Mariana Narrando A primeira sensação de liberdade foi com o vento da estrada cortava o rosto, frio e libertador. Saímos do Cerro-Corá como fugitivas de um regime, mas a sensação dentro do carro era de excursão escolar rebelde. A Víbora ao volante com seu sorriso de pirata, a Tatá ao lado vibrando com a batida que já vazava pelas janelas do carro, a Magia ao meu lado, uma presença calma e alerta, e a Lili, cujo sorriso gentil era um contraponto perfeito à energia selvagem das outras. Subimos o morro vizinho, o Guararapes, com um nome que parecia uma promessa de festa. A música já entrava em mim antes mesmo de a gente estacionar. Um baixo profundo que fazia o asfalto tremer, uma batida de funk que pulsava direto nas veias, prometendo esquecer. Fomos recebidos na entrada por uns caras sério

