Mariana Narrando Ao sair do portão, vi a Magia encostada na moto do lado de fora, os braços cruzados, observando o movimento. — E aí, como foi o dia da nossa primeira-dama? — ela perguntou, com um meio sorriso. Revirei os olhos. — Nada de primeira-dama, Magia. Aqui é só Mariana. Na verdade, em qualquer lugar, eu sou só Mariana. Ela levantou uma sobrancelha. — Que bicho te mordeu hoje? — Nenhum. Tô só falando a real. — Tá bom, deixa de onda. Sobe aí, vou te deixar em casa. — Preciso passar no mercado antes. Quero comprar creme de leite, batata palha e umas coisas pra fazer um estrogonofe de carne. — Beleza. Sobe. A gente passa no mercado e depois te deixo. Ajeitei a mochila nas costas e subi na garupa. O motor da moto da Magia roncou, mas antes que ela engatasse a marcha, outro

