Mariana Narrando Depois que a Magia me deixou em casa, o alívio de estar só veio misturado com um vazio estranho. Entrei, tomei um banho bem quente, tentando lavar o susto do mercado e aquele olhar gelado do Sanguinário. Coloquei umas roupas na máquina – graças a Deus agora é só a minha, porque quando ele ainda estava por aqui, sempre tinha uma ou duas peças dele no cesto. Um hábito b***a que acabei criando. Liguei uma música suave, algo para preencher o silêncio da casa grande, e fui fazer comida. Almocei sozinha, como tenho feito quase todos os dias. As meninas já tinham mandado mensagem: “Resenha na piscina hoje à noite. Bebida e fome nossa. Só traga o biquíni.” Um sorriso escapou. Pelo menos elas estavam lá. À tarde, fiz a limpeza da minha área – a sala (que uso pouco, só para receb

