Sanguinário Narrando Não deu tempo de ele terminar. A raiva não foi quente. Foi um jato de nitrogênio líquido, gelado e mortal. Minha mão voou. Não foi um murro. Foi uma pancada seca, com a lateral da mão, no queixo dele. O baque foi seco. A cabeça dele jogou pra trás, os olhos arregalados de surposta e dor. No mesmo movimento, enfiei os dedos na boca dele, agarrando a parte de dentro da bochecha e puxando pra fora com força, fazendo ele cair de b***a no chão, quase derrubando o JP no caminho. Ele caiu com um baque, um grito abafado saindo pela boca cheia de sangue. A galera perto parou, olhando. O som da música continuou, mas nossa bolha ficou em silêncio. O Rebelde se levantou rápido, escorregando no próprio sangue que já pingava no chão. — Sanguinário, que que foi? Que tá pegando?

