JP Narrando Salve, geral. Me chamo João Paulo, mas aqui desde pivote só me conhecem por JP. Vinte e cinco anos nas costas, um metro e oitenta e cinco de altura pra dar trabalho pra quem quiser encher o saco. Sou branquelo, daquele que queima no sol, mas o bigode compensa – sempre aparado, minha assinatura. Olho claro, que às vezes assusta os o****o que acham que homem do morro tem que ser tudo cara fechada e olho preto. Não sou monstro, mas também não sou fraco. Tô coberto de tinta, irmão. Peito fechado, braço fechado, costas… é uma biografia em pele. Cada tatuagem é um capítulo: o morro, os cria, as tretas que sobrevivi. Tô solteiro? Claro, pô. E não é por falta de opção não, é por opção mesmo. Gosto de sambar, de pütaria, de acordar num lugar diferente sem ter que dar satisfação. Vida é

