Capítulo 107 Mariana

1575 Words

Mariana Narrando Queria acreditar. Deus, como eu queria engolir cada palavra safadä e possessiva que ele sussurrou hoje noite e enfiar no peito como se fosse verdade absoluta. Mas tinha um calafrio no meu estômago, um eco de realidade que não silenciava. Ele era Sanguinário. Eu era a moeda de troca. Nada mudava isso, nem o céu que desabou sobre nós no quarto e no banheiro. Mas não posso negar o resto. Por mais bruto, por mais avassalador que ele tenha sido… foi cuidadoso. A dor que eu senti não veio de brutalidade, veio de… tamanho. De um corpo acostumado à violência tentando, de um jeito desengonçado e intenso, não me quebrar. E no banheiro, depois… aquele jeito dele de me limpar, de me enrolar na toalha como se eu fosse algo frágil e precioso. A fala sobre a camiseta, "já que tu gosta

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