguns degraus mas acabei
conseguindo chegar.
Olhei para o outro lado da rua e me
assustei com a imagem que se formou.
GT me olhava sério, ele estava sem
camisa, seu peito subia e descia
rapidamente, o suor descia pelo seu
abdômen demonstrando que ele não
estava nada sóbrio.
Tratei de entrar antes que algo demais
acontecesse. As luzes já estavam
apagadas, Rosa já dormia.
Tomei um banho relaxante, coloquei
meu babydoll e subi parao meu
quarto. Caí na cama e adormeci em
meio a tantos pensamentos.
***
Acordei super tarde, eu estava com
uma dor de cabeça horrível, minha
cabeça latejava. Fiz minhas higienes,
tomei um remédio e troquei de roupa
optando por um vestido florido e uma
rasteirinha. Desci cheia de fome, aliás,
eu não comia nada desde que eu saí
para o baile. Encontrei Rosa assistindo
televisão.
- Bom dia. - Bocejo.
- Boa tarde, dorminhoca. - Sorriu. - Pelo
visto se divertiu né? Estou de olho.
Nem tanto assim, eu esperava m
divertir mais. - Ri. - O que tem para
comer?
- Aí você decide se vai querer tomar
café ou almoçar. - Diz fitando a
televisão. Caminho até a cozinha faço
um misto quente na chapa e como
bebendo um suco de laranja.
Subo para o meu quarto e olho minhas
redes sociais, vejo que tenho um novo
e-mail.
_Parabéns!!!! Você foi aceita na
Jack modas. Pedimos para você
comparecer na loja para saber mais
informações.
Jack Modas oficial.
Começo a pular e gritar. Eu tinha
mandado meu currículo semana
passada para uma loja de roupas aqui
na Rocinha, mas nunca pus muita fé,
havia muitas pessoas querendo esse
cargo.
-O que aconteceu Jade? - Rosa
perguntou assustada.
- Eu fui aceita na Jack modas, eu tenho
um emprego. - Gritei e ela riu.
- Parabéns filhota. - Me abraça e beija
minha testa.
- Vou ir até lá ver algumas coisas. - Digo
e ela assenti.
Sai de casa e fui direto para a lojinha
que era muito perto da minha casa, na
verdade eram duas vielas depois.
Oi, eu vim saber do emprego como
vendedora. - Pergunto.
Ah claro. - Diz uma mulher ruiva. -
Vou te dar esse papel para preencher.
- Tudo bem.
***
Graças a Deus ocorreu tudo bem e eu
começo na segunda feira de 13:00 da
tarde ás 18:00 da noite. O salário é
mediano mas dá para eu ajudar Rosa
com algumas coisas e ainda sobra uma
graninha para mim.
Cheguei em casa e subi para o meu
quarto. Me assustei encontrando Caio
sentado na minha cama.
- Eai. - Beija minha bochecha.
- Oi Caio.. O que houve? - Pergunto
curiosa.
-Vim te mandar um papo. - Suspira.-
Cara, eu acho melhor você parar de ir
ao baile, lá não é lugar para ti. - Diz.
Que não é lugar para mim eu sei mas
porque você diz isso?
- Só obedece. - Diz e sai do meu quarto.
Confesso que fiquei bastante
indignada, poxa, eu não sou mais uma
criança né? Já passou da minha idade
de ser mandada. . . .
Gabriel. . .
Acordei com uma larica danada. Fiz
minha higiene e pus somente uma
cueca e uma bermuda, saí do barraco
fui para casa da minha tia.
Bom, minha mãe é sim viva mas aquela
lá é uma v***a, me largou quando eu
tinha apenas sete anoS para ficar com
um filho da p**a metido a rico. Desde
então minha tia cuidou de mim como
se eu tivesse saído dela, ela é a única
que eu demonstro carinho, a única
mulher importante na minha vida.
Peguei minha moto e parei em frente a
casa da minha Tia Sandra.
- Bom dia tia. - Beijei sua testa.
- Oi meu amor. - Sorrio docemente.-Vai
querer almoçar? - Assinto.
Vejo minha priminha Lara assistindo
um desenho qualquer, pego ela no colo
e encho seu rostinho de beijos fazendo
a mesma gargalhar.
- Você está muito grande. - Digo para a
neném de apenas nove meses.
- Oi primo. - Joana, minha prima, beija
minha bochecha.
- lai pirralha. - Digo e ela faz bico.
- Saí dessa, tu só é dois anos mais velho
que eu i****a. - Rimos.
Almocei com minha tia e logo depois
fui para boca agitar algumas coisas
pendentes. O dever me chamava.
-Qual é GT. - Caio faz um toque
bandido comigo. - RR ta incomodando
de noVO...
RR era um aliado meu mas ele passou
a perna em mim. Estava desviando
OS armamentos e as drogas do meu
morro para o morro dele. Nisso eu
Vi que ele nã era exatamente um
"parceiro". Depois de tudo que ele me
fez, ainda descobri que ele tinha posto
um X9 aqui nO meu morro e a partir
daí passamos a ser facções rivais.
Infelizmente nunca tive oportunidade
de matar esse desgraçado com minhas
próprias mãos.
- Ameaça de matar a p**a dele, só
ameaça, se ele continuar mete bala
nela. - Digo e entro para minha sala. . .
Jade. . .
Já era 20:30 da noite e eu tinha
acabado de estudar para física,
amanhã eu teria uma prova
importante.
Jantei com a Rosa e depois peguei
o meu celular, fui olhar minhas
mensagens.
Júlia: Oi amiga, vem aqui em casa,
estou de folga hoje.
Jade: Tá bom..daqui a 5 minutos estou
aí.
Pus uma legginge uma blusa de
bolinhas, calcei meus chinelos e soltei
meu cabelo.
- Rosa.tô indo na Júlia. - Grito e ouço
ela gritar um "Ta bom".
Caminhei até a casa da Júlia em passos
rápidose logo me vi em frente a sua
casa. Dei aproximadamente três toques
na porta, ninguém me respondeu,
estranhei.
Senti uma respiração batendo contra
O meu pescoço, meu coração acelerou.
Mordi os lábios e me virei. Aqueles
olhos castanhos eram uma imensidão,
me intimidavam, me penetraram e
liam a minha alma.
Siihh. - Pôs seu dedo indicador sobre os
lábios fazendo sinal de silêncio.
Engoli seco e ele levou a palma de
sua mão até minha boca, fazendo eu
arregalar os olhos.
- Socorro. - Grito mas sua mã0 abafa a
minha vOz.
- Entra.. - Murmurou se referindo ao
carro. Senti meus olhos lacrimejarem e
acabei entrando.
- O que você vai fazer comigo? -
Pergunto.
- Vamos combinar o seguinte. - Me
encarou. - Você só vai falar quando eu
pedir, tranquilo?- Assenti. Naquela
momento eu não podia dizer nada,
estava no carro com o comandante da
Rocinha, sabe lá Deus o que ele poderia
fazer comigo.
Andamos de carro por cerca de
dez minutos. Tinhamos saído da
comunidade. Assim que ele estacionou,
não pude conter o meu choro, eu
estava com medo, muito medo. Saímos
do carro e eu o segui até um barraco.
Ele ligou a luz e me encarou.
- Queria conversar contigo. - GT disse
calmamente e logo em seguida passou
a língua sobre seus lábios carnudos.
Acompanhei cada movimento seu
atenta.
- É? Mas... Mas Conversar o que? -
Arquiei minha sobrancelha. - Eu fiz
algo?
- Isso que eu quero saber, novinha, tu
fez?
-Como assim fiz algo? Eu não tenho
nada haver com você e nem com nada
que você se envolve! Eu apenas moro
aqui nessa comunidade desde nova.
- Mas o teu olhar para cima de mim
na noite do baile foi estranho para
caralho. - Balançou a cabeça.
Que olhar?
- Tu tá ligada que tu me encarou
sérinha! E esse olhar eu conheço... - Riu
irônico. - Olhar de quem tá devendo!
Eu acho que tu tá ficando louco! -
Falei sem pensar. Logo me arrependi
ao encara-lo.
Gabriel segurou meu ombro e me
empurrou contra a parede fria daquele
barraco. Engoli seco e olhei dentros
dos seus olhos. Não conseguia decifrar
Sua expressãoe isso me deixava mais
apavorada.
- Fala logo c*****o, tu é X9?
- O que?
- Foi o RR né? Aquele filho da puta... -
Ele socou a parede me fazendo fechar
OS olhos.
- Olha, eu, eu não sei o que te fez
pensar isso... Realmente não sei! Mas
eu não tenho nada haver com nada,
pode perguntar para qualquer um
af! - Mordi os lábios. - Eu nunca me
sujeitaria a uma coisa dessas!
-E comno eu faço para acreditar er
voce?
- Sinceramente, você só tem a minha
palavra. - Engoli seco. - Eu te olhei
porque.. Porque eu me interessei
por você. - Murmurei com os olhos
fechados.
Levantei minha cabeça ao ouvir a sua
risadinha.
- Tá falando sério? - Perguntou e eu
mordi os lábios assentindo.
- Sim.
Eu sinceramente não me entendi. Não
fazia idéia do porquê eu havia falado
aquilo para ele! Se eu contasse para as
meninas elas nunca iriam acreditar,
provavelmente achariam que eu
estava drogada ou bêbada.
Mas era a primeira vez que eu me
sentia confortável com alguém para
dizer o que eu realmente tinha sentido.
Nunca na vida consegui dizer isso para
um cara.
- Falei com o CL naquele dia para te
mandar para o meu barraco... - Deu
de ombros. - Mas ele disse que tu era
diferente.
- Ele poderia ter falado comigo!
- Tu aceitaria?
- Sei lá! Acho que não... Você estava
Com uma cara bem fechada.
- Tu tem algo com ele? Não entendi o
motivo da preocupação dele.
- Fomos criados juntos só. Tenho muito
carinho por ele e acredito que ele
também tenha por mimn.
- Hum.
- Posso ir embora? - Ele balançou a
cabeça negativamente. - Porquê? -
Perguntei mas logo em seguida fui
surpreendida ao sentir os seus lábios
nos meus.
De início eu não retribui o beijo, mas
quando senti suas mãos grandes
apertarem minha cintura firmemente,
correspondi. GT imprenssou seu corpo
contra o meu na parede me fazendo
ficar completamente sem ar. Levantei
OS meus braçoS e em um movimento
rápido ele tirou minha blusa, me
fazendo ficar apenas de sutiã.
Eu não sabia o que estava fazendo e
muito menos no problema que isso
poderia me causar. Afastei nossos
lábios eo encarei.
- Calma... E, eu... eu sou virgem!-
Murmurei.
- Se tu tá querendo isso não tem
porquê pararmos. - Ele disse e por
incrível que pareça, acabei assentindo.
GT passou suas mãos noS meus
braços até chegar na minha cintura
lentamente, me causando um certo
arrepio no corpo todo. Meus lábios
encontrararam os seuS novamnente. Me
tremi toda ao sentir ele abrir o fecho
do meu sutiã.
Num movimento rápido, ele me pegou
no colo e caminhou comigo até um
quarto pequeno. Deitei na camae
encarei ele tirando cada peça de sua
roupa, ficando apenas de cueca. Por
incrível que pareça, eu apenas senti
desejo por aquele homemeo queria
logo dentro de mim. Cada parte de seu
Corpo me dava água na boca.
Medo? Eu simplismente não sentia. O
desejo e o libido havia tomado conta de
mim por completa.
Sem muitas delongas, ele
subiu em
cima de mim e chupou o
meu pescoço,
gemi baixinho arranhando suas costas.
GT manteve seu olhos sobre mim e
desceu distribuindo beijos e lambidas
por todo o meu corpo. Eu não sabia
explicar a sensação de senti-lo beijar
minha virilha, eu apenas queria ele
entre minha pernas logo.
- Fala para mim o que tu quer! - Ele
disse como em um sussurro.
- Não... - Mordi os lábios e ele subiu
beijos pela minha i********e. - Me
chupa logo GT!
Minha frase foi o incentivo para ele
cair de boca na minha i********e,
arregalei os olhos e apertei o
travesseiro que estava ao meu lado.
Era algo surreal, me deixava nas
nuvens mas ao mesmo tempo me fazia
querer mais e mais. Cada movimento
da língua de GI, fazia minha
intimidade latejar.
Depois de alguns minutos, eu cheguei
ao meu ápice. Meu corpo todo tremeu
e eu senti o líquido chegar. Suspirei
ofegante.
GT tirou sua cueca liberando seu
membro, era grande e cheio de veias.
Lambi os lábios vendo ele chegar cada
vez mais perto. Ele se encaixou entre
as minhas pernas e encarou minha
boca.
- Vai devagar, por favor... - Murmurei e
fechei os olhos ao sentir ele me invadir
devagar.
A dor era extremamente suportável.
Gabriel se movimentava dentro de
mim de uma forma lenta e gostosa,
depois de alguns minutos eu fui me
acostumando e ele começou a ir mais
rápido. Nós dois suávamos muito,o
calor daquele quarto passou a ser
insuportável.
O prazer me invadiu e a única coisa
que se ouvia dentro daquele barraco
eram os meus gemidos altos e
contínuos. Joguei a cabeça para trás e
mordi meus lábios.
Gostosa do c*****o!!!! p***a. - GT
disse.
Entrelacei minhas pernas na sua
cintura, grudando nossos corpos
completamente. Nossas bocas se
encaixavam de uma forma perfeita e a
única coisa que eu queria é que aquele
momento não acabasse nunca.
***
Gabriel deitou em cima de mim e eu
senti nossos liquidos se misturarem
dentro de mim. Depois de alguns
segundos ele se levantou sério sem
dizer absolutamente nada e nem olhar
minha cara. Passei a mão sobre o rosto
nervosa, é sério que ele me
trataria assim depois de tirar minha
virgindade?
Alguns minutos depois ele apareceu
apenas com uma toalha enrolada na
cintura. Ele arquiou a sobrancelha me
olhando.
Você ainda tá aqui? - Perguntou e eu
engoli seco.
-É que eu pensei que... - Me
interrompeu.
- Você não tem que pensar nada não,
mina, a gente fudeu mas nada mais
que isso!
- Tudo bem... Eu poderia tomar umn
banho pelo menos? - Ele assentiu.
- Segunda porta a esquerda.
Levantei devagar da cama, senti minha
intimidade latejar ao roçar minhas
cOxa uma na outra. Fechei meus olbos
e apertei minhas mãos. Peguei
minha roupas que estavam no chão e
caminhei devagar até o banheiro.
Fechei a porta e abri o chuveiro,
logo entrei de baixo do mesmo e não
me contive ao derramar as minhas
lágrimas. Onde eu estava com a
cabeça? Como pude me deixar levar
dessa forma?
Minha virgindade sempre foi algo
que presei, era algo extremamente
importante para mim. Eu havia
prometido para mim mesma que
perderia ela com uma pessoa que me
amasse incondicionalmente. É incrível
como um plano pode ir para o ralo em
questão de tempo.
Depois de um tempo, saí do chuveiro,
me enxuguei e vesti minha roupa.
Quando saí do banheiro não havia
mais sinal de GT, apenas peguei meu
celular e saí daquele barraco. Pedi
informação de onde eu estava para uma
moça que morava na casa ao lado. Ela
me falou o ponto mais prÓximo e eu
peguei um ônibus até a comunidade.
Quando cheguei no pé do morro,
avistei de longe CL. Ele acenou e
caminhou até a minha direção.
- Eai irmãzinha! - Sorriu, forcei um
Sorriso. - Que cara é essa?
- Nada... - Murmurei e ele me olhou
estranho. Logo ele desceu seu olhar
para o meu pescoço e arregalou os
olhos.
- Qual foi Jade? Quem fez isso contigo
caralho?
- Isso o que? Ninguém cara... Eu hein!
- Foi o Gabriel né? c*****o eu sabia
que ele não ia te deixar em paz desde o
baile. p***a, eu avisei a ele. - Ele disse
com a mão na cabeça. Suspirei fundo.
- Relaxa, Caio. Eu quis.. - Apertei os
lábios. - Pior de tudo é isso, eu quis...
E depois ele me tratou feito um lixo! -
Meus olhos lacrimejaram.
- Vem cá. - Caio disse e me puxOu pelo
braço me envolvendo em um abraço
apertado.
- Eu sei o quanto tu era chata com esses
bagulho, sinto muito. - Eu assenti.
Obrigada. - Saí de seu abraço. - Posso
ir para sua casa? Tenho medo da Rosa
ver essas marcas...
- Claro! . . .