Sanguinário Narrando Mano, que pørra foi essa que eu fiz? Tô aqui, de pé no meio da garagem, a moto ainda quente do meu lado, e a boca ainda arde com o gosto dela. Arde de um jeito bom. De um jeito que fode com a cabeça. Eu beijei ela. Eu, o Sanguinário, meti a boca na boca da Mariana como se fosse a coisa mais normal do mundo, como se ela fosse qualquer uma. Só que ela não é qualquer uma. Ela é… ela. A sensação do beijo tá gravada na pele, nos lábios, na língua. Foi uma mistura doida. De um lado, a simplicidade dela. A timidez. Dá pra sentir que a mina é inocente pra c*****o, mano. Inocente demais. Ela não sabia nem fazer direito. Não teve aquela troca agressiva, aquela disputa de língua que eu tô acostumado com as outras. Não. Ela travou no começo, deu aquele susto nos olhos que eu vi

