Mariana Narrando Desde o momento em que a Víbora me pegou em casa, vestida com o vestido vermelho que parecia ter saído de um sonho (ou de um pesadelo, dependendo do ponto de vista), o meu coração não parou de bater num ritmo acelerado, mistura de euforia e culpa. A viagem de carro foi uma blur de luzes da cidade vista do alto do morro, do riso solto da Víbora ao volante e do meu próprio nervosismo. Passamos na praça, pegamos a Magia e a Tatá, e as três juntas, num carro só, pareciam uma força da natureza, falando alto, rindo mais alto, me incluindo nos planos como se fosse a coisa mais normal do mundo. Seguimos direto para o QG delas, um espaço grande, escondido, mas que por dentro estava transformado. Luzes coloridas, uma mesa com bebidas, um som alto e bom. O coração batia firme dent

