Sanguinário Narrando Mano, o dia não acabava. Depois da treta toda com a lasanha e o vidro quebrado, eu tava ferrado. Literalmente. As costas pareciam que tinham passado num triturador, cada caco de vidro deixou sua lembrança. Fiz o curativo sozinho no banheiro, no espelho, tentando alcançar as costas com a mão traseira. Um troço ridículo. Tomei um analgésico fødido e limpei a bagunça toda da cozinha. Cada caco que eu jogava no lixo era um pedaço da minha paciência indo junto. Aí, já de noite, o celular vibrou. Era a Ketlin. "Tô no morro, chefe. Tá em casa?" Ela é assim, direta. A Ketlin não é qualquer uma. É a püta de luxo que atende a galera do alto escalão, e às vezes vem me atender quando a gente combina. Ela tem banca, não é dessas que tu manda embora com um gesto. Tem contrato de

