Sanguinario Narrando Dormir tá virando um luxo que eu não tenho direito. Já tô acostumado a noite em claro, é parte do serviço. A cabeça não desliga, fica planejando, calculando, desconfiando. Normalmente, um baseado gordo e uma dose forte de whisky dão um jeito. Desligam os motores. Mas dessa vez, nem a fumaça nem o fogo resolveram. Porque o problema não é rival, não é polícia, não é dívida. O problema tem nome e sobrenome. Tem altura de menina, cheiro de shampoo novo e um par de olhos que me encara com medo e, pior, com pena. Tenho que admitir, essa p***a tá mexendo comigo. E depois de falar com o desgraçado do Lucas e ouvir a voz debochada do filho dele, a inquietação virou um formigueiro na pele. Eles falaram dela como se fosse lixo. E a raiva que eu senti não era só pela ofensa, era

