Tatá Narrando Meu nome é Tatiane, mas aqui no Cerro-Corá, e em qualquer lugar que preste, eu sou Tatá. Ou, como os mais velhos gostam de gritar quando veem minha moto chegando na quebrada: "Táti quebrar barraco!". O apelido veio da época que eu, com 17 anos, meti o pé na porta de um barraco onde três caras tavam tentando passar a perna no Sanga num acordo de armas. Quebrei a porta, dois braços, uma costela e o acordo. O serviço era só observar e reportar. Eu fiz um pouco mais. Desde aquele dia, sou a chefe da segurança do morro. Não é título de enfeite. É suor, sangue e pulso firme. Sou branca, daquele branco que queima fácil no sol do Rio, e por isso carrego um mapa de tatuagens espalhadas pelo corpo – cada uma conta uma história, uma lição, uma linha de código do meu manual de sobrevi

