Tatá Narrando A risada que saiu da minha boca foi baixa, áspera, carregada de uma promessa que eu vinha guardando desde que entrei naquela festa. Abri as pernas, sentindo o lençol frio contra as costas, mas o calor que vinha dele, daquela figura imponente sobre mim, era o que importava. A luz do quarto era só um filete que vinha do banheiro, iluminando os contornos do corpo dele, os músculos tensos, o olhar escuro fixo em mim. — Então vem, gostoso — repeti, a voz saindo mais rouca do que eu queria. — Mostra que o chefe do Guararapes sabe fazer mais do que dar ordem. Ele não precisou ser convidado duas vezes. A mão dele, grande e áspera, deslizou pela minha perna, do joelho até a coxa, num toque que era posse pura. Eu senti o arrepio percorrer minha espinha. Ele se ajeitou de joelhos en

