Capítulo 137 Mariana

1392 Words

Mariana Narrando O final de semana sumido foi uma coisa nova. Estar trancada, sim, mas trancada num lugar que era meu por escolha – ou pelo menos, por asilo. Não tinha aquele peso no peito, a sensação de que cada suspiro era monitorado. Pela primeira vez desde que caí nesse buraco, eu respirei de verdade. Senti um frio na barriga que era só meu, não era medo. Claro, as meninas não deixaram barato. A Tatá, a Magia e até a Lili apareceram, uma de cada vez, sempre na calada, com sacolas discretas. Trouxeram mais roupas, produtos de higiene bons, daqueles que a gente sente que tá se cuidando, e até um perfume que não era só cheiro de sabonete. Fiquei sem graça, tentei recusar, mas a Magia cortou na hora: "Para de ser boba, Mari. A gente sabe o que é precisar. Aceita." E eu aceitei. Não dava

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