Sanguinário Narrando A p***a da cena ainda tava rodando na minha cabeça quando saí de casa, o coração na mão. Fumaça preta subindo, geral gritando, a ideia de que alguém tinha botado fogo de propósito na casa – e a Mari lá dentro – me deixou com a cabeça a mil. Achei que era ataque, vingança do Júnior, do Rebelde, sei lá. O pior veio na mente. Quando entrei no quintal e vi o sofá em chamas, primeiro veio o alívio: não era ataque. Depois, a fúria: o sofá do c*****o, cinco mil conto virando cinza. Mas aí vi ela. Parada do lado, braços cruzados, com um olhar que me parou no seco. Não era mais aquele olhar de menina assustada que eu joguei no quartinho dos fundos no primeiro dia. Era raiva pura, sólida, de mulher que já viu demais. E tava toda apontada pra mim. Aí ela soltou a bomba. Falou

