Junior Narrando Putä que pariu. Eu não tô acreditando. A gente fez tudo certinho, seguimos o roteiro: juntamos a grana (bem, o velho juntou, eu só incentivei), fomos no covil do monstro, oferecemos o dinheiro e… o filho da p**a não quis. NÃO QUIS. Quem, em sã consciência, recusa meio milhão em cash? Só se for maluco. Ou… pior. Só se tiver algo melhor. Tô aqui dentro do carro, no estacionamento vazio do porto, a noite caindo feito um pano sujo, e a raiva é um ácido no meu estômago. O velho tá no volante, a cara mais cinza que o couro do banco, calado. Aquele silêncio dele é pior que gritaria. É o silêncio de quem tá vendo o castelo de cartas desmoronar e sabe que a única carta que restou foi riscada. Fizemos uma breve troca de ideia quando saímos do armazém, ainda com o gosto de sangue

